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Grécia: mais desempregados e menos esperança


A taxa de desemprego da Grécia subiu para um novo recorde trimestral, de 20,7% nos últimos três meses de 2011, refletindo o profundo mal-estar econômico do país, agravado pelos pacotes de arrocho exigidos pela União Europeia e Fundo Monetário Internacional.

A Grécia garantiu um novo resgate no valor de 130 bilhões de euros de seus parceiros da zona do euro e do Fundo Monetário Internacional (FMI) nesta semana, depois de estabelecer mais dolorosos cortes orçamentários. Mas a forte deterioração do mercado de trabalho está alimentando o descontentamento público e prejudicando a confiança dos consumidores - como já era de se esperar.

Na quinta-feira, dados da agência de estatísticas ELSTAT mostraram que empregos estão sendo perdidos em um ritmo rápido, na medida em que o desemprego subiu de 17,7% no terceiro trimestre e de 14,2% no último trimestre de 2010.

"Os dados trimestrais do desemprego refletem o aprofundamento da velocidade da contração econômica doméstica. Considerando que o desemprego é um indicador atrasado, não devemos descartar um novo aumento da taxa de desemprego nos próximos meses", disse o economista do EFG Eurobank Platon Monokroussos.

Os jovens foram os mais atingidos pela recessão prolongada da economia do país. Quase 40% das pessoas do grupo entre 15 e 29 anos estavam desempregadas, de acordo com os dados, ante 28 por cento no mesmo período do ano anterior.

Um dos setores econômicos mais afetados é o da construção, em que o emprego caiu 19% na base anual.A desaceleração econômica está tornando mais difícil para o governo cumprir as metas de receita e cortar o déficit orçamentário, aumentando o risco de que mais apertos de cinto sejam forçados.

A ELSTAT disse que o número oficial de desempregados atingiu 1.025.877 no quarto trimestre, um aumento de 44,1% na base anual e de 16,8% em relação ao terceiro trimestre.
A taxa de desemprego na Grécia em dezembro foi quase o dobro do registrado nos 17 países da zona do euro, cujo dado ajustado sazonalmente é de 10,6%, mas ainda é menor do que os 22,9% vistos na Espanha no quarto trimestre.

Os números do desemprego na Grécia não são ajustados sazonalmente.

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Portugal bate recordes na queda de salários e na destruição de emprego

Dados divulgados esta quinta feira pelo Eurostat, relativos ao último trimestre de 2011, revelam que Portugal bate recordes na União Europeia com uma queda de salários de 1,7% e na destruição de postos de trabalho, com o emprego a cair 3,1%. 

Na União Europeia, os salários subiram 2,8% no último trimestre de 2011, em relação ao período homólogo do ano anterior. Em sentido contrário, em Portugal e na Irlanda os salários caíram 1,7% por hora trabalhada. Apenas na Eslovénia os salários baixaram 0,3% e devem ter descido igualmente na Grécia, para a qual o Eurostat não apresenta dados. Em todos os outros países da União Europeia os salários subiram. A queda dos salários em Portugal foi ainda acompanhada por uma redução de 1,8% dos custos não salariais do trabalho.

Em relação ao emprego, que caiu 0,2% na zona euro e 0,1% na União Europeia, Portugal teve a segunda redução mais acentuada da União Europeia. Na Grécia o emprego caiu 8,5% no quarto trimestre de 2011 em relação ao período homólogo de 2010. Portugal foi o segundo país da União Europeia onde foram destruídos mais postos de trabalho, com uma queda do emprego de 3,1%, comparando os dados do último trimestre de 2011 com igual período de 2010.

Juntando os dois dados, queda de salários e destruição de postos de trabalho, a situação de Portugal é a mais grave da União Europeia, a seguir à da Grécia, e estes dados comprovam o seu agravamento.

