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Acre: Greve da PF com adesão total!

Agentes da PF no Acre aderem greve nacional



O efetivo da Polícia Federal no Acre é entorno de 200 a 300 agentes e todos eles aderiram a greve nacional da categoria que teve início nesta terça-feira, 08, e deve se estender até o dia 11, onde a comissão nacional deverá se reunir com a equipe de negociação do governo federal e caso as reivindicações dos agentes, peritos e papilóscopistas da Polícia Federal não seja aceita a greve deverá prosseguir por tempo indeterminado alertou Guilherme Delgado, presidente do Sindicato dos policiais federais no Acre – SINPOFAC.
                                                    
De acordo com Delgado, a decisão de fazer greve foi considerada a última alternativa, pois as negociações com o governo federal se arrastão a mais de três anos.
De acordo com o presidente do Sinpofac, Guilherme Delgado, a decisão de fazer greve foi considerada a última alternativa ao longo de três anos de negociação com o governo.

“ Não se trata apenas de uma reposição salarial. Estamos lutando pelo reconhecimento legal das nossas atribuições. Queremos a reestruturação da nossa carreira. Condições adequadas de trabalho para poder cumprir, com maior zelo, as nossas missões. Decidimos pela greve por que o governo nos deixou sem resposta na data marcada para que isso acontecesse, 31 de julho. Vamos fazer um movimento pacifico, ordeiro e democrático” afirmou Delgado.
Nesses três primeiros dias de greve a categoria organizou uma programação que iniciou nesta terça-feira, 08, com a entrega simbólica das armas dos agentes federais, nesta quarta-feira, 09, será realizada a “Operação Padrão” em todos os aeroportos do Brasil, onde todos os passageiros sem exceção passaram por uma minuciosa revista pessoais e em suas bagagens.

“É a forma de demonstramos para a sociedade a importância de nossos serviços. Todos os passageiros do Brasil terão a certeza que estarão viajando de forma segura, pois os agentes federais asseguraram que nenhum ilícito será transportando nas aeronaves, tipo entorpecente, contrabandos ou até mesmo explosivos” detalhou o presidente do Sindofac.

Na quinta-feira, 09, os agentes da Polícia Federal no Acre realizam uma passeata até a Assembléia Legislativa do estado do Acre, onde pretendem entregar documento detalhando todos os serviços que são prestados pela Polícia Federal no Acre, e buscam com isso apoio da bancada estadual, onde a categoria tem o deputado Jamyl Asfury como representante.

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Bahia: O lugar da juventude é ao lado dos que sonham e lutam



Nas ultimas semanas os jovens e trabalhadores baianos acompanharam  com atenção e enorme interesse o desenvolvimento do movimento de greve da PM baiana. Muitos estão acostumados a ver noticías de greves de professores, bancários, rodoviários, e  outros trabalhadores.Infelizmente também é comum vermos governos como o de Wagner serem duros e inflexíveis frente as reivindicações  e utilizarem da repressão policial para derrota-los na base da violência.

A diferença é que na atual greve tratam-se de policiais militares que resolveram dar um basta ao descaso indo a greve como única forma de pressionar o governo a atender suas reivindicações.
Wagner não pensou duas vezes e tratou de criminalizar o movimento. Como dessa vez os trabalhadores em greve foram os policiais militares ele foi buscar o apoio da presidente Dilma que mandou pra cá o exército e força nacional para derrotar através da força o movimento dos PM’s.


Wagner e sua turma criminalizam os policiais em luta.

O governador Wagner assumiu uma conduta inflexível e autoritária que nos fez lembrar os sombrios anos do Carlismo. Em seus discursos, Wagner sempre buscou intimidar os manifestantes e não demonstrou nenhum interesse em negociar as suas pautas. O governador petista, um ex-sindicalista, responsabilizou os PM’s pelo caos que se instaurou  no estado , em especial Salvador , tentando com isso jogar a população contra o movimento e nos fazer acreditar que foi a greve da PM que inventou a sensação de insegurança e a violência na Bahia. Se a segurança pública baiana chegou ao caos em que se encontra hoje é por que o governo do PT  manteve a política dos tempos do Carlismo. Tanto o PT, como o PSDB/DEM pensam que segurança pública se faz com investimento em armamento e construção de penitenciárias.

