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Bancários: indicativo de greve nacional para o dia 18 de setembro

Bancários de todo Brasil apresentaram indicativo de greve para o dia 18 de setembro com realizações de assembleias com a categoira para preparar a paralisação nos dias 12 e 17 deste mês. A decisão foi tomada após reunião com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) que acabou sem acordo, na última terça-feira (3).

Segundo o membro do MNOB ( Movimento Nacional de Oposição Bancária), Bento José, além do indicativo de greve, o movimento defende que nesse período, até o dia 18, ocorram paralisações parciais para construção da greve. Além disso, que seja votado na assembleia do dia 12, uma paralisação de 24 horas ou retardamento de entrada até as 12 horas para o dia 13 de setembro e greve por tempo indeterminado a partir do dia 18.

Mobilizações esquentam a campanha – campanha salarial dos bancários começou a esquentar. Pelo país, a categoria que tem como data base o mês de setembro, realizou, no dia 3 de setembro, um dia de mobilizações por direitos.

Os funcionários do Banco do Brasil participaram desse dia de luta e fizeram um ato em São Paulo. O MNOB (Movimento Nacional de Oposição Bancária) que faz oposição ao Sindicato dos Bancários de São Paulo, e integra a CSP-Conlutas, participou da mobilização com paralisação de uma hora no prédio do Complexo São João, maior prédio do Banco do Brasil de São Paulo, onde trabalha 1800 bancarios e também no local que centraliza o crédito imobiliário do Banco do Brasil de todo o país via CSI (Centro de Suporte Imobiliario).

Os manifestantes se direcionaram para a Praça do Patriarca onde realizaram um ato unificado. Muitos deles, estampavam o adesivo sobre a luta pela jornada de seis horas, criada pelo MNOB.

Os bancários do Banco do Brasil reivindicam reposição das perdas salariais; carga horária de seis horas para todos, sem redução de salário; isonomia entre os concursados pré e pós ano de 1998; que os bancos incorporados, entre os quais Nossa Caixa, possam utilizar o mesmo convênio médico da rede credenciada CASSI, entre outras reivindicações.

Segundo o membro do MNOB, Bento José, a direção do Sindicato de dos Bancários de São Paulo e a Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) não defendem como prioridade as reais necessidades dos bancários. “Eles não tomam como prioridade tratar de pontos estruturais e igualmente importantes para nós, como seis horas para todos, sem redução de salários, e a questão da isonomia entre novos e antigos funcionários, pois essa é uma reivindicação, principalmente dos bancos públicos e leva a mobilização. Para eles, não é interessante enfrentar o governo”, justifica Bento.

No Pará, os funcionários do Banpará, já decretaram greve por tempo indeterminado nesta terça-feira (4). (saiba mais aqui).

Na última sexta-feira (31/08), os funcionários da Caixa Econômica Federal fizeram importantes mobilizações na luta pela isonomia, com paralisações parciais do trabalho como foi o caso de São Paulo, Florianópolis, Porto Alegre e Vitoria.

A prioridade do MNOB na campanha salarial é a luta pela jornada de seis horas sem redução salarial, isonomia para todos (mesmo direitos para antigos, novos e bancários de bancos incorporados, reposição das perdas salariais e ratificação da convenção 158 da OIT (que proíbe a demissão imotivada). Já houve quatro rodadas de negociação, mas a proposta de 6%, apresentada pela Fenaban, foi recusada.

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Professores de Chicago entram em greve pela primeira vez em 40 anos

Professores fizeram ato de protesto nesta segunda-feira
 em Chicago (Foto: Reuters/ Jean Lachat )
Aumento de salário é uma das reivindicações da categoria.
Cerca de 25.000 docentes devem aderir ao movimento.

Os docentes das escolas públicas de Chicago (Illinois, norte dos Estados Unidos) iniciaram uma greve nesta segunda-feira (10), pela primeira em 40 anos, por aumento salarial, um melhor sistema de avaliação e maior segurança no emprego.

"Nós não conseguimos chegar a um acordo que pudesse evitar a greve", explicou a presidente do sindicato dos professores da cidade (Chicago Teachers Union, CTU), Karen Lewis, em um comunicado.

A paralisação do trabalho envolverá cerca de 25.000 professores e pode afetar cerca de 350.000 alunos, do pré-escolar até as turmas de ensino médio.

