Mostrando postagens com marcador Oriente Médio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Oriente Médio. Mostrar todas as postagens

Paquistão: 314 trabalhadores mortos em dois incêndios

ISLAMABAD - Oficiais paquistaneses informaram que o número de mortos em um incêndio que destruiu uma fábrica de produtos têxteis na cidade de Karachi subiu para 289, segundo o oficial do governo, Roshan Ali Sheikh. De acordo com o chefe do corpo de bombeiros Ehtisham-ud-Din, a maioria das pessoas morreu sufocada no porão.

"As equipes seguem trabalhando e é possível que haja outras vítimas", afirmou Iqbal Mehmud, chefe de polícia local, segundo a agência France Press (AFP). O desastre ocorreu, na noite de terça-feira, na sede da Ali Enterprise, um imóvel de quatro andares no modesto bairro de Baldia Town. Um dos coordenadores das equipes de resgate declarou à Geo TV que o incêndio começou por um curto-circuito em um grande gerador elétrico situado perto do principal acesso da fábrica, que se transformou em uma armadilha mortal para os trabalhadores.

A maioria dos cadáveres foi retirada do porão e do quarto andar da fábrica. As ínfimas condições trabalhistas e de segurança nas quais operam as milhares de fábricas têxteis do país serviram para transformar o incêndio em uma catástrofe. Segundo diversos meios de comunicação, no imóvel, de dois mil metros quadrados de superfície, trabalhavam amontoados entre 1,5 mil e 2 mil pessoas, entre elas vários menores, e não havia praticamente nenhuma medida básica contra incêndios.

Conforme o relato dos bombeiros, o gerador afetado serviu de tampão para a saída dos trabalhadores, muitos dos quais estavam em um porão ao qual só se podia chegar por uma pequena porta que ficou bloqueada.

A maioria dos trabalhadores conseguiu fugir antes que o imóvel ficasse totalmente envolto pelas chamas, e muitos tiveram que saltar pelas janelas, razão pela qual as equipes sanitárias atenderam dezenas de pessoas com pernas fraturadas. Durante os trabalhos de resgate, uma das principais preocupações dos bombeiros foi esfriar o mais rápido possível a estrutura do imóvel que sofreu grandes danos pela intensidade do fogo.

No mesmo dia

Outras 25 pessoas morreram na segunda maior cidade do país, Lahore, em um incidente quase igual ao de Karachi, também na noite de terça-feira. Um incêndio ocorreu após a explosão de um gerador em uma fábrica de sapatos na qual trabalhavam 45 empregados.
Leia o Artigo Completo ►

Jerusalém: Ódio que vem de Berço


Prisão de adolescentes por linchamento de palestino choca sociedade israelense

O linchamento de um jovem palestino no centro de Jerusalém e a indiferença mostrada por um dos suspeitos, um dos quatro adolescentes israelenses entre 13 e 15 anos, deixaram estupefatos setores da sociedade de Israel.
Na última sexta feira, dezenas de adolescentes israelenses - incluindo meninas e meninos - estiveram envolvidos em uma tentativa de linchamento de quatro jovens palestinos que passavam pela rua Yaffo, no centro de Jerusalém

Um dos palestinos quase morreu. Um dos suspeitos, um menino de 15 anos cuja identidade não foi revelada, disse nesta segunda feira aos jornalistas que estavam na Corte que “por mim, é melhor que morra”, em referência ao ferido.
De acordo com a policia, o conflito se deu quando dezenas de adolescentes começaram a correr atrás dos jovens palestinos gritando "morte aos árabes" e outros xingamentos de conteúdo racista.
Não há precedentes na história de Israel de crimes tão graves, motivados por ódio étnico, e cometidos por pessoas tão jovens.
Um dos palestinos, Jamal Julani, de 17 anos, ficou em estado critico depois de receber socos e chutes na cabeça, chegou a sofrer parada cardíaca e foi ressuscitado pela equipe de salvamento que chegou ao local do crime.