Os aliados de Wagner no movimento social apressaram-se para defender o governo petista. A CUT, outrora identificada com as greves e as lutas, denunciou  a greve como um ato precipitado, uma ação inconseqüente de um setor minoritário da corporação e cobrou firmeza do governo no enfretamento com a greve.

O PT de Wagner também deu as costas para os grevistas chegando ao ponto de dizer que a greve foi uma ação orquestrada pela oposição para desestabilizar o governo em um ano eleitoral.Um verdadeiro absurdo!Este método da calúnia, da veiculação de mentiras através da mídia para desqualificar trabalhadores que lutam por seus direitos deve ser repudiado por todos , um partido que reproduz este tipo de conduta não merece nenhuma confiança.

Para completar o mosaico de lamentáveis posicionamentos a juventude do PT também nos brindou com a sua infeliz declaração. Em uma nota escabrosa a juventude petista faz uma envergonhada tentativa de isentar o governo Wagner da responsabilidade pela greve ao mesmo tempo em que reconhece que as condições de trabalho dos policiais militares não são as melhores. A juventude do PT quer nos fazer acreditar que Wagner está fazendo o possível pela segurança pública, que o governo zela pelo bem-estar dos policiais, e que neste momento ir a greve foi um ato de exagero dos PM’s da Bahia.

A juventude do PT teve a coragem de fazer um chamado para que os policiais sitiados na Assembléia legislativa entregassem suas armas e aceitassem as condições de negociação apontadas pelo governo. Foram completamente omissos frente ao cerco militar montado pelo exército e a força nacional no CAB, omissos também, frente aos atos de agressão contra familiares dos grevistas, os disparos de balas de borracha contra pessoas que apenas desejavam levar água e mantimentos para os policiais ocupados na ALBA. Para completar comemoraram entusiasticamente através das redes sociais a prisão dos líderes grevistas, a desocupação da assembleia, e a desmoralização dos grevistas feitas pela mídia, em especial a rede Globo. 

Isso mesmo, a rede Globo que no passado foi grande aliada da Ditadura contra os movimentos sociais, hoje prestou um grande serviço a Wagner e Dilma jogando a opinião pública contra a greve. Tudo isso acompanhado pelos eufóricos aplausos da juventude petista.  

O que a juventude do PT  deveria explicar  é como o mesmo governo que diz não ter condições de implementar já a GAP IV e V(reivindicações da greve)  tem gastado bilhões com as obras da copa, outros tantos milhões com propaganda  para vender pro Brasil e o mundo a imagem de uma Bahia que não existe?
Agora estão todos desesperados com a possibilidade do impasse causado pela greve prejudicar o carnaval, o mesmo carnaval que há muito tempo se tornou uma festa para empresário ganhar dinheiro enquanto o povo fica só olhando, de fora da corda é claro.

Triste a realidade da envelhecida juventude do PT. Jovens precocemente acostumados aos gabinetes, tão identificados com figuras como José Dirceu, Palocci e Berzoini, e tão distantes das lutas e dos interesses da juventude que dizem representar. 

O lugar da juventude é ao lado dos que sonham e lutam.

A juventude que carrega nos corações e mentes o desejo de mudança e da construção de uma nova sociedade mais justa e igualitária em nada pode se identificar com o autoritarismo de Wagner, a traição do PT, e o conformismo envelhecido da juventude petista.

A juventude do PSTU acredita que através da mobilização e da luta é possível mudar nossas vidas. Solidarizamos-nos com a luta dos diversos movimentos sociais, partilhamos e construímos lado a lado suas pautas e lutas.

Sentimos na pele por diversas vezes a violência da repressão as greves, passeatas, e manifestações. Na experiência do cotidiano das lutas, ou mesmo no dia a dia do jovem negro da periferia sabemos que a Instituição policial é o braço armado de um Estado que pertence há uma classe que nos oprime e explora.  Mas não podemos esquecer que dentro da Instituição policia militar existem trabalhadores, também explorados.  Aqui falamos dos policiais, não os confundimos com os comandantes da alta oficialidade, estes policiais que fizeram a greve são trabalhadores e tem direito de lutar por melhores condições de trabalho.