Os professores exigem um reajuste de 30% de seus salários em compensação à extensão da sua jornada de trabalho, mas no decorrer das negociações deram a entender que poderiam aceitar um aumento menor, em troca de um sistema de avaliação mais flexível.

Também pedem a instituição de um sistema de recontratação dos professores que permanecem desempregados após o fechamento das escolas em que ministravam aulas.

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Greve da PF reduz em 90% o número de passaportes emitidos em Porto Alegre

Categoria está paralisada há um mês 
Crédito: Arthur Puls
Categoria está paralisada há um mês e reivindica a reestruturação da carreira

Com a greve dos servidores da Polícia Federal (PF) no Rio Grande do Sul, que estão paralisados há mais de um mês, apenas 10% dos passaportes estão sendo emitidos pela sede da superintendência na avenida Ipiranga, em Porto Alegre. Antes da paralisação da categoria, eram feitos cerca de 300 documentos por dia, que eram entreguem em até dez dias. Além disso, está suspenso o serviço de atendimento a estrangeiros. 

O presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Rio Grande do Sul (Sinpef/RS), Paulo Paes, disse que a categoria priorizou três tipos de atendimento para a emissão de passaportes: os casos urgentes, pessoas acima dos 60 anos e quem está com viagem marcada para os próximos dias. “Quem não tem urgência, não procure os serviços da PF porque não será atendido”, destacou. 

Segundo ele, o público não está sendo prejudicado em função da greve dos servidores da Polícia Federal: “O grande problema são as investigações que não estão sendo realizadas no Estado e no Brasil pelos agentes em função do não reconhecimento do governo federal dos servidores de nível superior”. 

Na superintendência da PF e nas 13 delegacias do interior do Estado atuam 600 servidores entre agentes, papiloscopistas e escrivães. Na manhã desta segunda-feira, os grevistas ficaram concentrados na frente do prédio da sede do órgão e colocaram cartazes explicando os motivos da paralisação da categoria.

Na tarde da próxima terça-feira será realizada uma videoconferência organizada pela Federação Nacional dos Policiais Federais, em Brasília, para discutir com cada associado os rumos do movimento. Em Porto Alegre, a audiência será na sede do Sinpef/RS.

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Espírito Santo:Operários da construção civil iniciam nova greve nesta segunda

Em assembleia realizada na manhã deste domingo (09), em Vitória, os profissionais da construção civil decidiriam entrar em greve, por tempo indeterminado, a partir desta segunda-feira (10). De acordo com o presidente do Sindicato da Construção Civil do Espírito Santo (Sintraconst-ES), Paulo César Borba Peres, cerca de 15 mil operários deverão cruzar os braços.

A categoria reivindica o pagamento dos pontos que foram cortados durante os 17 dias de greve, realizada no mês de agosto. “Tentamos negociar com o Sinduscon para que os dias fossem pagos e a gente faria uma compensação, mas o Sinduscon voltou atrás, fazendo acordo individual com os trabalhadores”, disse Antônio Carlos.

Já o assessor de relações trabalhista do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-ES), Fernando Otávio Campos, disse que a categoria foi quem voltou atrás nas negociações. “Quando os dias são cortados, os benefícios também são. Mas as empresas associadas decidiram manter o pagamento dos benefícios como férias e décimo terceiro. Porém, os trabalhadores não aceitaram interferências nos dias parados e, além disso, pediram adiantamento. Eles mesmos voltaram atrás”, disse o assessor.

Entenda o caso

Os trabalhadores da construção civil entraram em greve no dia 06 de agosto, após a decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que suspendeu o reajuste de 14% estipulado pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em julho.

O aumento decidido em dissídio coletivo da categoria não chegou a ser pago. O Sinduscon-ES recorreu da decisão junto à instância superior, que julgou favorável o pedido de liminar que determina o pagamento de apenas 7,5% aos trabalhadores. No entanto, no dia 22 de agosto, o TST voltou atrás e concedeu o reajuste de 14% à categoria.

Mesmo com a decisão do TST, a orientação do Sinduscon-ES era de que os dias parados não seriam pagos. Mesmo com o retorno ao trabalho no dia 23 de agosto, a categoria já havia acenado para a possibilidade de nova greve caso as empresas mantivessem o corte de pontos.