Menores de idade

Nesta segunda feira os suspeitos foram levados à Corte de Jerusalém e o juiz determinou a prolongação da detenção, apesar de serem menores de idade.
Segundo a policia, mais adolescentes que estiveram envolvidos no incidente deverão ser presos em breve.
A policia também afirma que uma das meninas do grupo incitou os garotos a agredirem os jovens palestinos.
O representante da policia na Corte, Shmuel Shenhav, disse que “foi um verdadeiro linchamento, o ferido perdeu a consciência e já era considerado morto, até a chegada dos paramédicos que realizaram a ressuscitação. Trata-se de um crime muito grave que, só por um milagre, não terminou em morte”.
A policia também mencionou que dezenas de transeuntes foram testemunhas da agressão e não intervieram.

'Educação racista?'

A deputada Zahava Galon, do partido social-democrata Meretz, disse que o crime cometido pelos adolescentes é "chocante".
Em entrevista à radio Kol Israel, a deputada atribuiu a responsabilidade ao sistema judiciário que, segundo ela, "não trata de maneira suficientemente enérgica aqueles que incitam o ódio na sociedade israelense".
Para a pedagoga Nurit Peled Elhanan, da Universidade Hebraica de Jerusalém, o comportamento dos adolescentes envolvidos na tentativa de linchamento é "resultado direto da educação que recebem tanto nas escolas como de seus pais".
Em entrevista à BBC Brasil, a pedagoga afirmou que "o sistema de Educação de Israel ensina as crianças a odiarem os árabes em geral e palestinos em particular".
"As crianças são ensinadas, tanto pelas escolas, como por seus pais, que todos os árabes querem matá-las, e crescem sem desenvolver qualquer sentimento de empatia humana com eles", disse.
"Daí, até a agressão física, a distância não é grande, e agora estamos vendo os frutos da educação que essas crianças recebem", acrescentou Elhanan.
O vice-primeiro-ministro Moshe Yaalon classificou a tentativa de linchamento como "terrorismo".

Guila Flint
De Tel Aviv para a BBC Brasil


Leia o Artigo Completo ►

Luta Contra o Racismo no Estado Sionista de Israel


Cerca de cinco mil pessoas protestaram nesta quarta-feira (18/01) em Jerusalém pelo racismo que, segundo denunciaram, a sociedade israelense exerce contra a comunidade de imigrantes de origem etíope, informou a imprensa local. Os manifestantes, entre eles centenas de etíopes de nacionalidade israelense, se concentraram diante do Parlamento (Knesset) entre cartazes que diziam "Negros e Brancos - Todos somos iguais", "Justiça social" e "Nosso sangue só é bom para a guerra".

A manifestação, que em seguida se dirigiu até a residência do primeiro-ministro, Benjamin Netayanhu, também contou com a participação de deputados da oposição e líderes do movimento de indignados, que em meados do ano passado desencadearam a maior onda de protestos da história de Israel. O líder da oposição israelense, Tzipi Livni, também compareceu ao protesto, segundo a edição digital do jornal Yedioth Ahronoth.

Entre os manifestantes estava Mulet Araro, um estudante de 26 anos de origem etíope, que na última segunda-feira empreendeu uma marcha de 63 quilômetros de sua casa em Kiryat Malachi até Jerusalém para denunciar a discriminação que sua comunidade sofre. "Acho que um pequeno grupo pode gerar uma mudança", disse Araro, que caminhou até Jerusalém acompanhado por outros imigrantes de origem etíope de sua localidade.

Na semana passada centenas de manifestantes protestaram em Kiryat Malachi por conta do racismo que existe contra os imigrantes etíopes. Segundo os participantes do protesto, os proprietários de imóveis se negam a vender ou alugar apartamentos aos imigrantes etíopes e aparecem frases contra eles em vários muros e automóveis da localidade.

"Empreendo esta marcha de protesto contra o racismo que reina na sociedade israelense a fim de despertar os cidadãos de seu estado de sonolência atual", anunciou Araro em sua página no Facebook. Os ânimos entre os israelenses de origem etíope se aqueceram na semana passada depois que a ministra de Absorção de Imigrantes israelense, Sofa Landver, disse em uma comissão parlamentar que os imigrantes etíopes deviam "dar graças a Israel por terem sido recebidos".

O ativista social Daniel Bahart, que participou da manifestação desta quarta, acusou o governo de até agora ter oferecido apenas uma "resposta cosmética" ao racismo e denunciou inúmeros casos de segregação e discriminação nas escolas e outros âmbitos da sociedade israelense.

Leia o Artigo Completo ►
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
observatoriodotrabalhador@gmail.com
Volta ao Topo
B