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Alagoas: Contra o aumento da passagem de ônibus! Se o Prefeito não vetar a cidade vai parar!


               Mais uma vez a passagem de ônibus está subindo em Maceió, agora de R$2,10 para osabsurdos R$2,30, e mais uma vez se monta a mesma novela com o mesmo enredo e omesmo desfecho. Os empresários choram na TV, reclamando do alto preço docombustível e dos insumos, os vereadores juram que não concordam com o aumento,mas tiram o corpo fora, e o prefeito Cícero Almeida, jurando estar com o povo,diz que nada pode fazer para barrar o aumento. Esta novela vem se repetindo portodo o país, e qualquer que seja o Governo, dos partidos da direita ou do PT, ocapítulo final acaba sendo sempre o mesmo: intensas mobilizações de estudantese trabalhadores com dura repressão policial!

 ANEL e CSP-Conlutas


                Temos aqui um dos piores sistemas de transporte público do país. Não existemterminais de integração, espera-se mais de uma hora por carros de determinadaslinhas, que chegam lotados e sucateados, os assaltos e arrastões são uma rotinae os motoristas e cobradores possuem o pior salário da categoria no Nordeste. E o pior é que pagamos proporcionalmente apassagem mais cara do país, levando-se em consideração o tamanho da cidade e aquilometragem percorrida pelos ônibus.

                Nósdo PSTU temos plena convicção, ao contrário do prefeito, de que é possível simbarrar este aumento. O prefeito Cícero Almeida diz não poder fazer nada porqueestá ao lado dos empresários do transporte, que historicamente financiam suacampanha eleitoral, assim como as campanhas de vereadores e dos principais“figurões” da política alagoana. Para nós a única forma de barrar este aumentoé a mobilização na rua, com a unidade entre estudantes, trabalhadores,movimentos sociais, centrais sindicais e partidos de esquerda! Façamos umacorrente de mobilizações a exemplo dos lutadores do Piauí, de Recife, do Rio deJaneiro, de São Paulo e de todo o país! Vamos parar Maceió e barrar esteaumento!

Pela revogação imediata do aumento da passagem, R$2,30 não dá!.

Pela melhoria imediata dos serviços de transporte público de Maceió,com mais ônibus, em melhores condições e com salários dignos para osrodoviários!

Por terminais de ônibus que integrem toda a cidade de Maceió!

Pelo Passe Livre para estudantes e trabalhadores desempregados!

Pela municipalização do transporte público em Maceió! Que nenhum empresáriolucre às custas de nosso transporte!


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Alagoas: Você já ouviu falar no "Quebra de Xangô"?


