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I Encontro Mulheres em Luta de Curitiba


Programação

Mesa 01: 
A greve da educação e a luta das mulheres trabalhadoras. Basta ser mulher?
Convidadas: Carla Cobalchini (Presidente do Sinditest) e Mariane de Siqueira (Oposição APP de Luta e pela Base - CSP Conlutas).


Grupos temáticos:
Discussões sobre a situação da mulher trabalhadora,machismo, a mulher no mercado de trabalho, creches, violência contra a mulher, saúde da mulher, a mulher LGBT.


Mesa 02: 
Organização do Movimento Mulheres em Luta em Curitiba.
Convidadas: Camila Lisboa (Representante nacional Movimento Mulheres em Luta - CSP Conlutas) e Karen Capelesso (Construindo o Movimento Mulheres em Luta Curitiba).


Inscrição:
R$ 10,00: mulheres e homens do movimento sindical e oposições.
R$ 5,00: mulheres e homens do movimento popular e movimento estudantil.
(No valor da inscrição está incluso a alimentação e utilização da creche para crianças até 12 anos)


15 de Setembro, 09 h, na Reitoria da UFPR, ANFI 500, 5º andar.

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Paraná: Todo poio à greve na UEM (Universidade Estadual de Maringá)

O PSTU manifesta total apoio à greve dos servidores da UEM e aos demais trabalhadores das universidades paranaenses em greve.

A Universidade Pública brasileira sofre um constante processo de ataques que a levam ao sucateamento e ao total desmoronamento do tripé ensino, pesquisa e extensão, tripé esse, característica imprescindível das Universidades Públicas.

Programas como o Prouni e o Reuni implementados por Lula e Dilma (PT) foram pensados para combater a inadimplência e a sobra de vagas nas faculdades particulares e aumentar a precarização das condições de trabalho. Por outro lado, o dinheiro que deveria ser investido no setor público, é transferido ao setor privado através de isenções de impostos e outros mecanismos. É uma demonstração clara que se governa visando garantir os lucros aos “tubarões do ensino” e não a qualidade da educação superior gratuita e de qualidade e o seu acesso aos filhos da classe trabalhadora.

Aqui no Paraná não é diferente. Seguindo a mesma política de cortes de investimentos e precarização das Universidades, o governo Beto Richa (PSDB) ataca as Universidades Públicas Estaduais. Mais que isso, assim como faz com várias outras categorias, o governo promete, mas não cumpre. Há mais de um ano os servidores das IEESs paranaenses estão esperando o prometido Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS). Se isso não bastasse, ameaça destruir a carreira do servidor e terceirizar os serviços, ao invés de manter público e com trabalhadores contratados via concurso público.

Toda essa situação faz parte de uma política nacional de desmonte da educação, não somente no Ensino Superior, como também na Educação Básica. Por esse motivo, o ano passado foi marcado por inúmeras greves na educação básica, atingindo praticamente todos os estados do país e esse ano, a greve das Universidades Federais deu um grande exemplo de luta contra essas políticas. Nas Universidades Estaduais do Paraná a coisa não é diferente:

No mês passado, os professores das IEESs parananenses conquistaram o envio e aprovação do projeto de equiparação à assembleia legislativa e a sanção por parte do governador, após 2 dias de greve. Agora é a vez dos técnicos administrativos entrarem em greve.

Em uma demonstração de disposição para a luta, os servidores aprovaram greve por tempo indeterminado, no último dia 11 de setembro. Logo no seu primeiro dia, a greve começou de maneira forte e os trabalhadores se negaram a cumprir suas tarefas, o que fez com que as aulas fossem interrompidas. No segundo dia, as chaves da Universidade foram entregues à reitoria, para que tomem providências, mostrando que os trabalhadores não irão “furar” a greve!