A juventude da Bahia, em especial aquela que mora nas periferias de cidades como Salvador, quer andar pelas ruas, pegar um ônibus, ir a escola ou ao trabalho sem temer pela própria vida. A juventude quer viver e ao invés de insegurança queremos cultura e condições dignas de vida. Os policiais militares foram a greve por que são trabalhadores precarizados, com péssimos salários, com péssimas condições de trabalho, dentro de uma arcaica estrutura militar que não lhes permitem ser agentes promotores da segurança.

A repressão a greve deve ser combatida com a solidariedade dos estudantes, professores, carteiros, operários, rodoviários, trabalhadores homens e mulheres que não se curvam frente à opressão e o autoritarismo. Os policiais militares precisam sentir esse apoio, precisam saber que enquanto os seus Oficiais e comandantes (os mesmos que tantas vezes já lhes deram ordem para reprimir greves) estão de braços dados com o governador negando a anistia aos presos políticos, arquitetando a sua condenação pelo simples fato de terem ido a luta por seus direitos,  os jovens e os trabalhadores estão ao seu lado.

A juventude trabalhadora, em especial os jovens negros e negras, cotidianamente vitimados pela repressão nos bairros da periferia de Salvador e das grandes cidades brasileiras não podem ter duvidas sobre de qual lado ficar diante da repressão e criminalização de trabalhadores. Precisamos se posicionar ao lado dos PM’s, exigindo que os presos políticos de Wagner sejam soltos e anistiados! É hora de cercar da mais ampla solidariedade os trabalhadores reprimidos, a juventude do PSTU entende que essa é uma bandeira que deve ser assumida por todo o movimento estudantil, pelos centros acadêmicos, grêmios, DCE’s, e também pelos jovens trabalhadores.

Pela liberação dos presos políticos do governo do PT!
Abaixo a criminalização e a repressão dos movimentos sociais!

do PSTU BAHIA 

Juventude do PSTU.


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APOIO À MOBILIZAÇÃO DOS POLICIAIS CIVIS DO PARANÁ


Policiais Civis do Paraná aprovam 
indicativo de greve (Foto: Fábio 
Alexandre/Tribuna do Paraná)


"Vocês devem aprender com sua experiência que devem desobedecer aos governantes quando são enviados para reprimir o movimento de massas”. (Cyro Garcia, Dirigente do PSTU, sobre a greve dos bombeiros e PM do Rio)


Na noite desta quarta-feira (15) policiais civis do Paraná decidiram em assembléia entrar em greve a partir do sábado de carnaval, avisando antecipadamente que mais uma categoria de trabalhadores, agora ligados à segurança pública, irá cruzar os braços, em greve por salários e contra a política do governo.

Tanto a PM, como a Polícia Civil, são organizados como aparelhos de repressão das classes dominantes contra os trabalhadores. No entanto, a classe dominante, os ricos e donos das propriedades, vão procurar nos trabalhadores, aqueles que irão lhes controlar e reprimir. Esta contradição não se desfaz, pois os policias acabam sendo recrutados nas fileiras da classe trabalhadora, para serem utilizados contra seus irmãos de classe.


O uso das polícias pelas classes dominantes fica evidente como na recente retaliação do governo do Estado contra os policiais civis que estouraram um bordel de luxo, que funcionava numa mansão no bairro Parolin. No local, diversas máquinas caça-níqueis, prostituição de luxo e várias provas do envolvimento de políticos e empresários com esse tipo de crime.


Qual foi a reação das autoridades estaduais: parem imediatamente com as investigações e não se metam em nossos “santuários invioláveis”. Por outro lado, quando se trata de reprimir a organização dos trabalhadores em suas reivindicações por melhores condições de vida, a ordem de cima é sempre a mesma, reprimir, prender, bater e controlar o movimento de massas.


Nesta campanha salarial justa, que busca recompor direitos suprimidos há vários anos e garantidos inclusive pela constituição, os policiais civis e militares enfrentam o governo que sempre usa o aparato policial do Estado contra as lutas e greves da classe trabalhadora. A lição desta experiência em nosso estado, como também ficou claro na Bahia e no Rio de Janeiro, é que os governantes de nosso país não representam os interesses dos trabalhadores, ao contrário, representam os interesses dos grandes empresários e banqueiros.




