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A cura do Homofóbico pode ser alcançada



Bom, no mundo há homossexuais. Isso é um fato inegável mesmo pelos que mais espumam ao ver duas pessoas do mesmo sexo de mãos dadas ou se beijando(1). Há também os homofóbicos, fato inegável mesmo pelos homossexuais mais otimistas... 

Mas a homofobia seria uma reação natural à homossexualidade?

Claro que não. A homossexualidade é uma orientação sexual, enquanto a homofobia é um desvio de caráter. Simples assim. Notem bem, o simples fato de alguém não sentir desejo por outro do mesmo sexo não é homofobia, mas sim quando não se aceita que outros sintam e se realizem. Para o homofóbico, por ele não se sentir capaz de lidar com seus próprios desejos e sentimentos torna-se muito doloroso ver que outros tenham superado esta barreira. A dificuldade é tamanha que eles acabam perpetuando este fardo através de seus filhos e demais pessoas de seus círculos. É acima de tudo alguém muito infeliz. 

Mas esta infelicidade não brotou do nada, afinal ninguém nasce homofóbico. Ela foi herdada e alimentada por suas famílias e por toda uma sociedade em torno. É difícil, muito difícil para estas pessoas se libertarem da homofobia. Mas é necessário entender que isso não justifica atos violentos ou de desrespeito. 

É interessante lembrar que em todas as épocas vilões foram escolhidos para levar a culpa pelos males sociais. Houve tempo em que canhotos eram tidos como “marcados pelo demônio” e a coisa foi tão forte que embora se pensasse isso na idade média não é raro que conheçamos alguém que tenha sido forçado na infância a escrever com a mão direita pois isso era o “certo”. A orientação do canhoto era por muitos reprimida, tinham a mão esquerda amarrada enquanto gastavam cadernos de caligrafia e muito sofrimento para ir contra sua característica natural. E não pensem que isso não traumatizou a muitos... 

Décadas atrás o mundo estava em uma “profunda crise de valores” por culpa da Mulher desquitada. Era uma infâmia para as famílias abrigarem esta abominação. Falava-se baixo e pelos cantos sobre esta sério problema. As famílias “de bem” sequer permitiam que seus filhos tivessem contato com os filhos daquelas mulheres, afinal, a maldição poderia infectar a todos... 

Hoje o problema é o homossexual, aliás não, afinal a homossexualidades está presente entre nós desde que o mundo é mundo, o problema é algumas pessoas terem a audácia de buscar a realização e a felicidade num mundo onde isso é proibido. 

Os homens que morrem de medo da aproximação com homossexuais ou que batem no peito assumindo ódio profundo, via de regra são os mesmos que se excitam e fantasiam com cenas pornográficas onde duas ou mais mulheres praticam sexo. Ah, isso pode, isso é lindo. Mas duas mulheres de mãos dadas no shopping onde estes levam suas famílias ... ah, como permitem esta pouca vergonha... 

Outra coisa que me chama atenção é a variedade de fugas usadas para disfarçar a homofobia. A religião costuma ser a preferida. Não raro podemos ver homens que nunca pisaram numa igreja ou que desrespeitam todas as regras da própria religião que professam (ou que as conheçam...) apoiando-se em argumentos pouquíssimo inteligentes que vem prontos de algum religioso da moda. Aliás acho uma abominação ver a insistência de alguns em legalizar e prometer "a cura para a homossexualidade". Porque não se empenham em tentar curar os homofóbicos presentes em suas fileiras, afinal nunca vi um homossexual ser violento com alguém por ter ódio de heterossexuais. 

Também podemos ver aqueles que traem continuamente parceiros ou parceiras, em alguns casos com alguém do mesmo sexo, mas que justificam sua homofobia como uma luta, uma verdeira cruzada, em defesa da família e dos bons costumes. 

Nossa sociedade está doente. Embora façamos sexo desde a aurora dos tempos ainda não nos resolvemos com este assunto. E se alguém tentar se resolver deve ser destruído ! 