Diante do caos causado pela negativa dos servidores em trabalhar, a direção do sindicato dos professores da UEM (Sesduem), lançou duas notas na internet prestando solidariedade, mas discordando do movimento grevista em seus métodos. Não podemos concordar com as notas lançadas pelos companheiros do Sesduem. Entendemos que a reivindicação dos trabalhadores em greve é justa e o fato de se negarem a trabalhar, não pode ser punido, pelo contrário, devem ser aclamados pela coragem em enfrentar um governo que está disposto a ouvir somente os grandes empresários e uma reitoria que se utiliza do assédio moral para coagir os servidores a voltarem para suas atividades. Imediatamente após a deflagração da greve, o comando de greve reuniu-se com a reitoria para fazer o comunicado de que as atividades dos técnicos seriam suspensas a partir do dia 11/09. Entendemos que em um momento de greve, a responsabilidade pela administração e condução das atividades do campus deve dar-se pela administração, e não pelo comando de greve ou os servidores. Responsabilidade esta que não foi assumida em nenhum momento pela reitoria em nossas reuniões. Portanto, se existem culpados pelo fato dos professores não conseguirem dar aulas nesses dias, esses culpados são a reitoria obsoleta e o governo do estado que não negocia.

Mais que isso, discordamos veemente do fato dos companheiros incitarem os docentes a denunciar os trabalhadores em greve por supostos “abusos”. Esse não é o papel de uma direção sindical de luta, como sabemos ser essa direção sindical. Esse papel é da reitoria e do governo. Já não basta alguns companheiros do SINTEEMAR que rotineiramente alimentam a divisão entre as categorias colocando os professores como “inimigos” dos técnicos. A diretoria do SESDUEM não pode recorrer ao mesmo erro solicitando que professores denunciem as “transgressões” que pontualmente possam ocorrer. Isso é alimentar ainda mais a divisão que tanto queremos evitar em nossa Universidade.

O momento agora é de unidade nas lutas! Os professores e estudantes precisam cercar de solidariedade e apoio à luta dos técnicos. Sabemos que nosso inimigo é o governo do estado que não cumpre as reivindicações da categoria e que, pelo contrário, aprofunda cada vez mais seus planos de sucateamento das Universidades Públicas do Paraná. Se os professores não estão conseguindo dar aulas, é culpa de uma situação criada pelo governo do estado e é ele quem deve ser punido e advertido.

É por isso que reiteramos o chamado à unidade na luta para que não somente os técnicos saiam vitoriosos dessa luta, assim como os professores saíram em 23 de agosto, mas que a maior vitória seja a defesa do projeto de Universidade Pública, Gratuita, Laica e de Qualidade.

Nossas forças militantes estarão dispostas a esse projeto!

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Paraná: Saúde terceirizada em Curitiba


Serviços como retirada de pacientes, contratação de motoristas, socorristas, logística e manutenção serão terceirizados pela Ecco-Salva. Os custos que ficarão por nossa conta, os trabalhadores, serão de 5,8 milhões de reais durante o primeiro ano de contrato. 

Segundo o superintendente da Secretaria Municipal da Saúde, Wagno Rigues, nada vai mudar porque, na prática, os trabalhos dos médicos do SAMU já eram privatizados nos Hospitais Evangélico, Cajuru, de Clínicas e Cruz Vermelha. 

Alguém poderia pensar que a prefeitura vai economizar com a terceirização, mas a resposta foi muito clara: “Não fizemos um cálculo ainda...”, declarou em entrevista ao Paraná Online, o superintendente da saúde sobre a terceirização. 

A prefeitura argumenta que os serviços do SAMU já são privatizados e devem ser regulamentados. Mas, se Ducci tivesse real interesse em resolver o problema do SAMU deveria abrir concursos públicos para contratação de profissionais, realizar licitações para compra de ambulâncias e equipamentos e, obviamente, construir mais unidades de saúde e hospitais.

Para a prefeitura incompente de Luciano Ducci (PSB), consequente com as ideias do PSDB de Beto Richa e FHC, é mais fácil terceirizar serviços, porque o governo não deve se comprometer com a população que paga impostos e não tem garantia nenhuma de receber atendimento básico de saúde, sobretudo em casos de emergência. 

Por isso defendemos: 

  • Licitação para compra de materiais, veículos e equipamentos; 
  • Reversão de todos os contratos que privatizam equipamentos e serviços de saúde; 
  • Concurso público para todos os profissionais da saúde; 
  • Construção de hospitais e unidades de saúde na periferia de Curitiba; 



Fontes:

http://www.parana-online.com.br/editoria/cidades/news/567756/?noticia=ECCO+SALVA+ASSUME+SERVICOS+DO+SAMU 

http://www.sismuc.org.br/noticias.asp?id=1856&id_cat=1 

http://www.band.com.br/noticias/cidades/noticia/?id=100000463089 

http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?id=1182814&tit=Ecco-Salva-assumira-alguns-servicos-do-Samu-em-Curitiba
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Paraná: Por uma “Curitiba dos trabalhadores”