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Professores de Buenos Aires fazem greve contra censura ideológica da prefeitura

Protestos são contra criação de um disque-denúncia e punição a docentes que fizeram paródia de Macri (prefeito de Buenos Aires)

“Temos que fazer alguma coisa com a escola pública, hein?”, diz um hipotético prefeito de Buenos Aires para um suposto secretário de Educação, que responde: “Então vamos desprestigiar os docentes e a escola pública!”. A cena se passa em uma encenação teatral realizada em março por professores de uma escola primária da capital argentina.

O problema é que a representação foi gravada em um celular e postada na internet, provocando uma polêmica que resultou na punição de seis educadores e, em resposta, uma greve de professores de 24 horas nesta sexta-feira (31/08). Segundo os sindicatos, a paralisação teve uma adesão de 80%,e muitos manifestantes já se encontram protestando em frente à Prefeitura. 

Apesar da baixa qualidade da gravação, pode-se ver um trecho da encenação em que os “atores” abordam o rumo das políticas públicas para a educação municipal. “Se fosse por mim, eu privatizaria tudo como no Chile. Ou daria uma bolsa de estudos a cada um destes alunos para que vão a uma escola privada”, afirma o intérprete do prefeito portenho Mauricio Macri, reeleito no ano passado e citado ironicamente como “Mauri”.

Outro ponto abordado na “peça” é a redução de investimentos no sistema público de educação e a transferência de recursos para as instituições privadas. “Já tiramos os subsídios para a infra-estrutura do sistema público repassando para o privado. Não sei o que mais [fazer], pense você”, diz o “secretário”. Essa reclamação se dá pelo fato de que, segundo a Asap (Associação Argentina de Orçamento e Administração), no primeiro trimestre de 2011, a infra-estrutura escolar pública recebeu 6,8% do orçamento da prefeitura, enquanto os fundos destinados ao setor privado chegaram a 26,6%.

A resposta de Macri à encenação foi anunciar, na última quarta-feira (29/08), o afastamento da diretora, da vice-diretora, da secretária, de dois docentes e de um bibliotecário de seus cargos, além da abertura de uma investigação preliminar sobre o envolvimento dos seis profissionais na atuação. Na resolução, a prefeitura considera que as suspensões são justas por que os envolvidos “autorizaram a dramatização, não se manifestaram contrariamente a ela e inclusive participaram da mesma”.

De acordo com Carlos Oroz, secretário-geral da Ademys (Associação Docente de Ensino Médio e Superior), a greve está sendo realizada "em defesa da democracia, da pluralidade, da diversidade e contra a estigmatização por pensar diferente”. “Exigimos a imediata a restituição dos professores e o fim das investigações. Elas só poderiam ser abertas em casos de riscos à integridade física dos alunos ou dos bens da escola. A prefeitura está igualando este episódio a casos muito graves”, explicou ele à reportagem de Opera Mundi.

Em diversas aparições televisivas, o secretário de Educação, Estéban Bullrich, garantiu que a suspensão dos profissionais não se deve às críticas feitas à prefeitura, mas sim ao “mau comportamento". O chefe de gabinete da prefeitura, Horacio Rodríguez Larreta, também defendeu as sanções aos envolvidos na representação. “Quando a política mete a mão na educação, estamos em problemas”, afirmou, ressaltando que “é uma loucura que alunos da sexta série recebam doutrinamento político em vez de estar aprendendo ciências, computação ou língua estrangeira”.

Segundo Oroz, “o governo pode ou não gostar” da encenação, “mas o fato é que isso não pode levar a uma sanção”.

0800

Segundo Oroz, outro motivo para a paralisação é contra o lançamento de um disque- denúncia “para que os pais possam denunciar qualquer tipo de intromissão política nas escolas”.

O anúncio da disponibilização da linha telefônica gratuita foi feita depois de que alguns jornais locais noticiaram a existência de atividades educativas com uso do personagem de quadrinhos El Eternauta, criado por Héctor Oesterheld, integrante da organização guerrilheira Montoneros e desaparecido durante a ditadura argentina (1976-1983). A imagem do personagem atualmente é usada pela agrupação La Cámpora, formada por jovens kirchneristas, à qual se atribui a realização de atividades políticas nas escolas.

Na ocasião, Esteban Bullrich expressou ter “profunda preocupação com os atos de doutrinamento político que está sendo realizado nas escolas do país com o aval da senhora presidente [Cristina Kirchner]”. Em meio ao debate gerado pela instalação da linha telefônica, tanto na assembléia legislativa portenha como entre oposicionistas a Macri, o caso foi parar na justiça.

