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Saúde da Mulher: FEMAMA lança movimento Outubro Rosa 2012

A FEMAMA, Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama, lança hoje, nacionalmente, o movimento Outubro Rosa 2012. A mobilização mundial símbolo da luta contra o câncer de mama foi trazida para o Brasil em 2008, pela FEMAMA, e visa conscientizar a população sobre a importância da detecção precoce da doença para redução da mortalidade.

Este ano, além de falar sobre o diagnóstico precoce, a FEMAMA destaca a importância do governo brasileiro em investir no acesso ágil a tratamentos adequados às pacientes com câncer de mama. ?O cuidado, acolhimento e engajamento das pacientes e de seus familiares na causa cor de rosa é o foco da campanha desse ano que ressalta o papel destas batalhadoras?, afirma Maira Caleffi, médica mastologista e presidente da FEMAMA.

Mais uma vez, a FEMAMA promoverá a iluminação de prédios e monumentos históricos na cor rosa, como o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, e o Congresso Nacional, em Brasília. Ao longo do mês, por meio de suas 57 ONGs associadas em todo o país, conduzirá mais de 200 mobilizações, entre caminhadas, eventos beneficentes e ações regionais.

Com o conceito ?Todo dia uma vitória contra o câncer de mama?, irá ao ar na segunda quinzena de outubro um novo site: www.femama.org.br/batalhadoras Desenvolvido pela G2 Brasil especialmente para o movimento, o portal alerta para a luta diária de milhares de pacientes e apresenta informações. Além de ferramentas úteis para enfrentar a doença e depoimentos de mulheres que estão ou estiveram em tratamento. ?Nada melhor do que mostrar a força dessas guerreiras para mobilizar cada vez mais a sociedade e criar uma rede de apoio e compartilhamento durante um momento de extrema dificuldade?, afirma Sérgio Brandão, CEO e Presidente da G2 Brasil.

Na edição 2012 do Outubro Rosa, a FEMAMA conta com os seguintes parceiros: Nestlé Purina Cat Chow, Roche, G2 Brasil, Instituto Avon, Novartis, American Cancer Society, Azul Linhas Aéreas, Jorge Scherer Fotógrafos, lQdi t Image, Petit Jolie, Condor e Grupo LAMG.

Políticas públicas

O câncer de mama é hoje o tipo de câncer que mais mata mulheres no Brasil. Para 2012 as estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA) são de 52 mil novos casos de câncer de mama diagnosticados no país e aproximadamente 13 mil mulheres serão vítimas fatais, o que significa que mais de 30 mulheres morrem por dia em decorrência da doença.

Desde sua criação, a FEMAMA luta para mudar essa realidade. Um dos pilares de atuação é defender uma melhor cobertura mamográfica no Brasil, para a detecção precoce da doença. Outro ponto-chave é garantir o acesso rápido a tratamentos adequados para o câncer de mama pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e nesse campo, 2012 foi um ano de grandes conquistas.

Em julho, o Ministério da Saúde anunciou oficialmente a incorporação do medicamento trastuzumabe no SUS para o tratamento adjuvante do câncer de mama. O medicamento tem grande impacto na sobrevida de pacientes HER2-positivo, um tipo de câncer agressivo. Já o projeto de lei 2.784/08, que prevê a realização, sempre que possível, da reconstrução da mama pelo SUS no mesmo tempo cirúrgico da mastectomia, foi aprovado dia 12 de setembro, pelo Senado, e agora aguarda retorno da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. E o projeto de lei 3887/97, que prevê o prazo máximo de 60 dias entre o diagnóstico e o início do tratamento adequado foi aprovado pela Câmara no mês de junho, e está em análise do Senado.

Além disso, outras duas lutas da Femama são a isenção de IPI na aquisição de veículos adaptados para pessoas que tenham sido submetidas à remoção total ou parcial de gânglios axilares, e o fornecimento pelo SUS e planos de saúde de quimioterapia oral durante os tratamentos. ?O comprometimento de governos com as políticas públicas relacionadas ao câncer de mama está na base da nossa mobilização. A legislação brasileira precisa acompanhar as inovações tecnológicas em Saúde pública e privada, trabalhando para que o câncer de mama mate menos mulheres no país?, completa Maira Caleffi.


Via: Paula Guimarães, Psicóloga.
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I Encontro Mulheres em Luta de Curitiba


Programação

Mesa 01: 
A greve da educação e a luta das mulheres trabalhadoras. Basta ser mulher?
Convidadas: Carla Cobalchini (Presidente do Sinditest) e Mariane de Siqueira (Oposição APP de Luta e pela Base - CSP Conlutas).


Grupos temáticos:
Discussões sobre a situação da mulher trabalhadora,machismo, a mulher no mercado de trabalho, creches, violência contra a mulher, saúde da mulher, a mulher LGBT.