O fato é que ainda há muito por ser feito. E a organização dos trabalhadores contra esse câncer que nos desune, a Homofobia, é fundamental. O Racismo e o Machismo também caminham de mãos dadas, mas o final pelo qual lutamos será feliz. E juntos venceremos também nossos verdadeiros inimigos. 


(1): Menos No Iran, segundo fontes daquele governo...

Pardal.
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Nosso papel frente à Greve da Polícia Militar


Polícia Militar em greve no Rio e na Bahia, sendo que há mais estados na iminência da adesão, mas o que há de dados a respeito e qual o papel que devemos assumir?

“A categoria reivindica R$ 3.500 como salário inicial dos soldados. O salário base dos soldados policiais e bombeiros hoje é R$ 1.277,13 para os que têm auxílio-moradia menor e de R$ 1.510,18 para os que têm o benefício maior. O reajuste a ser pago este mês será de pouco mais de 10%. “O que o governador propõe não atende a nenhuma das três categorias. Há nove meses tentamos uma audiência com ele, sem resposta”, disse o líder do movimento dos bombeiros, o cabo Benevenuto Daciolo.

Os PMs reivindicam ainda R$ 350 de vale refeição e outros R$ 350 de vale transporte, além de adicional de insalubridade. “Temos diagnosticado tentativas de desestabilizar o Estado. Vem de um grupo reduzido, aqueles derrotados nas eleições de 2010 que fazem oposição irresponsável. Mas as corporações não se contaminam”, disse o governador em entrevistas a rádios do Rio, sem citar nomes dos adversários.
Em vários momentos, Cabral exaltou a “serenidade” da “grande família Segurança Pública”.
Mas apesar da promessa de tranquilidade, as primeiras horas da greve já deixaram a cidade desguarnecida de patrulhamento. As principais vias expressas não tinham sequer uma patrulha. Foi o caso da Avenida Brasil, linhas Amarela e Vermelha, e também a Perimetral. No Centro, a assessora de imprensa Suzana Ribeiro foi assaltada em frente à cabine da PM, na Rua do Riachuelo.”

Quais os pisos salariais dos policiais militares em cada estado?
Veja abaixo, em ordem decrescente, os salários em todos os estados.
1. Polícia Militar do Distrito Federal – R$ 4.269,56
2. Polícia Militar do Estado de Sergipe – R$ 3.306,96
3. Polícia Militar do Estado de Goiás – R$ 2.989,85
4. Polícia Militar do Estado do Tocantins – R$ 2.850,00
5. Polícia Militar do Estado do Mato Grosso – R$ 2.739,33
6. Polícia Militar do Estado de Santa Catarina – R$ 2.577,99
7. Polícia Militar do Estado da Bahia – R$ 2.557,37
8. Polícia Militar do Estado do Mato Grosso do Sul – R$ 2.453,09
9. Polícia Militar do Estado do Paraná – R$ 2.438,39
10. Polícia Militar do Estado de Minas Gerais – R$ 2.245,91
11. Polícia Militar do Rio Grande do Norte – R$ 2.200,00
12. Polícia Militar do Estado do Espírito Santo – R$ 2.196,66
13. Polícia Militar do Estado do Maranhão – R$ 2.121,39
14. Polícia Militar do Estado de Pernambuco – R$ 2.100,00
15. Polícia Militar do Estado do Amazonas – R$ 2.028,00
16. Polícia Militar do Estado de São Paulo – R$ 2.015,40
17. Polícia Militar do Estado de Rondônia – R$ 1.965,13
18. Polícia Militar do Estado de Alagoas – R$ 1.915,60
19. Polícia Militar do Estado do Amapá – R$1.871,73
20. Polícia Militar do Estado do Acre – R$ 1.811,77
21. Polícia Militar do Estado da Paraíba – R$ 1.534,26
22. Polícia Militar do Estado do Ceará – R$ 1.286,50
23. Polícia Militar do Estado do Pará – R$ 1.200.00
24. Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro – R$ 1.137.49
25. Polícia Militar do Estado do Piauí – R$1.127,20
26. Polícia Militar do Estado de Roraima – R$ 1.122,38
27. Brigada Militar do Rio Grande do Sul – R$ 996,20
(Salário dos policiais militares tendo base soldado de 1ª Classe)



Notem bem, esta situação não é de hoje, essas proporções vem se mantendo ao longo de anos. As negociações forram tentadas à exaustão, não se trata pois de um movimento surpresa ou repentino. Usando o argumento de que estes trabalhadores não poderiam fazer greve os governadores e demais autoridades se deram ao luxo de não negociar.