Alegando que a iniciativa remete a "práticas de perseguição política próprias de regimes ditatoriais, com as quais incentivavam os cidadãos a denunciar as expressões políticas de outros”, o Inadi (Instituto Nacional contra a Discriminação, Xenofobia e Racismo) solicitou a suspensão da medida nos tribunais.

O interventor Pedro Mouratian, do Inadi, disse que “é preciso abrir o debate sobre o estudo da teoria e a prática política nas escolas. Segundo ele, no entanto, a discussão não pode ser estabelecida “em um clima de censura e de perseguição como o que o sistema de denúncias da prefeitura propõe”, já que nada impede que este seja utilizado para “compilar informação sobre as afiliações [sindicais] ou opiniões de docentes, diretores e alunos”.

Em resposta, a juíza Elena Liberatori determinou, nesta quinta-feira (30/08), a proibição da utilização da linha, por considerá-la uma “perseguição política aos jovens e crianças, segundo as normas constitucionais que os protegem”, autorizando somente o uso para denúncias referentes a condutas condenadas pelo código penal. Por essa razão, a linha se mantém em funcionamento. 

A “perseguição ideológica” da prefeitura, segundo Oroz, é constante, não só contra professores como contra estudantes. Durante a ocupação de colégios no ano passado, por alunos que protestavam contra a ausência de manutenção da infra-estrutura das escolas, “a prefeitura pressionava a diretoria das escolas para que elaborassem uma lista com o nome dos alunos que realizavam os protestos e a entregassem à secretaria de Educação e à polícia, denuncia. “Não sabemos o que queriam fazer com esses dados”.

No caso da paródia, afirma o sindicalista, “os fatos mencionados são todos comprováveis, e, para isso, não houve nenhuma resposta da prefeitura”. “Eles falam do aumento da destinação orçamentária para subvencionar o salário de docentes das escolas privadas, facilitando a rentabilidade destas instituições, em detrimento do investimento nas escolas públicas. Algumas escolas que cobram 1.500 pesos de mensalidade recebem 70% de subsídio para o salário docente com recursos do Estado”, garante.

Para Pablo Imen, docente e especialista em Educação, é necessário recuperar o desenvolvimento da política educativa da prefeitura para entender que a paródia realizada pelos professores se inscreve como “uma verdadeira ação de resistência, pela defesa da escola pública frente a um poder político hostil”. Segundo ele, os secretários de Educação de Macri apresentam “denominadores comuns”, apesar os diferentes estilos na administração.

“O primeiro, Mariano Narodowksi, proibiu, em abril de 2008, que os docentes dessem declarações à imprensa quando os conflitos por infra-estrutura das escolas se intensificaram. Os alunos passavam frio no inverno [pela falta de gás ou aquecedores] e os tetos estavam caindo”, lembra. O segundo, Abel Paretini Posse, ficou no cargo por somente 15 dias devido “ao repúdio gerado por suas declarações públicas, que reivindicavam a ditadura e demonizavam os jovens”.

O atual secretário, na avaliação do especialista, impulsiona medidas tecnocráticas, como a avaliação dos professores, além de denunciar penalmente e elaborar listas negras com nomes de estudantes envolvidos em manifestações, instalar câmeras de filmagem nas escolas “apesar do repúdio das comunidades educativas”, impedir o desenvolvimento de jogos coletivos com a utilização do El Eternauta, “que propõe a busca de saídas coletivas para situações inesperadas”, e instalar uma linha para denúncias de “anomalias” nas instituições.

“Macri diz que é necessário acabar com a política de confrontos e de impugnação dos que pensam de maneira diferente. Mas seu governo expressa um caráter punitivo crescente, proibindo, denunciando, sancionando. A greve expressa um limite ao autoritarismo da prefeitura”, afirma Imen. Segundo ele, é válida a discussão sobre a pertinência da ação em âmbito escolar, se esta foi realizada em horário letivo. Mas, segundo ele, “o que não se pode fazer, é responder com a sanção de professores”.