Mesa 02: 
Organização do Movimento Mulheres em Luta em Curitiba.
Convidadas: Camila Lisboa (Representante nacional Movimento Mulheres em Luta - CSP Conlutas) e Karen Capelesso (Construindo o Movimento Mulheres em Luta Curitiba).


Inscrição:
R$ 10,00: mulheres e homens do movimento sindical e oposições.
R$ 5,00: mulheres e homens do movimento popular e movimento estudantil.
(No valor da inscrição está incluso a alimentação e utilização da creche para crianças até 12 anos)


15 de Setembro, 09 h, na Reitoria da UFPR, ANFI 500, 5º andar.

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AMBEV: Machismo e constrangimento

TST: Garotas de programa contratadas por Ambev geram dano moral

A Companhia de Bebidas das Américas (Ambev) terá de indenizar um funcionário em danos morais por constrangê-lo a comparecer a reuniões matinais nas quais estavam presentes garotas de programa, e por submetê-lo a situações vexatórias com o objetivo de “alavancar o cumprimento de metas”.

A decisão é da 5ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho, ao rejeitar recurso da empresa, que havia sido condenada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (PR) ao pagamento de indenização no valor de R$ 50 mil, em razão de “assédio moral decorrente de constrangimento”.

De acordo com informações da Assessoria de Comunicação Soicial do TST, relatos de testemunhas confirmaram que um dos gerentes de vendas tinha costume de se dirigir aos empregados de forma desrespeitosa, valendo-se de palavrões. O mesmo gerente era responsável pela presença de garotas de programa em reuniões, que apareciam nos encontros a seu convite.

Os fatos ocorreram mais de dez vezes entre os anos de 2003 e 2004. A empresa, inclusive, já havia sido levada a adotar práticas compatíveis com o ambiente de trabalho, e chegou a firmar Termo de Ajuste de Conduta (TAC), junto ao Ministério Público do Trabalho. No TAC, comprometeu-se “a orientar e enfatizar seus funcionários para evitar condutas que possam de alguma forma promover desrespeito mútuo”.

O autor da ação, casado e evangélico, descreveu na reclamação trabalhista que chegou a ser amarrado e obrigado a assistir filmes pornôs, e houve situação na qual uma “stripper” foi levada à sua sala para se despir. Também relata que os vendedores eram obrigados a participar de festas em chácaras, com a presença de garotas de programa utilizadas como forma de incentivo para o aumento de vendas. Afirmou que havia os funcionários que batiam as cotas de venda recebiam “vales garota de programa”.

No recurso ao TST, a Ambev alegou que o valor da indenização seria desproporcional e o dano sofrido pelo empregado seria “mínimo”. As alegações, todavia, não foram analisadas porque, segundo fundamentou o relator do processo, ministro Brito Pereira, as decisões apresentadas para os confrontos de teses seriam inespecíficas, e por isso o recurso não poderia ser conhecido, nos termos do enunciado 296 da Súmula do TST.

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Mais uma mulher assassinada em Porto Alegre

Qual a relação entre esse crime machista e o investimento do governo Dilma em publicidade?

A servidora pública municipal Janice Maria Laux, de 51 anos, foi assassinada com quatro tiros em seu apartamento no centro da capital, no dia 15 de agosto. O principal suspeito é seu ex-namorado, que está foragido. Poucas semanas antes, ela foi à delegacia e registrou uma ameaça de morte de seu ex-companheiro. Segundo a polícia, como Janice não levou a denúncia adiante, não recebeu nenhuma medida protetiva.

Há menos de um mês atrás, no dia 26 de julho, a enfermeira Márcia, servidora do município de Porto Alegre, e seu filho, foram assassinados covardemente pelo marido. As coincidências entre os dois crimes são várias. E o motivo por trás é o mesmo: o machismo que mata. No caso de Janice, que chegou a procurar a polícia, encontrou um Estado omisso, que agora lava as mãos, justificando e responsabilizando a vítima por não ter dado prosseguimento ao processo. Infelizmente, casos assim se repetem aos milhares no país.

Sem investimento
No dia 7 de agosto, a Lei Maria da Penha completou 6 anos. Trata-se, sem dúvida, de uma importante vitória do movimento feminista brasileiro, que durante muito tempo lutou para que o Estado brasileiro reconhecesse o machismo e os seus crimes, assim como o dever do poder público de proteger e amparar as mulheres vítimas de violência. Porém, uma lei que não garante investimento acaba por virar letra morta e peça de publicidade.

Todas as pesquisas apontam um dado alarmante: seguem crescendo os homicídios e as agressões em geral contra as mulheres. Inversamente, vemos o orçamento da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) encolher. Em 2011, dos míseros R$ 114,4 milhões destinados à pasta, apenas R$ 47,4 milhões foram desembolsados. Já para este ano, a dotação da SPM diminuiu para R$ 107,2 milhões, dos quais certamente apenas uma fração será utilizada. A parte “economizada” deverá compor o superávit primário, engordando ainda mais os cofres dos bancos na forma de pagamento de juros e amortização da dívida pública.