E como ficamos nisso tudo?

A mídia e as autoridades estão tentando de todas as formas desqualificar o movimento chamando-os dos mais diversos nomes. Acusando-os de movimento político, de não ligar para a população e mais outras coisas.
A presidenta Dilma já disse ser contra qualquer anistia para estes trabalhadores e se disse estarrecida, mas não se disse estarrecida com a disparidade salarial de estado para estado. Nosso papel deve ser o de pressionar o governador Sérgio Cabral, que mostra claramente o descaso com a segurança pública, assim como o faz com educação e saúde. A própria arrogância dos patrões é que conduziu a situação para este caos.
No caso do pinheirinho o governo federal gastou energia discutindo o conflito de poderes do judiciário, mas em momento algum vimos a Presidenta se manifestar sobre ser a favor ou contra o que se tornou uma catástrofe humanitária. Omissa como sempre questiona mais o movimento grevista que a necessidade de corrigir as desigualdades impostas a estes trabalhadores.

Todo apoio ao movimento grevista!

Pela a provação da PEC 300 e do piso nacional!
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Petroleiros: A Fábula da Federação Única

O que é a FUP?

FUP significa federação única dos petroleiros. Foi criada em um momento de luta há anos atrás, quando os trabalhadores sentiram a necessidade de uma organização para lutar.

Se a FUP Foi feita para a luta então porque nos desfiliamos dela?

    Com o passar do tempo a FUP  foi se cristalizando e se afastando de suas bases e do interesse dos trabalhadores. Foram criados mecanismos para se tornar impossível a intervenção das bases na direção. Sua cúpula passou negociar com a direção sobre como implantar as medidas da empresa sobre os trabalhador e não a conduzir lutas contra estas medidas.

Mas não seria mais correto mudar a FUP em vez de sair dela?

    Sim, claro, e seguimos esse caminho por longos anos. Nos mobilizamos, elegemos delegados para os congressos e mesmo sabendo de irregularidades em várias bases nas escolhas de delegados conseguimos fazer assembléias e levar os nossos. Em Junho de 2004 estávamos presentes em minoria na direção da FUP. Lá dentro porém ficou claro o papel da FUP junto à empresa. A nossa recusa à apoiar a repactuação e apoio incondicional aos companheiros aposentados levou a Maioria da direção, composta por pessoas ligadas à mesma corrente político-ideológica do governo e da direção da empresa, a votarem nossa cassação. 

Mas foi "só isso" ?

    Não, não foi. A partir de 1997 a empresa começou um processo de retiradas de direitos da categoria. Os funcionários que entrassem não teriam mais Anuênio, Complemento das Férias ou Plano Petros entre outras coisas. A FUP ficou ao lado da empresa e não nos ajudou a conduzir a luta. Alguns sindicatos e oposições nos apoiaram desde o primeiro momento, assim como aposentados (que sempre estiveram ao nosso lado) e grande parte da Ativa. Quando não deu mais para lutar contra a FUP passou a dizer que nos apoiava, mas criou uma isonomia parcial que a cada vitória nossa dizia já ter sido alcançada e tentava nos levar a parar por ali mesmo.

Mas isso não é radicalismo?

Radicalismo foi a FUP, a convite da empresa, mandar representantes seus para percorrer todas as bases da Petrobrás para convencer os trabalhadores a entregarem seus direitos e caírem no mar das incertezas através da repactuação sem explicar devidamente os riscos associados. Hoje o temos centenas de ações buscando a "desrepactuação".

Radicalismo foi um representante da FUP alegar que os novos funcionários não deveriam ter direito ao Plano Petros I, pois caso este morresse teria direito o mesmo direito que os mais antigos. (Vai que algum espertinho já entre pensando em morrer....)