Como bem lembrou um dos policiais civis líderes do movimento: “quando se aumentou em mais de 60% os salários dos deputados, secretários e do próprio governador, não tinha nenhum problema orçamentário ou com a Lei de Responsabilidade Fiscal, agora quando é para atender os servidores estaduais, temos um problema de caixa.”


Em nota da agência oficial de notícias do Estado, o governador Beto Richa (PSDB) deu o tom de como será sua reação diante da greve: “A ordem deve ser mantida. Não admito baderna. Os princípios de hierarquia e disciplina têm que ser respeitados. O que ocorreu na Bahia não vai ocorrer no Paraná”.


Os princípios da hierarquia e da disciplina sempre são invocados quando é para se controlar a luta dos trabalhadores, incluindo, a dos próprios policiais.


O PSTU se solidariza com a luta dos policiais civis e militares e, ao mesmo tempo, os chama para uma reflexão: a vitória da campanha salarial depende do apoio do conjunto dos trabalhadores, por isso o apoio dos policiais às mobilizações dos outros trabalhadores é parte deste processo de unificação da classe trabalhadora.

Sempre que forem convocados a reprimir uma greve ou qualquer mobilização lembrem-se de que desobedecer ao comando nestas situações é cumprir a lei: a lei da solidariedade entre os trabalhadores.


do PSTU Curitiba de PSTU Curitiba


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Nosso papel frente à Greve da Polícia Militar


Polícia Militar em greve no Rio e na Bahia, sendo que há mais estados na iminência da adesão, mas o que há de dados a respeito e qual o papel que devemos assumir?

A categoria reivindica R$ 3.500 como salário inicial dos soldados. O salário base dos soldados policiais e bombeiros hoje é R$ 1.277,13 para os que têm auxílio-moradia menor e de R$ 1.510,18 para os que têm o benefício maior. O reajuste a ser pago este mês será de pouco mais de 10%. “O que o governador propõe não atende a nenhuma das três categorias. Há nove meses tentamos uma audiência com ele, sem resposta”, disse o líder do movimento dos bombeiros, o cabo Benevenuto Daciolo.

Os PMs reivindicam ainda R$ 350 de vale refeição e outros R$ 350 de vale transporte, além de adicional de insalubridade. “Temos diagnosticado tentativas de desestabilizar o Estado. Vem de um grupo reduzido, aqueles derrotados nas eleições de 2010 que fazem oposição irresponsável. Mas as corporações não se contaminam”, disse o governador em entrevistas a rádios do Rio, sem citar nomes dos adversários.
Em vários momentos, Cabral exaltou a “serenidade” da “grande família Segurança Pública”.
Mas apesar da promessa de tranquilidade, as primeiras horas da greve já deixaram a cidade desguarnecida de patrulhamento. As principais vias expressas não tinham sequer uma patrulha. Foi o caso da Avenida Brasil, linhas Amarela e Vermelha, e também a Perimetral. No Centro, a assessora de imprensa Suzana Ribeiro foi assaltada em frente à cabine da PM, na Rua do Riachuelo.”

Quais os pisos salariais dos policiais militares em cada estado?
Veja abaixo, em ordem decrescente, os salários em todos os estados.
1. Polícia Militar do Distrito Federal – R$ 4.269,56
2. Polícia Militar do Estado de Sergipe – R$ 3.306,96
3. Polícia Militar do Estado de Goiás – R$ 2.989,85
4. Polícia Militar do Estado do Tocantins – R$ 2.850,00
5. Polícia Militar do Estado do Mato Grosso – R$ 2.739,33
6. Polícia Militar do Estado de Santa Catarina – R$ 2.577,99
7. Polícia Militar do Estado da Bahia – R$ 2.557,37
8. Polícia Militar do Estado do Mato Grosso do Sul – R$ 2.453,09
9. Polícia Militar do Estado do Paraná – R$ 2.438,39
10. Polícia Militar do Estado de Minas Gerais – R$ 2.245,91
11. Polícia Militar do Rio Grande do Norte – R$ 2.200,00
12. Polícia Militar do Estado do Espírito Santo – R$ 2.196,66
13. Polícia Militar do Estado do Maranhão – R$ 2.121,39
14. Polícia Militar do Estado de Pernambuco – R$ 2.100,00
15. Polícia Militar do Estado do Amazonas – R$ 2.028,00
16. Polícia Militar do Estado de São Paulo – R$ 2.015,40
17. Polícia Militar do Estado de Rondônia – R$ 1.965,13
18. Polícia Militar do Estado de Alagoas – R$ 1.915,60
19. Polícia Militar do Estado do Amapá – R$1.871,73
20. Polícia Militar do Estado do Acre – R$ 1.811,77
21. Polícia Militar do Estado da Paraíba – R$ 1.534,26
22. Polícia Militar do Estado do Ceará – R$ 1.286,50
23. Polícia Militar do Estado do Pará – R$ 1.200.00
24. Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro – R$ 1.137.49
25. Polícia Militar do Estado do Piauí – R$1.127,20
26. Polícia Militar do Estado de Roraima – R$ 1.122,38
27. Brigada Militar do Rio Grande do Sul – R$ 996,20
(Salário dos policiais militares tendo base soldado de 1ª Classe)