Avanilson Araújo: redução de salários de prefeito e vereadores
(foto: Valquir Aureliano)
Plano de governo de Avanilson Araújo aponta desigualdade como principal problema da cidade 
Existem duas Curitibas, uma rica, de primeiro mundo, concentrada na região Central e bairros próximos; outra pobre, desamparada, que convive com a falta de serviços básicos de saúde e educação. Romper com essa dicotomia estabelecendo um governo voltado para a população carente através do combate às desigualdades sociais é o que propõe o plano de governo do candidato do PSTU à prefeitura, o advogado Avanilson Araújo.

Dinheiro não falta, garante o partido, lembrando que entre 2002 e 2010, o Produto Interno Bruto (PIB) – soma das riquezas produzidas na cidade – cresceu 48%. Apesar disso, a capital paranaense figura ainda como a quinta cidade mais desigual do País e a 17ª do mundo. A culpa, na avaliação da legenda que se diz legitimamente socialista, é a concentração de renda provocada pelas políticas de favorecimento de grandes grupos econômicos praticada pelas sucessivas administrações da cidade “modelo”. 


A prova dessa divisão está nos dados oficiais do IBGE, que apontam que a média de renda de um morador do Batel, por exemplo, é de mais de R$ 10 mil mensais, enquanto a de um bairro como o de São Miguel, na CIC, é de R$ 826,78. Mesmo assim, aponta a legenda, são os bairros ricos que continuam sendo prioridade nos investimentos da prefeitura, o que pode ser constatado pela notícia de que a atual administração pretende investir R$ 28,5 milhões na reforma das calçadas do Batel, enquanto 75 mil famílias aguardam na fila da Cohab para ter acesso a moradia. 
Na avaliação do PSTU, os candidatos dos partidos tradicionais, cujas campanhas são financiadas por grandes grupos econômicos, manterão esse tipo de política discriminatória. Por isso, cabe aos trabalhadores buscarem candidatos comprometidos com a redução das desigualdades. “É preciso ter independência política e financeira para se governar para os trabalhadores”, prega a legenda. 



Advogado que já atuou para o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), e assessora movimentos populares e sindicais, Avanilson Araújo se apresenta como tendo esse perfil. “O programa que iremos defender é diferente de todos os outros partidos pois o PSTU não tem o rabo preso com nenhum grupo econômico e empresarial. Não receberemos um centavo sequer de qualquer empreiteira, construtora, latifundiário ou banqueiro”, explica seu programa. 



No plano das propostas, o PSTU promete realizar uma auditoria da dívida pública de Curitiba, para diagnosticar o que já foi pago e suspender o pagamento aos grandes credores. Com o dinheiro que seria economizado, investir em um programa de obras públicas e asfalto e infraestrutura nos bairros mais carentes. O partido prega ainda o fim da terceirização dos serviços de saúde, e a contratação de médicos e profissionais para a área. A abertura das contas das empresas do transporte coletivo e a suspensão dos contratos, além da estatização do serviço, com redução de tarifas e ampliação do número de veículos. O programa prevê ainda a construção de um metrô estatal, com “passagem barata e controle popular”. 



Em relação ao combate a corrupção, a legenda radicaliza ainda mais, se propondo a promover o confisco de bens de vereadores envolvidos nas denúncias de desvio de recursos do Legislativo. E aí sobra inclusive para os partidos de esquerda ou de oposição. “Nem mesmo a oposição liderada pelo PT ou PV teve qualquer iniciativa para que o dinheiro da corrupção fosse devolvido e para que os corruptos fossem punidos”, avalia a sigla. 



Para enfrentar o problema, o PSTU propõe a redução dos salários dos vereadores e do prefeito ao equivalente ao salário médio do trabalhador curitibano, de cerca de R$ 2 mil mensais; fim do financiamento privado de campanhas; e revogação de mandatos pelo voto popular. 