 Há exatos 100 anos, no dia 2 de fevereiro de 1912, a então Liga dos Republicanos Combatentes, uma organização formada por políticos e veteranos de guerra, promoveu um dos maiores massacres racistas da história de Alagoas e do Brasil. No episódio, que ficou conhecido como o “Quebra de Xangô” foram destruídos dezenas de terreiros de Umbanda e Candomblé na capital alagoana, em uma ação coordenada e premeditada. Pais de Santo e líderes religiosos foram espancados e imagens de culto foram destruídas na calada da noite, e o que se seguiu naquela época foi uma grande campanha de “demonização” das religiões afro. A ação tinha como um de seus líderes o ex-Governador Fernandes Lima, que até hoje é homenageado com seu nome na principal Avenida de Maceió, e a motivação, além de religiosa era política: tentar afastar o então Governador Euclides Malta, conhecido por sua amizade com líderes de religiões afro.
      Mas não foi só em 1912 que a vida, a cultura e a religião do povo negro foram massacradas em nome de interesses políticos e da intolerância racista em Alagoas. A burguesia hoje quer nos fazer acreditar que vivemos hoje numa democracia racial, que a escravidão e a superexploração do povo negro ficaram para trás. Cem anos depois do Quebra de Xangô o massacre continua, só que desta vez com uma roupagem moderna. Em pleno século XXI o povo negro de Maceió continua sofrendo com a violência policial nas comunidades, onde jovens sem nenhuma perspectiva de emprego são recrutados um a um pelo tráfico de drogas, e perdem suas vidas em nome do lucro de burgueses que constróem verdadeiros impérios do crime organizado, na cidade onde mais se matam jovens no Brasil, a terceira mais violenta do mundo. No campo o trabalho escravo ainda é realidade, e serve de força motriz para o setor sucro-alcooleiro, os pais da miséria e da fome em nosso Estado.
                Para “comemorar” os 100 anos do Quebra de Xangô o Governador do Estado, Teotônio Vilela/PSDB, resolveu assinar um documento pedindo “perdão” oficial pela chacina. Estamos muito convencidos de que este “perdão” não possui um pingo sequer de sinceridade, primeiro porque Téo pertence ao PSDB, o mesmo partido que ordenou os recentes massacres no Pinheirinho e na Cracolândia em São Paulo. O próprio Téo representou desde o início de seu mandato um recrudescimento da violência policial em Alagoas na cidade e no campo, ao ordenar inúmeros despejos violentos, usando e abusando de cassetetes, bombas e balas de borracha, ateando fogo e passando tratores por cima das casas dos trabalhadores. E o pior é que o PSDB vêm implementando há anos sua política da “democracia do cassetete” contra o povo negro com a conivência dos Governos de Lula e Dilma/PT, que sempre disseram estar ao lado dos trabalhadores.
                Nós do PSTU, um partido que sempre esteve ao lado da luta do povo negro, não podemos deixar de enxergar nas manifestações da cultura negra, na Umbanda, no Candomblé, no Maracatu, no Hip Hop, dentre tantas outras, a verdadeira continuidade da luta de resistência dos quilombolas. Em cada ocupação de terra, na cidade e no campo, em cada grota e em cada comunidade pobre está um pedaço de Palmares e em cada lutador que resiste está um pouco de Zumbi! É necessário unificar os movimentos de resistência do povo negro com os sindicatos e demais organizações de luta da classe trabalhadora para derrotar a política fascista de Téo e do PSDB!

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Maceió - AL : Nota do PSTU sobre os recentes acontecimentos



Fatos extraordinários mudaram recentemente o cotidiano da cidade de  Maceió. Primeiro quatro ônibus queimados em diferentes regiões da cidade. Depois, um arrastão no centro de Maceió que assustou trabalhadores do comércio e consumidores que se viram em meio a um turbilhão de desespero e insegurança. A polêmica se instaurou com declarações da Associação Comercial de Maceió e do próprio Governador Teotônio Vilela de que o arrastão não passou de um “boato” construído por “Pessoas de má fé”. Contudo, é impossível negar a existência de quatro ônibus queimados (atitude de suposta autoria do PCC) e de um clima generalizado de medo na cidade.

A miséria Alagoana

            Ainda que o arrastão tenha sido uma mentira, hipótese pouco provável, não soa deslocado para os moradores da cidade de Maceió que vivem o cotidiano de violência desta cidade.  Trata-se do Estado com o maior número de homicídios do país, 2.226 em 2010, segundo o Mapa da Violência 2012. São 109,9 casos para cada 100 mil habitantes.
 O número de assassinatos a homossexuais é mais um indicador do quão bárbara se encontra a situação de Alagoas e revela o clima de insegurança e opressão que vive a comunidade LGBT no Estado: no ano de 2010 morreram 24 homossexuais em Alagoas segundo o IBGE, o que torna esse o Estado em que mais se mata homossexuais no país, 7,7 por milhão de habitantes.


Alagoas lidera também outros índices alarmantes. Somos o Estado com a maior taxa de analfabetismo no país, 24,6% registrados pelo Instituto de Pesquisa e economia aplicada (IPEA) em 2010, muito acima da média nacional de 9,6%. Somos também o Estado com a taxa mais alta de evasão escolar do país, 21% segundo o Ministério da Educação.  Esses valores nos levam a questionar quanto está sendo investido em educação de tudo aquilo que é arrecado pelo Governo do Estado.  Fica claro para todos aqueles que dependem das Escolas públicas que não há prioridade por parte do governo Teotônio Vilela em relação à educação pública.