Notem bem, esta situação não é de hoje, essas proporções vem se mantendo ao longo de anos. As negociações forram tentadas à exaustão, não se trata pois de um movimento surpresa ou repentino. Usando o argumento de que estes trabalhadores não poderiam fazer greve os governadores e demais autoridades se deram ao luxo de não negociar.

E como ficamos nisso tudo?

A mídia e as autoridades estão tentando de todas as formas desqualificar o movimento chamando-os dos mais diversos nomes. Acusando-os de movimento político, de não ligar para a população e mais outras coisas.
A presidenta Dilma já disse ser contra qualquer anistia para estes trabalhadores e se disse estarrecida, mas não se disse estarrecida com a disparidade salarial de estado para estado. Nosso papel deve ser o de pressionar o governador Sérgio Cabral, que mostra claramente o descaso com a segurança pública, assim como o faz com educação e saúde. A própria arrogância dos patrões é que conduziu a situação para este caos.
No caso do pinheirinho o governo federal gastou energia discutindo o conflito de poderes do judiciário, mas em momento algum vimos a Presidenta se manifestar sobre ser a favor ou contra o que se tornou uma catástrofe humanitária. Omissa como sempre questiona mais o movimento grevista que a necessidade de corrigir as desigualdades impostas a estes trabalhadores.

Todo apoio ao movimento grevista!

Pela a provação da PEC 300 e do piso nacional!
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Vídeo - Dep. do Psol-RJ e dirigente da CSP-Conlutas Janira Rocha fala sobre a greve da PM

Veja as declarações da deputada Estadual Janira Rocha (Psol-RJ) sobre a a reportagem do Jornal Nacional de ontem, no qual é divulgado ligações de lideranças  da greve da Bahia para membros da PM do RJ.   Uma das ligações gravadas é do cabo Benevenuto Daciolo, bombeiro do RJ,  para a deputada que apoia o movimento grevista.





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Pronunciamento do Governador Jaques Wagner em apoio à Greve da PM Baiana!! (Mordendo a língua...)


“Em primeiro lugar solidarizo-me com nossos conterrâneos da Polícia Militar do Estado da Bahia, que há aproximadamente dez dias vêm se movimentando juntamente com seus familiares, particularmente as esposas, numa justa reivindicação por melhorias salariais. Infelizmente, a impermeabilidade do Governador do Estado fez com que o Comando da Polícia Militar punisse cerca de 110 militares.
É absolutamente pertinente que a corporação dos policiais militares, que devem estar a serviço do conjunto da sociedade e não simplesmente se comportar como um viés, como uma matiz da política local, reivindique melhorias salariais. Reitero apelo que fiz, através de telegrama enviado ao General Comandante da Polícia Militar baiana, no sentido de que perceba a justeza das reivindicações dos seus comandados ao considerar que, para o exercício da profissão, necessitam de melhores soldos.
Acho um absurdo o atual vencimento dos agentes da Polícia Militar da Bahia, bem como o dos oficiais. Entendo que aqueles que têm por tarefa a manutenção da ordem pública precisam ter uma remuneração condizente com o risco de vida a que se expõem todos os dias.
Por isso, registro minha solidariedade aos 110 oficiais e policiais militares já punidos e reitero veementemente meu apelo ao Comando da Polícia Militar para que, em vez de simplesmente seguir as ordens do Governador do Estado da Bahia, sempre impermeável às reivindicações do funcionalismo do nosso Estado, tente sensibilizar o Executivo do nosso Estado no sentido de que sejam atendidas as reivindicações das esposas dos militares que, na verdade, estão indo às ruas porque não têm como comprar alimentos para a família”.
PS: O pronunciamento, capturado pelo comentarista no Diário do Congresso Nacional, foi feito na Câmara dos Deputados em setembro de 1992, quando o vibrante parlamentar do PT nem imaginava que os eleitores da Bahia um dia cometeriam a insanidade de transformá-lo em governador.