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País mais rico do mundo, EUA têm ‘acampamentos da miséria’

A BBC visitou nos Estados Unidos alguns acampamentos de sem-teto, cada vez mais numerosos no país desde o início da crise econômica que explodiu em 2008.
Dados oficiais apontam que cerca de 47 milhões de americanos vivem abaixo da linha pobreza e este número vem aumentando. Atualmente há 13 milhões de desempregados, 3 milhões a mais do que quando Barack Obama foi eleito presidente, em 2008. Algumas estimativas calculam que cerca de 5 mil pessoas se viram obrigadas nos últimos anos a viver em barracas em acampamentos de sem-teto, que se espalharam por 55 cidades americanas.
O maior deles é o de Pinella Hope, na Flórida, região mais conhecida por abrigar a Disney World. Uma entidade católica organiza o local e oferece alguns serviços aos habitantes, como máquinas de lavar roupa, computadores e telefones. Muitos acampamentos são organizados e fazem reuniões para distribuição de tarefas comunitárias. Para alguns com poucas perspectivas de encontrar trabalho, as barracas são habitações semi-permanentes.

Mofo

Várias destas pessoas tinham vidas confortáveis típicas de classe média até pouco tempo atrás. Agora deitam sobre travesseiros tão mofados quanto suas cobertas, em um inverno no qual as temperaturas baixam a muitos graus negativos.
"Esfregamos literalmente nossos rostos no mofo toda noite na hora de dormir", diz Alana Gehringer, residente de um acampamento no Estado de Michigan, ao programa Panorama da BBC.
O agrupamento de 30 barracas se formou em um bosque à beira de uma estrada, no limite do povoado de Ann Arbor. Não há banheiros, a eletricidade só está disponível na barraca comunitária onde os residentes se reúnem ao redor de uma estufa de madeira para espantar o frio.
O gelo se acumula nos tetos das barracas e a chuva frequentemente as invade. Mesmo assim, cada vez pessoas querem morar ali.
A polícia, hospitais e albergues públicos ligam com frequência perguntando se podem enviar pessoas ao acampamento.
"Na noite passada, por exemplo, recebemos uma ligação dizendo que seis pessoas não tinham vaga no albergue. Recebemos de 9 a 10 telefonemas por noite", diz Brian Durance, um dos organizadores do acampamento.
A realidade dos abrigados da Flórida e de Michigan é a mesma em vários lugares.
Na segunda-feira, Obama revelou planos de aumentar os impostos sobre os mais ricos. "Queremos que todos tenham uma oportunidade justa."
O presidente americano mencionou os que "lutam para entrar na classe média". Em Pinella´s Hope, em Arbor e em outros dezenas de locais no país, além dos que querem entrar na classe média, há os que foram expulsos dela pela crise e que desejam voltar.


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Desemprego de jovens universitários nos EUA atinge maior nível em 60 anos

Apenas 54,3% dos norte-americanos entre 18 e 24 anos estão empregados, segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira (09/02) pelo Pew Research Center. Este é o pior índice registrado para este grupo de idade desde o início da série histórica do levantamento, de 1948.

Em relação ao cenário anterior à crise financeira iniciada em 2008, o percentual de ocupação dos jovens universitários caiu oito pontos – era de 62%. Os resultados da pesquisa mostram que a crise afetou especialmente esse grupo etário, composto de calouros a recém-formados e iniciantes no mercado de trabalho, mais do que qualquer outra faixa.

O levantamento do Pew Center saiu dias após o Departamento de Trabalho dos Estados Unidos ter divulgado um dado otimista – a queda do índice de desemprego pelo quinto mês seguido. A taxa de desemprego dos EUA registrada no último mês de janeiro foi de 8,3%, face aos 9,1 d do mesmo mês no ano passado.

O índice de desemprego de jovens adultos nos Estados Unidos sempre foi mais alto do que a média, mas nunca se encontrou em um quadro tão crítico - 16,6 pontos percentuais.

Já entre adultos de 18 a 34 anos entrevistados pelo Pew, mais de um terço afirma que teve de voltar aos estudos em razão do endurecimento do mercado de trabalho. Quase um quarto afirmou ter feito um trabalho não-remunerado ou admitiu terem voltado a morar com os pais. E um entre cinco admitiram ter adiado os planos de casamento ou filhos por razões de inviabilidade econômica.

Entretanto, os entrevistados pelo Pew Center se dizem muito otimistas quanto ao futuro. 88% afirmaram que estão fazendo o necessário para atender suas necessidades agora ou que o poder de compra aumentará nos próximos anos. E, entre os entrevistados de 18 a 34 anos, 67% acreditam que seus filhos terão um padrão divida melhor que os deles. Já entre os acima de 35 anos, esse otimismo só atinge 43%.

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