Radicalismo é não fazer assembléias, e quando muito deixar para fazer apenas para referendar a "proposta final" do RH da empresa. Já houve momentos em que mesmo com a indicação da FUP de aceitação defendemos a rejeição. Um dos diretores veio a nós e pediu que aprovássemos pois "já estava combinado com o RH desde a última mesa de negociação, se vocês aprovarem nós perderemos a confiança do RH".

Radicalismo é cassar aqueles que trazem propostas das bases que vão contra os interesses da empresa.

E a FNP?

A FNP é a Frente Nacional dos Petroleiros. Todos aqueles que estavam insatisfeitos e cansados de remar contra a maré patronal da FUP resolveram iniciar um diálogo na busca de uma nova unidade dos trabalhadores. Ela já existe e está em pleno processo de fortalecimento. Contando com pleno apoio do Sindipetro-RJ  ela é composta atualmente sindicatos e oposições em todo o Brasil. Os trabalhadores aos poucos estão percebendo nosso trabalho e o sinal disso foi a votação expressiva que a oposição do norte fluminense obteve.

Quem são os sindicatos que estão ao lado da FNP?

Sindipetro-AL/SE (Alagoas/Sergipe)
Sindipetro-LP (Litoral Paulista)
Sindipetro-SJC (São José dos Campos)

Ok, mas mesmo a FUP agindo assim não é melhor buscar a unidade ?

Claro que é, a buscamos constantemente. Em todas as negociações pedimos mesa única para unirmos as forças. A FUP nunca aceita. Na greve da PLR chamamos a FUP para lutarmos, a entidade informou que já estava indicando aprovação e correu com as assembléias. Eles não esperavam é que as bases da FNP rejeitassem e optassem pela paralisação. Chamamos então uma greve conjunta. A FUP não aceitou, mas várias bases suas ignoraram isso e tivemos um movimento de trabalhadores de todo o país querendo novas assembléias para rejeitar também e seguir lutando. Conquistamos alguns avanços mas junto com a empresa a FUP começou a minar o movimento. Mas ali mostramos quem está na luta e segue a vontade das assembléias.

E como foi o processo de sair da FUP?

Houve uma série de assembléias em todas as bases envolvidas e um plebiscito. Por ampla maioria nos desligamos da FUP e decidimos seguir no apoio à FNP. 

E porque a FUP quer tanto voltar?

Bom, os motivos são vários e entre eles podemos citar a contínua precarização de nosso trabalho e ataques aos nossos direitos. Enquanto os trabalhadores querem resistir mantendo seus avanços a FUP tem como missão "negociar" estas retiradas com as bases para facilitar o processo com a empresa, como foi na repactuação e na nossa busca por isonomia.

Sem contar que havendo líderes sem representação nas bases a simples eleição de delegados para compor a direção da FUP permitiria que estes pudessem seguir dispensados do trabalho, mesmo que de maneira artificial e contra os interesses dos trabalhadores. 

Mas se a FUP segue os interesses da empresa, então a FNP é contra a empresa? 

A FNP está ao lado dos trabalhadores e junto com estes busca defender a empresa com unhas e dentes. Basta ver a campanha "O petróleo tem que ser nosso", onde na luta contra os leilões do governo de nossas áreas produtivas e pesquisadas pela Petrobrás diretores nossos foram reprimidos, apanharam e foram presos e hospitalizados. A FUP preferiu ficar olhando de longe e fingir que não sabia do que se tratava.
Somos contra a atual direção da empresa e de sua subserviência aos acionistas. Somos contra estas políticas de RH que prejudicam os trabalhadores. Somos contra os leilões e lutamos pela renacionalização da Petrobrás e de nosso petróleo. Somos contra o desrespeito aos nossos colegas petroleiros contratados. E contra os ataques aos companheiros aposentados que lutaram para construir esta empresa. 

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FNP, Perguntas e Respostas...

Acompanhando de perto algumas eleições sindicais, como do Sindicato Unificado dos Petroleiros de São Paulo, por exemplo, notei uma série de equívocos presentes nas discussões com os companheiros de base. Gostaria de comentar e dividir tais questões, jogando assim alguma luz sobre o assunto...