Na saúde, nada bem. Segundo dados do DATASUS, em 2010 cerca de 60 mil pessoas deixaram de ser internadas no Estado. As filas imensas, o péssimo atendimento, a falta de medicamentos e ás vezes instrumentos básicos como seringas e luvas são a tônica da saúde pública em Alagoas. No meio do ano de 2011 foi anunciado um déficit de 1.300 leitos nos hospitais públicos de Alagoas.

Todo esse quadro evidencia o caos que se vive há muito tempo no Estado de Alagoas, que não se iniciou com a queima de ônibus nem com o arrastão de dias atrás. Tenha sido ele verídico ou não – e não duvidamos que tenha acontecido de fato- os dados que mostramos atestam que a população tem muito com o que se preocupar e temer. É urgente a construção de uma alternativa ao governo Teotônio Vilela (PSDB) frente ao seu nítido descaso com a população alagoana. O resultado dessa política é a segregação cada vez maior da juventude pobre de Alagoas e a formação de um cenário propício ao aumento de homicídios e da violência no Estado.

Para quem governam os nossos Governantes?


O governador de Alagoas não governa para os moradores dos bairros do Jacintinho ou do Clima Bom. Não governa para os homens e mulheres que trabalham no brutal corte de cana no interior do Estado. Não governa para as mulheres que sofrem com a violência cotidiana e com as dificuldades em dar saúde e educação para seus filhos no Estado mais miserável de nosso país. É um governo que governa única e exclusivamente para os ricos, para os usineiros, os empresários e para uma casta privilegiada que constrói suas mansões de luxo graças à exploração brutal da maior parte da sociedade alagoana. Essa não é uma exclusividade do Governo Teotônio Vilela, infelizmente. O governo de Ronaldo Lessa (apoiado por partidos como o PT e PCdoB) pouco fez para mudar esse quadro. Na verdade, foi mais um governo a seguir a lógica de privilegiar os privilegiados e pisotear os desfavorecidos, mantendo acordos com usineiros, isenção de impostos, etc.

A única forma de mudar essa situação de violência no nosso Estado é se investindo mais verbas na educação pública, na saúde pública, construindo mais possibilidades de lazer para a juventude miserável e melhorando essa situação de penúria a que todos estamos submetidos. Queremos alertar aos alagoanos e alagoanas, no entanto, que Teotônio Vilela será incapaz de realizar um investimento em saúde e educação capaz de alterar esse quadro de maneira qualitativa. Ronaldo Lessa tampouco seria capaz de realizar essa mudança estrutural. Isso se deve ao fato de que a lógica econômica desses governos não está voltada para a população. Trata-se de um projeto político-econômico compartilhado por todos esses governantes, um projeto político que torna impossível qualquer melhora qualitativa na vida da população. Um projeto que precisa ser duramente combatido pelos trabalhadores, nas ruas. Enquanto isso, uma juventude marginalizada não se encontra em outra solução a não ser tornar-se mão de obra barata para o tráfico. Somente se organizando politicamente em nossas escolas, bairros e locais de trabalho poderemos melhorar qualitativamente as nossas vidas..

O aumento do número de policiais é a solução?

A idéia de que aumentar o número de policiais e prender mais pessoas reduziria o problema em nossa opinião é falsa. Aumentar o número de prisões ou simplesmente prender mais pessoas, tampouco. Nosso país tem um sistema penitenciário completamente falido, com a segunda maior população carcerária da América Latina, 400 mil detentos. Prender não é a solução, pois a miséria e o baixo investimento em educação e saúde pública seguem sendo os mesmos. A polícia de nosso Estado, apesar de abrigar em seu interior muitos trabalhadores honestos, também não passa nenhuma confiança para a população, especialmente para a juventude negra e pobre das periferias. Para que de fato consigamos construir uma política de segurança efetiva será necessário acabar com a estrutura das atuais polícias civis e militares e construir uma nova polícia com seus dirigentes eleitos pela própria população.  Será uma polícia controlada pelos trabalhadores e organizada pelos próprios trabalhadores.

Para acabar com a violência em Alagoas, mais investimento em saúde  e educação!

Pela dissolução da atual polícia e construção de uma polícia controlada pela população!



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