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EUA estudam Oriente Médio sem Israel e teriam condenado colonos judeus como terroristas

Segundo o informativo americano The RealNews Network (1), em em inglês, o Departamento de Estado dos Estados Unidos, em seu relatório anual sobre terrorismo em outros países, redefiniu como "terrorismo" atos violentos por parte de colonos judeus nos territórios palestinos ocupados. 

E um artigo do jurista americano Frankie Lamb (2), ex-assessor da Câmara dos Representantes (deputados federais), em  em inglês, informa que um estudo encomendado pela Comunidade de Inteligência do governo americano, intitulado "Preparando para um Oriente Médio pós-Israel", defende em 82 páginas as teses de que a política de Israel em relação aos palestinos tem as mesmas chances de sobreviver quanto o apartheid tinha na África do Sul em 1987, quando Israel era a única nação alinhada ao Ocidente que mantinha boas relações com o país do apartheid - ou seja, a política de Israel em relação aos palestinos não tem nenhuma chance de sobreviver; de que a liderança israelense perdeu o contato com a realidade, ao patrocinar a instalação de mais de 700 mil colonos nos territórios palestinos ocupados; de que os recentes acontecimentos nos países árabes tornaram uma grande maioria dos 1,2 bilhão de islamitas mais livres para condenarem o tratamento que Israel proporciona aos palestinos; de que os Estados Unidos, por força de seu apoio a Israel, estão perdendo influência junto aos 57 países islâmicos. 

Em suma, o estudo conclui que é inviável, para os interesses próprios dos EUA, manter o apoio à atual política de Israel;


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Jerusalém: Ódio que vem de Berço


Prisão de adolescentes por linchamento de palestino choca sociedade israelense

O linchamento de um jovem palestino no centro de Jerusalém e a indiferença mostrada por um dos suspeitos, um dos quatro adolescentes israelenses entre 13 e 15 anos, deixaram estupefatos setores da sociedade de Israel.
Na última sexta feira, dezenas de adolescentes israelenses - incluindo meninas e meninos - estiveram envolvidos em uma tentativa de linchamento de quatro jovens palestinos que passavam pela rua Yaffo, no centro de Jerusalém

Um dos palestinos quase morreu. Um dos suspeitos, um menino de 15 anos cuja identidade não foi revelada, disse nesta segunda feira aos jornalistas que estavam na Corte que “por mim, é melhor que morra”, em referência ao ferido.
De acordo com a policia, o conflito se deu quando dezenas de adolescentes começaram a correr atrás dos jovens palestinos gritando "morte aos árabes" e outros xingamentos de conteúdo racista.
Não há precedentes na história de Israel de crimes tão graves, motivados por ódio étnico, e cometidos por pessoas tão jovens.
Um dos palestinos, Jamal Julani, de 17 anos, ficou em estado critico depois de receber socos e chutes na cabeça, chegou a sofrer parada cardíaca e foi ressuscitado pela equipe de salvamento que chegou ao local do crime.

Menores de idade

Nesta segunda feira os suspeitos foram levados à Corte de Jerusalém e o juiz determinou a prolongação da detenção, apesar de serem menores de idade.
Segundo a policia, mais adolescentes que estiveram envolvidos no incidente deverão ser presos em breve.
A policia também afirma que uma das meninas do grupo incitou os garotos a agredirem os jovens palestinos.
O representante da policia na Corte, Shmuel Shenhav, disse que “foi um verdadeiro linchamento, o ferido perdeu a consciência e já era considerado morto, até a chegada dos paramédicos que realizaram a ressuscitação. Trata-se de um crime muito grave que, só por um milagre, não terminou em morte”.
A policia também mencionou que dezenas de transeuntes foram testemunhas da agressão e não intervieram.

'Educação racista?'

A deputada Zahava Galon, do partido social-democrata Meretz, disse que o crime cometido pelos adolescentes é "chocante".
Em entrevista à radio Kol Israel, a deputada atribuiu a responsabilidade ao sistema judiciário que, segundo ela, "não trata de maneira suficientemente enérgica aqueles que incitam o ódio na sociedade israelense".
Para a pedagoga Nurit Peled Elhanan, da Universidade Hebraica de Jerusalém, o comportamento dos adolescentes envolvidos na tentativa de linchamento é "resultado direto da educação que recebem tanto nas escolas como de seus pais".
Em entrevista à BBC Brasil, a pedagoga afirmou que "o sistema de Educação de Israel ensina as crianças a odiarem os árabes em geral e palestinos em particular".
"As crianças são ensinadas, tanto pelas escolas, como por seus pais, que todos os árabes querem matá-las, e crescem sem desenvolver qualquer sentimento de empatia humana com eles", disse.
"Daí, até a agressão física, a distância não é grande, e agora estamos vendo os frutos da educação que essas crianças recebem", acrescentou Elhanan.
O vice-primeiro-ministro Moshe Yaalon classificou a tentativa de linchamento como "terrorismo".

Guila Flint
De Tel Aviv para a BBC Brasil


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Luta Contra o Racismo no Estado Sionista de Israel


Cerca de cinco mil pessoas protestaram nesta quarta-feira (18/01) em Jerusalém pelo racismo que, segundo denunciaram, a sociedade israelense exerce contra a comunidade de imigrantes de origem etíope, informou a imprensa local. Os manifestantes, entre eles centenas de etíopes de nacionalidade israelense, se concentraram diante do Parlamento (Knesset) entre cartazes que diziam "Negros e Brancos - Todos somos iguais", "Justiça social" e "Nosso sangue só é bom para a guerra".

A manifestação, que em seguida se dirigiu até a residência do primeiro-ministro, Benjamin Netayanhu, também contou com a participação de deputados da oposição e líderes do movimento de indignados, que em meados do ano passado desencadearam a maior onda de protestos da história de Israel. O líder da oposição israelense, Tzipi Livni, também compareceu ao protesto, segundo a edição digital do jornal Yedioth Ahronoth.

Entre os manifestantes estava Mulet Araro, um estudante de 26 anos de origem etíope, que na última segunda-feira empreendeu uma marcha de 63 quilômetros de sua casa em Kiryat Malachi até Jerusalém para denunciar a discriminação que sua comunidade sofre. "Acho que um pequeno grupo pode gerar uma mudança", disse Araro, que caminhou até Jerusalém acompanhado por outros imigrantes de origem etíope de sua localidade.

Na semana passada centenas de manifestantes protestaram em Kiryat Malachi por conta do racismo que existe contra os imigrantes etíopes. Segundo os participantes do protesto, os proprietários de imóveis se negam a vender ou alugar apartamentos aos imigrantes etíopes e aparecem frases contra eles em vários muros e automóveis da localidade.

"Empreendo esta marcha de protesto contra o racismo que reina na sociedade israelense a fim de despertar os cidadãos de seu estado de sonolência atual", anunciou Araro em sua página no Facebook. Os ânimos entre os israelenses de origem etíope se aqueceram na semana passada depois que a ministra de Absorção de Imigrantes israelense, Sofa Landver, disse em uma comissão parlamentar que os imigrantes etíopes deviam "dar graças a Israel por terem sido recebidos".

O ativista social Daniel Bahart, que participou da manifestação desta quarta, acusou o governo de até agora ter oferecido apenas uma "resposta cosmética" ao racismo e denunciou inúmeros casos de segregação e discriminação nas escolas e outros âmbitos da sociedade israelense.

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