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Greve dos policiais de Salvador enfrenta a truculência do governador Jaques Wagner (PT)

A greve dos policiais militares de Salvador (BA) enfrenta a truculência do governador da Bahia Jaques Wagner (PT). Nesta segunda-feira (6) o Exército, a Força Nacional, a Polícia Federal e as Companhias Independentes de Policiamento Especializado da Polícia Militar, acionados pelo governador, fizeram um cerco na Assembleia Legislativa, ocupada por grevistas desde o início da greve.


Esse batalhão foi convocado para desocupar o local e para cumprir a ordem de prisão contra os grevistas. Os soldados formaram um cordão de isolamento na assembleia lançaram balas de borracha contra familiares, crianças e mulheres que encontram-se em frente ao local em solidariedade à greve.

Pela manhã, alguns familiares tentaram entrar na assembleia para levar apoio aos policiais grevistas, como água, comida e medicamentos, mas foram reprimidos.

Os soldados da força nacional foram acionados pelo governador Wagner para conter a onda de assaltos e mortes na região. O governador tenta jogar nas costas dos trabalhadores grevistas a culpa do aumento da violência no estado, entretanto, à responsabilidade é do governador que não atende as reivindicações da categoria. A resposta que o movimento grevista têm obtido para a solução do problema é a repressão e ordem de prisões contra companheiros que estão somente fazendo valer seu direito de greve.

A paralisação dos policiais teve início na última terça-feira (31) após meses de tentativas de negociações. A categoria luta pela melhoria nas suas condições de trabalho e exigem a reintegração dos demitidos políticos que foram expulsos da PM depois da histórica greve de 2001, a incorporação de gratificações, o pagamento de um adicional de periculosidade, reajuste linear de 17,28% retroativo a abril de 2007 e a revisão no valor do auxílio alimentação.

Com a chegada do exército e da Força Nacional, o governo continua a pressão sob os grevistas e seguem as ameaças de repressão. O governador não demonstra o mínimo de disposição para resolver a greve.

A CSP-Conlutas convoca a todas as entidades e organizações a prestar sua solidariedade os PMs em greve, fazendo o governo recuar em sua intransigência e repressão.

Desta forma, com o apoio dos trabalhadores de diversas categorias será possível dobrar o governo Wagner e obrigá-lo a negociar uma solução que favoreça os trabalhadores.

Defendemos a abertura imediata das negociações e que toda ameaça de repressão ao movimento seja combatida.

Envie moção de solidariedade:


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Todo apoio à greve dos policiais militares e bombeiros da Bahia! Nenhuma punição aos manifestantes!


• O PSTU vem a publico expressar seu apoio e solidariedade às mobilizações dos policiais militares e bombeiros da Bahia. No dia 31 de janeiro (Terça feira), cansados da intransigência do governo Wagner, os policiais militares e bombeiros, entraram em estado de greve. A assembléia foi organizada pela ASPRA (Associação dos Policiais, Bombeiros e de seus Familiares do Estado) e ocorreu no ginásio do sindicato dos bancários. Depois de terminada a assembléia, os policiais ocuparam o prédio da Assembléia Legislativa da Bahia e esperam uma reunião com o governador.


Os policiais exigem do governador do PT, a reintegração dos demitidos políticos que foram expulsos da PM depois da histórica greve de 2001, a incorporação de gratificações, o pagamento de um adicional de periculosidade, reajuste linear de 17,28% retroativo a abril de 2007 e a revisão no valor do auxílio alimentação.