Questionando a falta de diálogo e o caráter antidemocrático da medida, Imen acrescenta que “se alguém vai ensinar aos alunos como ser bons capitalistas, ou uma ONG vai ensinar amenidades, não colocam nenhum tipo de entraves. Mas se existe a proposta de trabalhar sobre valores, há problemas. E o que ainda é pior, é que incentivam que isso seja delatado, denunciado”, conclui. 


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Metalúrgicos fazem paralisação de um dia na próxima segunda-feira

Decisão foi tomada em assembleia da categoria na sede do Sindicato na noite desta quarta-feira

Os trabalhadores de diversos grupos ligados à cadeia automotiva estarão em greve de 24 horas na próxima segunda-feira (10/09) em todo o estado de São Paulo. No ABCD, os metalúrgicos decidiram pela mobilização em assembleia na noite desta quarta-feira (05/09) na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e continuar na luta pela campanha salarial deste ano. Não participam do protesto os trabalhadores das montadoras, que fizeram acordo salarial para 2011 e 2012. A expectativa é a de que a pressão dos trabalhadores estimule os sindicatos patronais a retomar as negociações.

Na Região, os grupos 2, 3, 8, 10, fundição e estamparia envolvem mais de 70 mil trabalhadores. No estado, a FEM (Federação dos Sindicatos Metalúrgicos) negocia a campanha salarial para 250 mil trabalhadores.

As propostas da FEM são as cláusulas sociais como licença-maternidade de 180 dias, redução da jornada para 40h semanais, seguro de vida e reposição da inflação do período mais 2,5% de aumento real. 

O presidente da FEM, Valmir Marques, (Biro Biro) afirmou que os sindicatos patronais não aceitaram nenhuma das propostas da categoria. “Os patrões apresentaram os reajuste abaixo da inflação, alegaram problemas com a crise econômica mundial, com o dólar baixo que prejudicou alguns setores facilitando a importação e a crise no setor de caminhões. Mas, sabemos que o governo federal implantou diversas ações de estímulo à indústria e o índice para o qual estamos lutando é viável”.

Apesar de a pauta com as reivindicações ter sido entregue no final de junho, somente há 20 dias os sindicatos patronais começaram as rodadas de negociação. “Acreditamos que os empresários irão cobrar dos sindicatos patronais novas reuniões com a FEM, já que o prejuízo de um dia parado será enorme”, afirmou o secretário geral do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Wagner Freitas, o Wagnão.

Biro Biro explicou que há possibilidades de negociação com os patronais até o dia 10 de setembro e se houver acordo por grupo de empresas não haverá greve nesses setores.

Por: Michelly Cyrillo (michelly@abcdmaior.com.br)
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Belém do Pará : GREVE da Construção Civil


Cansados da intransigência da patronal, os operários da construção civil de Belém (PA) entraram em greve por tem indeterminado, nesta terça-feira (4). A categoria realizou, nesta manhã, passeatas e mobilizações pelas ruas da capital. Cerca de 400 trabalhadores chegaram a interditar a rodovia Augusto Montenegro.

A greve foi decretada em assembleia realizada na segunda-feira (03/09), à noite, na sede do Sindicato. A categoria apresentou aos empresários do setor, uma pauta de reivindicação, que consta do Acordo Coletivo 2012-2013.

O Sindicato da Construção Civil de Belém  (PA), filiado à CSP-Conlutas, representa mais de 12 mil trabalhadores que, desde o final de julho, estão em negociações com o sindicato patronal, sem sucesso.

Segundo o membro da Secretaria Executiva da CSP-Conlutas, Atnágoras Lopes, o setor da  construção civil em Belém  é um dos que mais se  valoriza e lucra nos últimos anos, tem o metro quadrado mais caro do país,  entretanto  esse crescimento  não tem sido repassado aos trabalhadores.

A categoria decretou estado de greve desde o final de agosto e estava aguardando nova proposta da patronal.  “Não houve melhorias na proposta, decidimos dar a resposta com greve por tempo indeterminado”, afirma Lopes.

Os trabalhadores pedem um reajuste geral de 16% e aumentos específicos nos pisos salariais da categoria. Para os profissionais, que hoje ganham R$ 900,00, a entidade reivindica um novo piso no valor de R$ 1.120,00. Para os ajudantes a proposta é que sejam elevados dos atuais R$ 650,00 para R$ 780,00, por exemplo. O direito a cesta básica é outro ponto decisivo nesse impasse, assim como o direito a eleição de delegados sindicais de base.