AS POLÊMICAS PROPOSTAS DO PSTU
• Auditoria da dívida pública de Curitiba, com suspensão de pagamento de grandes credores e investimento do dinheiro em obras nos bairros mais pobres; 
• Redução dos salários dos vereadores e do prefeito ao equivalente ao salário médio do trabalhador curitibano, de cerca de R$ 2 mil mensais; 
• Confisco dos bens dos vereadores envolvidos em denúncias de desvio de dinheiro da Câmara Municipal; 
• Estatização do transporte coletivo;
• Fim dos contratos de terceirização dos serviços de saúde; 
• Destinação de 6% do orçamento para a construção de 9 mil moradias populares ao ano; 
• Suspensão de todos os despejos e remoções forçadas; 
• Fim das UPSs (Unidades Paraná Seguro) e substituição por programas sociais nos bairros;
• Expulsão da Guarda Municipal de integrantes de grupos de extrema direita; 
• Licença maternidade de seis meses; 
• Aborto legal, seguro e gratuito; 
• Fim da exigência de autorização do marido para realização de “ligadura”
• Criminalização da homofobia;

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Enquanto isso... no Paraná... cadê o Benzeno do ASO?

Esta Moção de repúdio é de 05 de julho de 2011. Pouca gente soube. Pedimos que os companheiros verifiquem se isso também se dá em suas unidades atualmente.


MOÇÃO DE REPÚDIO

Assunto: Abusos do Setor Médico da UO-REPAR.

Os empregados lotados na UO-Repar, representados na bancada dos trabalhadores, pelo SINDIPETRO/PRSC e GTB/CIPA, vêm repudiar os Abusos do Setor Médico da UO-REPAR, que se ampliam dia a dia.

As mais graves, atendem à degradante e arraigada doutrina de subnotificação de emissão de ASO - Atestado de Saúde Ocupacional contendo a sórdida expressão "Ausência de Riscos Específicos", onde é notória em certas áreas operacionais da refinaria, a presença do maléfico e famigerado agente químico "BENZENO".

De posse desse fato, orientamos os trabalhadores a escreverem no ASO a seguinte ressalva: "Ciente, porém, não estou de acordo com a informação de ausência de riscos ocupacionais".

Assim como, várias vezes recebemos queixas de médicos que recusaram assistir os trabalhadores, que procuraram o atendimento médico, por conta de algum mal estar. Esses trabalhadores foram ignorados da necessidade imediata de investigação dos sintomas reclamados, negando com isso, o pronto atendimento, que por desventura poderia ser de caráter emergencial, bem como evitar eventual desenvolvimento de doença ocupacional.

Diante de descabida ameaça à saúde e a vida dos trabalhadores, foi solicitada providências imediatas quanto à revisão da política de gestão e medidas estruturantes do setor de SMS na refinaria.

Também lamentamos que setores de fiscalização da saúde do trabalhador não autuem empresas do porte da Petrobras. A barbárie que se tem notícias da exploração do trabalhador, anteriores ao século passado, da 1ª revolução industrial, permanecem, apenas com nova roupagem.

Curitiba, 05 de julho de 2011.

Diretoria Colegiada Sindipetro/PRSC



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APOIO À MOBILIZAÇÃO DOS POLICIAIS CIVIS DO PARANÁ


Policiais Civis do Paraná aprovam 
indicativo de greve (Foto: Fábio 
Alexandre/Tribuna do Paraná)


"Vocês devem aprender com sua experiência que devem desobedecer aos governantes quando são enviados para reprimir o movimento de massas”. (Cyro Garcia, Dirigente do PSTU, sobre a greve dos bombeiros e PM do Rio)


Na noite desta quarta-feira (15) policiais civis do Paraná decidiram em assembléia entrar em greve a partir do sábado de carnaval, avisando antecipadamente que mais uma categoria de trabalhadores, agora ligados à segurança pública, irá cruzar os braços, em greve por salários e contra a política do governo.

Tanto a PM, como a Polícia Civil, são organizados como aparelhos de repressão das classes dominantes contra os trabalhadores. No entanto, a classe dominante, os ricos e donos das propriedades, vão procurar nos trabalhadores, aqueles que irão lhes controlar e reprimir. Esta contradição não se desfaz, pois os policias acabam sendo recrutados nas fileiras da classe trabalhadora, para serem utilizados contra seus irmãos de classe.


O uso das polícias pelas classes dominantes fica evidente como na recente retaliação do governo do Estado contra os policiais civis que estouraram um bordel de luxo, que funcionava numa mansão no bairro Parolin. No local, diversas máquinas caça-níqueis, prostituição de luxo e várias provas do envolvimento de políticos e empresários com esse tipo de crime.