Com o objetivo de desprestigiar o movimento, o aliado do governador e presidente da Assembléia Legislativa da Bahia, Marcelo Nilo afirmou que, “Os militares não podem fazer greve. Militares são os que dão segurança pública à sociedade. É precipitada, com minoria absoluta, apenas um grupo de várias associações. A informação que eu tenho é que é menos de 2% dos militares". Mas essa não é a verdade, a luta dos policiais vem ganhando a adesão e o apoio de outras associações e policiais. Hoje (01-02-2012), os manifestantes voltaram a organizar uma mobilização, bloqueando a via de acesso ao Centro Administrativo da Bahia, em Salvador. 

Governador Wagner, atenda as reivindicações dos policiais, já!
A última grande greve dos policiais baianos aconteceu no ano 2001 e se enfrentou ao governo de Paulo Souto. A greve de 2001 foi duramente reprimida pelo governo do estado com o apoio do governo federal. Nessa luta vários policiais foram perseguidos e demitidos. Para que essa história não se repita é necessário que a mobilização se fortaleça em todo o estado. As entidades sindicais como a CUT, a CTB devem se solidarizar com os policiais e exigir do governo Wagner que nenhum manifestante seja punido.

Há anos policiais e bombeiros vêm tentando, sem sucesso, negociar com o governador do Estado, mas infelizmente o governo do PT não é muito diferente da turma do antigo PFL, atual DEM. Wagner, assim como os antigos governadores carlistas, governa para os interesses das grandes multinacionais instaladas na Bahia, para o agronegocio e as grandes construtoras e não para os trabalhadores. 

Os Policiais Militares da Bahia devem seguir os exemplos das mobilizações que foram protagonizadas por seus colegas do Rio de Janeiro, Maranhão, Rondônia e Ceara, no ano 2011. Só a mobilização poderá dobrar a arrogância de Jaques Wagner. A luta dos outros servidores do estado contra as alterações no Planserv demonstrou que não se pode confiar nesse governo e a categoria deve estar atenta a perseguições e punições.
Nesse momento toda solidariedade para divulgar o processo de mobilização dos militares é importante. O PSTU faz um chamado a todos os ativistas sindicais, estudantis e do movimento popular, assim como toda esquerda socialista a solidarizar-se com as manifestações dos policiais. Só a mobilização e a solidariedade da classe trabalhadora poderá garantir a vitoria dos policiais e bombeiros. 

  • Todo apoio e solidariedade a mobilização dos policiais
  • Pelo imediato atendimento de suas reivindicações 
  • Pelo direito à greve e sindicalização dos policiais militares e bombeiros
  • Pela anistia aos demitidos políticos na greve de 2001

    Direção Estadual do PSTU, 01 de fevereiro de 2012



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    Maranhão: Policiais e bombeiros ganham batalha contra a maior oligarquia do Brasil


    Localização do Maranhão no Brasil
    O dia 2 de dezembro de 2011 fica registrado na história do Maranhão como um dia das maiores conquistas obtidas pelos policiais e bombeiros na luta por direitos. Essa conquista é ainda mais representativa por ser em cima de um governo que representa uma das últimas oligarquias do Brasil, a dos Sarney, contra os coronéis que dirigem a estrutura da polícia do Estado e contra a propaganda perseguidora do meio de comunicação ligado à família Sarney, o sistema Mirante, afiliada da Rede Globo no estado.

    Durante todo o movimento grevista em São Luis e Imperatriz, os trabalhadores tiveram o apoio incondicional dos movimentos populares e sindicais – apoio reconhecido pelos policiais – fundamental para trazer a população a apoiar as reivindicações dos grevistas.

    No início, o governo não aceitou negociar com grevistas os dez pontos de reivindicação dos trabalhadores: anistia aos grevistas, aprovação de data-base, pagamento de horas-extras, carga horária de 44 horas semanais, promoção automática, fim do Regime Disciplinar do Exército, aumento de 20% dos salários, entre outros. Com a pressão dos trabalhadores e da população, o governo, em oito dias, cedeu. Das dez reivindicações, apenas o percentual no aumento do salário foi concedido pela metade, 10,45%. Ao final, representou uma grandiosa vitória dos trabalhadores.

