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Fortaleza celebra Dia da Visibilidade Lésbica

Hoje (29), Fortaleza comemora o Dia Municipal da Visibilidade Lésbica, instituído pela Lei Municipal 9.572/2009. A data tem como objetivo dar visibilidade política e positiva das lésbicas e mulheres bissexuais. A Secretaria de Direitos Humanos de Fortaleza (SDH), através da Coordenadoria da Diversidade Sexual, preparou uma série de atividades.


Na terça-feira (28), Foi realizada a oficina "Combate à Violência entre lésbicas", às 14h, no Centro de Referência da Mulher (Rua Gervásio de Castro, 53 - Benfica). O objetivo foi refletir sobre a prática da violência doméstica e esclarecer sobre os meios de denúncia e a legislação a respeito, como a Lei Maria da Penha.

Já Hoje (29), será realizada mais uma edição da Quarta Cultural LGBT, com shows de Paula Paixão e Meninas da Vila, a partir das 19h, no Anfiteatro do Parque da Liberdade/Cidade das Crianças. Demanda do Orçamento Participativo, a Quarta Cultural LGBT faz parte do calendário mensal de atividades da SDH, sendo realizada em parceria com a Secretaria de Cultura de Fortaleza (Secultfor).

Encerrando a programação, no sábado, 1º de setembro, será realizado o Cuca Lésgal, de 13h às 20h, no Cuca Che Guevara. A atividade será um momento de confraternização, formação e entretenimento para as mulheres lésbicas e bissexuais.

Homofobia no Ceará

A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República lançou em julho deste ano o Relatório sobre Violência Homofóbica no Brasil: o ano de 2011. Os dados foram colhidos a partir do Disque Direitos Humanos, da Central de Atendimento à Mulher e da Ouvidoria do Sistema Único de Saúde (SUS).

De janeiro a dezembro de 2011, foram registradas, em todo o país, 6.889 violações de direitos humanos contra a população LGBT. Um total de 1.713 vítimas. Segundo o relatório, o Ceará é o 4º estado brasileiro com maior número de casos de violência contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros. Foram 476 denúncias.

Atendimento às vítimas de homofobia

Durante o ano de 2011, o Centro de Referência LGBT Janaína Dutra, da Prefeitura, realizou 536 atendimentos, beneficiando 207 pessoas com idades entre 18 e 59 anos. Os meses entre maio e novembro se configuraram como os de maior demanda, sendo em média 44 atendimentos. Inaugurado em 2011, a partir de demanda do Orçamento Participativo (OP), o Centro de Referência LGBT Janaína Dutra oferece acompanhamento jurídico, psicológico e de serviço social gratuito para a população LGBT vítima de discriminação, violência e/ou omissão e lesão de direitos.

Quem sofrer discriminação deve procurar o Centro de Referência LGBT, na Rua Pedro I, s/n – Centro, de segunda a quinta-feira, das 8h30 às 12h30 e das 14h às 17h. As denúncias também podem ser feitas pelo Disque Direitos Humanos de Fortaleza 0800 285 0880.

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Ceará: Operários do Minha Casa, Minha Vida em greve


Sindicato diz que 1200 empregados da construtora responsável têm pagamentos atrasados a receber. Empresa nega e diz que paralisação é arbitrária
Cerca de 1200 operários que trabalham em uma obra do programa habitacional “Minha Casa, Minha Vida”, na periferia de Fortaleza, paralisaram as atividades na última terça-feira (14).
O sindicato da categoria denunciou atrasos nos pagamentos e más condições de trabalho. A empresa negou as acusações e disse que os salários já foram depositados.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da indústria da Construção Civil da Região Metropolitana de Fortaleza (STICCRMF), os trabalhadores não receberem a remuneração em dia nem o vale-transporte.
Além disso, segundo a entidade, o canteiro de obras não conta com a estrutura ideal para trabalhar. Os banheiros não são suficientes para a demanda e a alimentação fornecida não é de qualidade, de acordo com Nestor Bezerra, presidente do sindicato.
A Época Engenharia, empresa que executa a obra, informou ao iG que o valor referente ao pagamento quinzenal foi depositado nesta quarta-feira (15) na conta dos colaboradores. “O que o sindicato está fazendo é uma tremenda arbitrariedade. Não houve consulta prévia. Eles invadiram a obra usando a força bruta, mandando os trabalhadores pararem”, afirmou o proprietário da construtora, Rômulo de Matos Brito Gradvohl.
Gradvohl disse ainda que o canteiro de obras é “exemplar”. Segundo ele, um engenheiro e cinco técnicos de Segurança do Trabalho acompanham as atividades. “É tudo conforme a norma”.
O sindicato disse que irá visitar o local novamente na quinta-feira (16) e confirmar junto aos operários se os pagamentos foram efetuados ou não e assim decidir se a paralisação continua ou não.
A obra fica em Messejana, periferia da capital, e é uma espécie de conjunto habitacional com o tamanho de um pequeno bairro, compreendendo 270 blocos de dois andares com oito apartamentos cada. Ao todo, 1920 famílias que vivem hoje em áreas de risco vão ser contempladas pelo empreendimento.
Segundo a construtora responsável, as primeiras moradias serão entregues em agosto e as demais até o final do ano.
O Ceará é um dos Estados que estão mais distantes das metas previstas no programa “Minha Casa, Minha Vida”, executado com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Em 2011, das 52 mil moradias que deveriam ser construídas, apenas 23 mil foram iniciadas. A obra em questão começou em julho do ano passado.

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