As Chapas da FUP costumam afirmar que "tudo que os gerentes, a direção da Petrobrás e o governo querem é que nossa categoria fique dividida". Neste sentido eles tem razão. Por isso a FNP sempre chama mesa de negociações única e calendário único de mobilizações, mas a FUP se recusa a unificar as lutas com trabalhadores que não concordam com seus "indicativos".



Temos que lembrar também que por impedir e dividir as lutas da categoria muitos dirigentes da FUP ganharam boas gerências. A Própria direção da empresa tem fupistas históricos (como a de RH por exemplo, que detona com a categoria e já foi dirigente do Sindipetro Unificado - SP). O governo por sua vez é o mesmo que a FUP, sem consultar a categoria para pelo menos levar críticas, ofereceu apoio incondicional.



Que gerentes, diretores da Petrobrás e o governo (que controla a empresa) queiram nos dividir, isso não é novidade. Mas é no mínimo curiosa a posição da antiga federação de dizer estas coisas num momento de eleções.

No demais, parte das confusões que surgiram entre os trabalhadores no meio deste processo estão aqui:

A FNP não participa de mobilizações nacionais porque quem "comanda"é a FUP?

Bom, para começar mobilizações não são, ou não devem ser, comandadas por sindicatos ou centrais. O comando dos rumos de uma categoria deve vir de assembléias de trabalhadores e não de "conselhos deliberativos" que servem apenas para "dar indicativos" já esperados pela direção da empresa.
Dizer que a FNP não participa das mobilizações é no mínimo um equívoco. Em todas as mobilizações a FNP busca se integrar e fortalecer a luta, afinal quem se mobiliza são os trabalhadores, independente da federação ou sindicato a que estejam ligados. Um bom exemplo foi a jornada de três dias de manifestações dos dias 6, 7 e 8 de julho. Embora a FUP tenha se recusado a um calendário conjunto, em nome da unidade dos trabalhadores as bases não alinhadas com esta central aprovaram em assembléias mobilizações no dia 7 de julho. As vitórias são sempre da categoria, e não de uma ou outra central. A FNP não é tão ciumenta assim...

A FNP não compõe a mesa de negociações?

Sugiro que os companheiros perguntem a alguem que defenda a chapa da FUP o porque disso. a FUP não aceita!! Há anos chamamos a FUP para compor uma mesa única. A mando da direção da empresa a FUP se recusa. Seria importante que todos os trabalhadores de bases da FUP colocassem em assembléia a proposta de mesa única com a FNP nas próximas negociações. A discussão sobre a PLR ainda não acabou, ainda há tempo para cobrar isso.

A FUP tem mesmo o apoio de dirigentes históricos "comprometidos com a luta dos petroleiros"?

A direção da Petrobrás sempre reconheceu os "serviços prestados" pelos diretores da FUP e por seus defensores nos sindicatos da categoria, basta ver no link a seguir:


E não esqueçam de confirmar com o pessoal das antigas...

E quanto á campanha pelo petróleo? 

Qualquer projeto que não exija o fim imediato dos leilões que estão sendo feitos pelo governo é indefensável.

E os aposentados e pensionistas?

A gota d'água que levou á desfiliação da FUP por várias bases foi o ataque aos aposentados. A cúpula da FUP decidiu, a mando da direção da Petrobrás, apoiar com todas as forças a Repactuação. Ali os aposentados tomaram o grande golpe, trocaram o certo pelo duvidoso. 
Os sindicatos que discutiram esta questão em assembléias foram para o confup defender que ainda havia muito por se conversar e que até aquele momento muitas bases não concordavam com a Repactuação, logo não deveria ser decisão de congresso, mas sim motivo de assembléias. Mas a maioria da direção da FUP já havia se comprometido com a Petros/Petrobras. Com mentiras e desinformação FUP/Petros/Petrobrás convenceram e pressionarm os aposentados. Depois do terrorismo feito e da repactuação assinada é que perceberam a armadilha. Hoje o que há é uma pilha de preocessos querendo desrepactuar. Isso sem falar, entre outras coisas da RMNR apoiada pela FUP. Bom, tirem suas conclusões.