Qual foi a reação das autoridades estaduais: parem imediatamente com as investigações e não se metam em nossos “santuários invioláveis”. Por outro lado, quando se trata de reprimir a organização dos trabalhadores em suas reivindicações por melhores condições de vida, a ordem de cima é sempre a mesma, reprimir, prender, bater e controlar o movimento de massas.


Nesta campanha salarial justa, que busca recompor direitos suprimidos há vários anos e garantidos inclusive pela constituição, os policiais civis e militares enfrentam o governo que sempre usa o aparato policial do Estado contra as lutas e greves da classe trabalhadora. A lição desta experiência em nosso estado, como também ficou claro na Bahia e no Rio de Janeiro, é que os governantes de nosso país não representam os interesses dos trabalhadores, ao contrário, representam os interesses dos grandes empresários e banqueiros.




Como bem lembrou um dos policiais civis líderes do movimento: “quando se aumentou em mais de 60% os salários dos deputados, secretários e do próprio governador, não tinha nenhum problema orçamentário ou com a Lei de Responsabilidade Fiscal, agora quando é para atender os servidores estaduais, temos um problema de caixa.”


Em nota da agência oficial de notícias do Estado, o governador Beto Richa (PSDB) deu o tom de como será sua reação diante da greve: “A ordem deve ser mantida. Não admito baderna. Os princípios de hierarquia e disciplina têm que ser respeitados. O que ocorreu na Bahia não vai ocorrer no Paraná”.


Os princípios da hierarquia e da disciplina sempre são invocados quando é para se controlar a luta dos trabalhadores, incluindo, a dos próprios policiais.


O PSTU se solidariza com a luta dos policiais civis e militares e, ao mesmo tempo, os chama para uma reflexão: a vitória da campanha salarial depende do apoio do conjunto dos trabalhadores, por isso o apoio dos policiais às mobilizações dos outros trabalhadores é parte deste processo de unificação da classe trabalhadora.

Sempre que forem convocados a reprimir uma greve ou qualquer mobilização lembrem-se de que desobedecer ao comando nestas situações é cumprir a lei: a lei da solidariedade entre os trabalhadores.


do PSTU Curitiba de PSTU Curitiba


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Racismo: Caso de em Londrina teve audiência preliminar nesta sexta-feira (10/02)

Aconteceu nesta sexta-feira (10), às 14h00, no Fórum de Londrina, a audiência preliminar sobre a denúncia de racismo feita pelo professor Valdecido Pereira da Silva. A informação foi repassada pela gestora de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Maria de Fátima Beraldo.


Para esta audiência, a gestora convidou os representantes dos movimentos que combatem o racismo e o preconceito para que estivessem presentes em frente ao local da audiência. "As vítimas de racismo e preconceito se fragilizam perante os atos. Precisamos de mobilização para dar força e segurança a elas", explicou.

Já o professor Valdecido disse que o apoio da Gestão Municipal está sendo importante para o direcionamento do caso. "Estou seguro e com forças para lutar", relatou.

Ocaso

No dia 28 de dezembro de 2011 o professor da discplina de História do Centro de Educação Básica para Jovens e Adultos (CEEBJA) e mestrando pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), Valdecido Pereira da Silva, foi acusado pelo policial civil, Paulo Valério Kwiatkowski, de tentar roubar sua senha bancária.

O professor afirmou que o policial o agrediu verbalmente com palavras que remetem ao crime de racismo. No momento da discussão, Valdecido agrediu fisicamente o policial e foi levado preso até o 1º Distrito Policial, onde foi registrado um Termo Circunstanciado de Infração Penal.

Amigos da vítima contataram o órgão municipal para denunciar o caso. Depois de ouvir o relato do professor, houve o encaminhamento de documento à Procuradoria Jurídica Municipal, para o Ministério Público, para a Defensoria Pública da União, para a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Centro de Direitos Humanos (CDH), que estão prestando assessoria jurídica à vítima.

O Ministério Público determinou à Corregedoria da Polícia Civil a instauração de inquérito policial, além da audiência que aconteceu sexta-feira. O caso está sendo acompanhado também pela secretaria municipal de Assistência Social, no atendimento psicológico ao professor.

O Fórum Intergovernamental de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Fipir) decidiu enviar um ouvidor à audiência para acompanhar o caso.

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