    Durante a greve, algo mudou na relação dos trabalhadores da polícia militar e dos bombeiros com o movimento organizado, sindical e popular. Muitos militares se viram como parte da classe trabalhadora e sentiram na pele a perseguição do Estado que criminaliza qualquer movimento que busque reivindicar direitos, seja por terra, por respeito ou por indignação contra os desmandos de corrupção.

    A repressão da oligarquia Sarney acelerou esta experiência. No dia 29, enquanto estavam ocupados na Assembleia Legislativa, os grevistas divulgaram uma carta, dirigida aos quilombolas e sem-terra do estado, reconhecendo sua parcela na repressão aos conflitos no campo e pedindo desculpas. A carta (leia abaixo) afirma que “somos todos irmãos”.

    Parabéns aos trabalhadores da segurança pública do Maranhão – policiais militares e bombeiros – pela vitória. E, em especial, aos policiais e bombeiros que passaram a se reconhecer como parte da classe trabalhadora. Sabemos que o aparato de repressão é formado por forças criadas para preservar a propriedade privada, para garantir a desigualdade social e o controle de uma classe sobre a outra. Como a Polícia Militar.

    Assim, o exército e a polícia são herdeiros diretos dos capitães do mato, que mantinham os escravos nas senzalas. É não apenas simbólico, mas significativo que esta luta traga a reflexão dos policiais sobre a repressão aos homens e mulheres quilombolas e a unidade que surge daí. Quantos mais e mais policiais se percebam como classe, mais se recusarão a reprimir nossas lutas, nossas greves, nossas marchas. Mais se questionarão sobre os crimes do campo, a tragédia nas cadeias, a dívida com o povo negro e pobre. Mais se questionarão o que nossos soldados estão fazendo no Haiti.

    Mais e mais se sentirão como trabalhadores e trabalhadoras. E perceberão que suas armas, como diz o hino da Internacional, devem ser voltadas para os seus generais.
    “Paz entre nós. Guerra aos senhores”.

    WILSON LEITE, DO PSTU DE IMPERATRIZ (MA)



    Leia, abaixo, a carta de solidariedade dos militares maranhenses às comunidades quilombolas vítimas do latifúndio e do Estado.


    Carta aberta à população brasileira

    Hoje, quando a nossa categoria está em greve em todo o Maranhão, está chegando a São Luís grupos de quilombolas e de lavradores sem terra. Eles, que após sucessivos acampamentos, vem novamente à nossa capital, desta vez para tratar com o presidente nacional do INCRA.

    Sabemos que, historicamente, a relação entre a Polícia Militar e as organizações populares em nosso país não é boa. Porém, neste momento importante da história, onde lutamos por dignidade e melhores condições de trabalho, achamos oportuno falar desta outra luta, travada pelos homens e mulheres do campo. Primeiro, temos que lamentar pela violência, oriunda dos conflitos de terra. Infelizmente ela acontece e nós, ao longo do tempo, tivemos nossa parcela de responsabilidade neste problema. Admitimos os nossos excessos e, agora, pedimos desculpas por eles.

    Por outro lado, agora, quando grande parte da sociedade maranhense está sendo solidária conosco, queremos também deixar clara a nossa solidariedade com a luta dos quilombolas, dos índios, dos sem terra! Somos o mesmo povo, vítimas da mesma opressão, da mesma exploração que se alastras pelos quatro cantos do Maranhão!

    É importante, antes de tudo, reconhecer que nós somos todos irmãos!

    Hoje, nós estamos acampados na Assembléia Legislativa, querendo condições de trabalho para sustentar nossas famílias, enquanto eles querendo a terra, também para comer e sustentar os seus filhos. É nosso desejo que – nesta circunstância absolutamente atípica – se possa tentar inaugurar um novo momento entre os servidores públicos militares do Maranhão e as organizações sociais do campo e da cidade.

    Achamos importante dar este exemplo para o Brasil, mostrando o verdadeiro valor do nosso povo, a grandeza da nossa gente e gritando bem alto que hoje, no Maranhão, não se consente mais esperar!

    São Luís, 29 de novembro de 2011

    Associação dos Servidores Públicos Militares do Maranhão

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