FUP, a Grande Organizadora de Derrotas

O papel da FUP tem sido no decorrer dos anos organizar as derrotras da categoria. Em seus "teatrinhos" se diz de luta, mas na prática...

O que ocorre é que quando a direção da Petrobrás quer impor alguma derrota á categoria age sempre da mesma forma:

Faz uma proposta bem pior do que a real e vai discutindo com a FUP até que cheguem a um acordo "negociado", mas exige que só soltará a proposta se a direção da FUP, após a reunião do "conselho Deliberativo" prometer indicar a aceitação. Aí sim a FUP faz algumas assembléias indicando a aceitação ( e a proposta tem que ser aceita para não perder a confiança da direção da Petrobrás). O discurso final todos conhecemos:

Foi uma conquista histórica da categoria.....(rs).

É isso realmente que queremos?

Pardal

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Bancários, carteiros e nós, Petroleiros

Pois é senhores, os bancários em 2011 entraram em greve, mesmo diante dos lucros altíssimos declarados belos próprios bancos os patrões foram inflexíveis. Os trabalhadores dos correios, vítimas disso que chamamos de “Democracia” foram obrigados a voltar ao trabalho, compensar os dias parados e ameaçados de multa o caso prosseguissem em greve. O presidente dos correios, ex-presidente da Petros e ex-sindicalista, foi convidado pela própria Dilma para cumprir este papel de conter os trabalhadores. E os petroleiros, o que faremos?

Em agosto os dirigentes das principais estatais - Correios, Banco do Brasil, Caixa, Infraero e Petrobras - foram orientados pela Presidenta  Dilma e pelo ministro Guido Mantega a negar qualquer reajuste salarial com ganhos acima da inflação para seus empregados. A diretriz seria parte do aperto fiscal prometido pelo governo para enfrentar a crise mundial.


Não poderia ser diferente, sempre que há crises o trabalhador é “convidado” a dar sua cota de sacrifício. Pessoalmente acho que os trabalhadores de fato deveriam fazer vários sacrifícios: Sacrificar os Banqueiros, os donos das grandes construtoras, os ex-sindicalistas que mudaram de lado, etc... Mas o fato é que isoladamente estes sacrifícios não surtiriam efeito, pois o sistema se protege e se regenera, e a menos que adotássemos um modelo novo de sociedade os sacrificados seriam substituídos por outros mais capazes e que evitariam novos sacrifícios.

Está havendo uma grande reorganização sindical no Brasil e isso impacta diretamente em nosso dia-a-dia. Em várias categorias, como bancários e carteiros, por exemplo, oposições estão sendo criadas e fortalecidas pelos trabalhadores. Isso demonstra a falta de representatividade das antigas entidades, já distantes das bases, que tentam limitar as lutas dos trabalhadores a mesas de negociação onde são discutidas apenas as formas de impor a vontade dos patrões sem causar muito estardalhaço entre os trabalhadores. Qualquer migalha daí é então chamada de “Conquista Histórica da Categoria”. Estes sindicalistas são mediadores de derrotas, pois não impulsionam os trabalhadores às vitórias.

Não são poucos os companheiros sindicalistas que são de luta mas ainda estão ligados a entidades já degeneradas. Aos poucos vão se dando conta que a luta dos trabalhadores é dinâmica e que deve ser reinventada a todo o momento. O que não podemos jogar fora é a experiência acumulada. Estes companheiros devem ser convidados a lutar ombro a ombro conosco e juntos devemos criar as bases de um sindicalismo que, independente do governo, represente e dialogue com os trabalhadores. Um sindicalismo que não tenha medo de assembléias, que aceite críticas, que não venda os trabalhadores para obter cargos e que não tome decisões sem consultar suas bases.  

A Direção da Petrobrás, junto com a FUP, jogou uma casca de banana para enganar os trabalhadores. Negociaram a reposição da inflação pelo IPCA e a promessa de “diálogo permanente” sobre as ditas cláusulas sociais. Bom, de diálogo permanente nós entendemos bem, basta ver os milhares de GT’s (grupos de trabalhos) eternos que são criados diariamente para dar a impressão de que as questões estão em “andamento”.