Pauta  específica para as mulheres  - Entre outras reivindicações, o Sindicato  apresenta reivindicações especificas para as mulheres, entre as quais: qualificação e classificação profissional, isto porque mulheres são contratadas como serventes mesmo tendo qualificação como eletricista, serralheira e profissional. “Em Belém, a mulher entra servente e morre servente na obra, chega!”, indigna-se a coordenadora geral do sindicato, Deusarina de Almeida, a Deuzinha.

Outras reivindicações das mulheres são: licença maternidade de seis meses e creches.

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Greve da PF só acaba com reestruturação da carreira


A greve de agentes, escrivães e papiloscopistas da Polícia Federal (PF), iniciada no último dia 7 de agosto, só deve terminar quando o governo apresentar um cronograma para a reestruturação dessas carreiras. A declaração é do presidente do Sindicato dos Policiais Federais no Estado do Paraná (Sinpef-PR), Fernando Augusto Vicentine, feita nesta segunda-feira.

"Queremos a justa adequação da tabela salarial desses cargos, que são de nível superior. Não basta o governo se comprometer a fazer isso. Se não vier nada de concreto quanto à data de início dessa reestruturação da carreira, a greve não acaba", disse Vicentine, em entrevista. "Quem criou o atual impasse foi o governo. Nós temos paciência, tanto que estamos negociando há mais de 900 dias."

Na manhã desta segunda-feira, servidores em greve hastearam a bandeira do Brasil em frente ao edifício-sede da superintendência estadual da PF no Paraná. Os serviços de emissão de passaportes estão sendo efetuados por funcionários terceirizados.

Agentes, escrivães e papiloscopistas da PF recebem R$ 7,5 mil como salário inicial, o equivalente a 56,2% da remuneração dos delegados federais, cujo vencimento de início de carreira é R$ 13,4 mil. Além da equiparação com as carreiras típicas de Estado, como a de auditor da Receita Federal e a de oficial da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), a categoria também reivindica novas contratações por concurso público.

No último dia 24 de agosto, o Sinpef-PR obteve uma liminar na Justiça Federal que impede a União de efetuar descontos nos salários dos servidores em greve. "Não há como reputar ilegal a greve deflagrada pelos policiais federais no estado do Paraná, não se justificando a medida de corte do ponto", diz em sua decisão a juíza Giovanna Mayer, da 7ª Vara Federal de Curitiba. "Trata-se o corte de ponto, a bem da verdade, de forma explícita, ainda que oblíqua, de frustrar o regular exercício de direito constitucionalmente assegurado, o que não pode ser admitido", afirmou a juíza.

No mesmo dia, a presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), desembargadora Marga Inge Barth Tessler, suspendeu, a pedido da Advocacia-Geral da União (AGU), uma liminar similar que havia sido concedida ao Sindicato dos Policiais Federais do Rio Grande do Sul (Sinpef-RS). A última greve nacional da PF ocorreu em 2004 e durou cerca de dois meses.

O movimento grevista

Iniciados em julho, os protestos e as paralisações de servidores de órgãos públicos federais cresceram no mês de agosto. Pelo menos 25 categorias entraram em greve, tendo o aumento salarial como uma das principais reinvindicações. O Ministério do Planejamento estima que a paralisação tenha envolvido cerca de 80 mil servidores. Em contrapartida, os sindicatos calculam que 350 mil funcionários aderiram ao movimento.

A greve afetou servidores da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Arquivo Nacional, da Receita Federal, dos ministérios da Saúde, do Planejamento, das Relações Exteriores, do Meio Ambiente e da Justiça, entre outros. O Sindicato Nacional dos Servidores das Agências Nacionais de Regulação (Sinagências) informou que dez agências reguladoras aderiram ao movimento.

Desde março, quando foi iniciado o processo de negociação salarial, foram realizadas mais de 200 reuniões para discutir reajustes, com mais de 31 entidades sindicais. Após apresentar proposta de aumento de 15,8%, dividido em três anos, o governo encerrou no dia 26 de agosto as negociações com os servidores. O prazo limite para envio do orçamento ao Congresso Nacional, com a previsão de gastos com a folha de pagamento dos servidores em 2013, é 31 de agosto.