Para termos uma ideia do quão ínfimo é o investimento do governo do PT em políticas de combate ao machismo, só a publicidade institucional, a cargo exclusivo da Presidência da República, consumiu R$ 127,5 milhões em 2011, quase o triplo do valor executado pela SPM nesse ano.

Só a empresa de publicidade de Duda Mendonça (DM&AP), esse que está sendo julgado pelo STF por ter participado do esquema de corrupção do mensalão, já recebeu mais de R$ 195,2 milhões desde o início da era PT na presidência.

Esse é o conteúdo de classe dos governos do PT. Bilhões de reais para os banqueiros e empreiteiras. E para as mulheres, as migalhas que sobram, que caiem no chão. Muita publicidade, nenhum ou quase nenhum combate efetivo ao machismo.

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Estupro "de verdade" raramente resulta em gravidez, diz senador dos EUA

Todd Akin acredita que o corpo feminino tem formas de impedir a gravidez em casos de violência sexual 


Ao condenar o aborto, o senador republicano Todd Akin gerou revolta nos Estados Unidos ao dizer que um estupro "de verdade" ("legitimate rape" em inglês) raramente resulta em gravidez. As declarações do político em um país com 32 mil gestações anuais consequentes de violência sexual foram seguidas de centenas de críticas na internet por políticos democratas, organizações de direitos humanos e mulheres ofendidas com as afirmações. 

Akin, que possui apoio do setor ultraconservador do Tea Party, declarou em entrevista ao canal KTVIneste domingo (19/08) que as mulheres possuem uma defesa biológica ao abuso sexual e reforçou sua oposição à prática do aborto, mesmo no caso de estupro. 

"Me parece, conforme soube por médicos, que a gravidez resultante de estupro é rara”, disse ele. “Se é um estupro de verdade ("legitimate rape"), o corpo feminino tem formas de se fechar para isso". 

A expressão utilizada pelo republicano, "legitimate rape", provocou forte reação neste domingo, levando o assunto aos TT do Twitter. Para os críticos do republicano, a lógica da frase sugere que, quando há gravidez, a mulher consentiu com a relação sexual.

"Mas, vamos pensar que isso (a suposta defesa natural da mulher) não funcione: eu acredito que deve existir punição, mas a punição tem de ser ao estuprador e não à criança”, explicou. 

Uma de suas principais opositoras políticas no Missouri, a senadora democrata Claire McCaskill, respondeu em sua conta no Twitter que estava “chocada” com o posicionamento do republicano. “Como mulher e ex-promotora que cuidou de cem casos de estupro, estou chocada com os comentários do Senador Akin sobre as vítimas” de violência sexual, escreveu ela. 

Após uma extensa repercussão nas redes sociais, o senador republicano reconsiderou sua declaração, mas não suas convicções em relação à interrupção da gravidez. “Ao rever minhas observações, está claro que eu me posicionei mal nesta entrevista e que ela não reflete a empatia que eu sustento pelos milhares de mulheres que foram estupradas e abusadas todos os anos”, afirmou ele em um comunicado citado pelo jornal The New York Times. “Eu acredito profundamente na proteção de toda vida e eu não acredito que prejudicar outra vítima inocente é a coisa certa a ser feito", acrescentou ele.

Os candidatos republicanos à Presidência, Mitt Romney e o vice Paul Ryan, se apressaram para distanciar as declarações do senador de sua campanha. “O governador Romney e o parlamentar Ryan discordam com a afirmação de Akin. A administração Romney-Ryan não se oporia ao aborto em caso de estupro”, afirmaram em um comunicado citado pelo jornal norte-americano The New York Times.

Na tentativa de não provocar polêmica em plena corrida presidencial, o candidato à vice-presidência parece ter ignorado seu posicionamento radical contra o aborto. Paul Ryan defende a criminalização da prática em casos de estupro, incesto e até em risco de saúde da mãe. Para ele, a interrupção da gravidez em qualquer circunstância deveria ser ilegal, conforme informa o site Daily Beast.

Ryan co-patrocinou um projeto de lei que definia óvulos fertilizados como seres vivos que, caso passasse no Congresso, criminalizaria algumas formas de contracepção -- como a pílula do dia seguinte -- e de fertilização in vitro. A organização anti-aborto Comitê Nacional pelo Direito à Vida definiu seu desempenho como 100% em votações relacionadas ao tema no Congresso, desde que ele ingressou, em 1999. "Sou pró-vida até a alma", disse Ryan à publicação conservadora Weekly Standard’s em 2010. "Vocês não terão trégua", avisou o agora candidato a vice de Romney aos apoiadores do aborto.


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