A idéia do RH foi simples, tentar fortalecer a já combalida FUP junto aos trabalhadores e ao mesmo tempo implementar a política do Planalto de aumento real Zero.

A inflação está subindo e em pouco tempo a reposição dada já estará defasada. Os prognósticos dos mercados são de um cenário de inflação crescente para os próximos dois anos, não podemos aceitar que sejamos sacrificados em nome de um superávit fiscal enquanto os banqueiros enchem seus bolsos.

É nossa missão enquanto categoria estratégica buscar a união com as demais categorias afetadas!!

Todo apoio aos companheiros Bancários, Aeroviários, Carteiros, Professores e demais categorias !!

Em 2012 vamos à luta camaradas!!
Pardal
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Reflexão Natalina...

Passado este período de Natal e ano novo, onde a alegria tem hora marcada e a fraternidade é propagandeada por todos como algo importante, a sociedade volta ao normal, esquece-se dos "mais necessitados" e já começa a planejar o feriado do Carnaval. As campanhas de doações de roupa, brinquedos e alimentos acalentam aqueles que talvez só sintam fome e frio nesta época do ano, mas acalentam mais ainda a "caridade com data de validade" de uma grande maioria que poderá passar então os próximos doze meses se sentindo um pouco menos individualista e alienada dos problemas sociais.


Caridade é algo bonito sim, não negaria isso, mas não resolve os problemas da sociedade. A idéia de ajudar o próximo a amenizar seu fardo é das coisas mais naturais do ser humano, mesmo com toda uma luta para que abandonemos este valor, nós, humanos, não o abandonamos. Pois é, mas o que significa este valor, a caridade, sem a preocupação social? Bom, a resposta é simples : Paz de espírito para quem a pratica e só. Não significa mais nada. Trata-se pois de um refinamento cruel do egoismo. As religiões a utilizam como escape, como contenção de ânimos, afinal, não pretendem mudar a ordem estabelecida um milimetro sequer. 


Há realmente uma preocupação com o próximo em nossos corações? Há realmente vontade de contribuir para que cada vez mais pessoas tenham seu mínimo de dignidade garantida? Há disposição de nossa parte para fazer algo, para nos organizarmos e buscarmos soluções para um mundo cada vez mais complexo e excludente?
Bom, deve haver algo sim, mas está muito escondido ainda. O amor e a caridade, a preocupação com o próximo e com os menores de rua, com os idosos e com os sem teto se escondem no decorrer do ano em discursos muito diferentes do Natal:


- Estes pivetes não tem mais jeito não, é tudo bandido;
- Tem que abaixar a idade penal. Com 13 anos eles já sabem o que fazem, já roubam;
- Claro que morreu, olha só onde o irresponsável foi construir o barraco;
- Não trabalha por que não quer, emprego tem;
- Estudante tem mais é que estudar, e não fazer passeatas por aí;
- Tem que ter pena de morte, só isso vai resolver;
- Olha só, pobre e cheia de filhos, quem vai sustentar? Tem que esterilizar essa gente;
- Quinze anos grávida, sai transando por aí sem camisinha, não tem juízo mesmo...

E por aí vai... 

São muitos os comentários que tocam superficialmente nos problemas, mas que são profundos em seu descaso. Muitas pessoas repetem isso tudo, não por serem más pessoas, mas por não terem tido a chance de se enxergarem como agentes de transformação da realidade. Não se sentem responsáveis pelos problemas que a todos nos cercam. Seja por uma questão de educação, seja por outro motivo qualquer, caso isso não mude nosso caminho será sempre o de derrotas, de desigualdade, de medo e violência. E enquanto todos perdemos juntos continuará havendo aqueles que ganham com isso tudo. 

Acho que o Grande desafio para este ano é este, a busca por nossa vocação de fazer o bem, fazer o justo e o direito num âmbito social e no Ano Todo. A busca por tentar olhar para os problemas de outra forma, com empatia, enxergando em cada trabalhador um semelhante a nós, com desejos e necessidades como os nossos. 

Esse ano pode ser diferente, todo ano pode.

Pardal.
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