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Ato homenageia 125 anistiados da Embraer

Metalúrgicos foram perseguidos durante ditadura militar

Num dia histórico da nossa categoria, um grupo de 125 ex-trabalhadores da Embraer recebeu, na última sexta-feira, dia 24, o pedido perdão do Estado brasileiro, por conta da perseguição que exerceu contra estes operários durante a ditadura militar.

Estes trabalhadores participaram das grandes greves de 1983, 84 e 88. Além de serem demitidos pela Embraer, que era estatal, tiveram suas vidas vigiadas pela repressão e não conseguiram mais arrumar emprego.

Quase 30 anos depois, o Estado reconheceu o erro cometido e todos foram anistiados.

Na cerimônia de sexta, ocorrida no Teatro Univap, os companheiros foram homenageados pelo Sindicato, pela Abap e pela Comissão de Anistia, representada pela vice-presidente Sueli Aparecida Bellato e a conselheira Rita Sipahi.

Num dos momentos mais importantes do ato, Sueli Bellato chamou ao palco o anistiado Zacarias Francisco Pereira, o mais velho de grupo e que representou todos os perseguidos pelo regime. Em nome do Estado brasileiro, a vice-presidente da Comissão de Anistia pediu desculpas ao anistiado pela perseguição sofrida. 

Além do título de anistiados políticos, o grupo receberá uma indenização, referente ao período retroativo, e uma pensão vitalícia.

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Servidores Federais na mira do Governo (25/07/2012)


Governo Federal lança decreto que permite substituir 

servidores federais grevistas por equivalentes


Decreto publicado no “Diário Oficial da União” desta quarta-feira (25) permite que servidores federais em greve sejam substituídos por equivalentes estaduais. A medida, que é um ataque do Governo Dilma ao livre direito de greve dos trabalhadores, fará com que servidores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Receita Federal em greve nos portos possam ser substituídos pelas vigilâncias sanitárias e secretarias das fazendas estaduais, por exemplo.
De acordo com decreto assinado pela presidente Dilma Rousseff, “compete aos Ministros de Estado supervisores dos órgãos ou entidades em que ocorrer greve, paralisação ou retardamento de atividades e serviços públicos: I – promover, mediante convênio, o compartilhamento da execução da atividade ou serviço com Estados, Distrito Federal ou Municípios; e II – adotar, mediante ato próprio, procedimentos simplificados necessários à manutenção ou realização da atividade ou serviço. As atividades de liberação de veículos e cargas no comércio exterior serão executadas em prazo máximo a ser definido pelo respectivo Ministro de Estado supervisor dos órgãos ou entidades intervenientes.”
O decreto começa a valer a partir desta quarta-feira (25) e pode ser encarado como um recado às diversas categoria que estão realizando duros enfrentamentos com o governo. A greve histórica dos professores universitários, cuja paralisação já dura quase dois meses e atinge 57 das 59 universidades federais, é um exemplo.
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IFRJ - Servidores em Luta!!

Servidores públicos federais em greve tomaram ruas do centro do Rio para chamar a atenção para reivindicações

Representantes de diversos sindicatos de servidores públicos federais fizeram hoje (9) manifestação pelas ruas do centro do Rio para reivindicar melhores condições de trabalho. Eles saíram da Candelária e seguiram para a Avenida Rio Branco, uma das principais vias do centro, em direção à Cinelândia.
A fiscal da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), diretora do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal no Estado do Rio de Janeiro (Sintracef), Cristina Tomé, ressaltou que é fundamental a reestruturação da carreira e que sejam realizados novos concursos para seleção de servidores.
Ela considera o movimento grevista de agora como a única forma de chamar a atenção do governo. "Nós lamentamos muito o transtorno que causa, principalmente para a população que nem é servidor e, que muitas vezes, ficam prejudicadas pelo nosso movimento. Mas é a única forma que o servidor tem de se posicionar, uma vez que o governo se negou a conversar", disse.
Segundo a servidora do Ministério da Agricultura Cirlene de Almeida Bianna, os funcionários do setor também reivindicam realização de concursos públicos para investimentos na agricultura e o fim das distorções salariais. A manifestação tem ainda a finalidade de pressionar o governo para marcar uma assembleia, já que, segundo ela, as datas para reuniões não estão sendo cumpridas. "Infelizmente a gente tem que atrapalhar para o governo ouvir e ver. A gente tem que fazer barulho. As mesas de negociação são remarcadas. Diz o governo que na semana de 13 a 17 vão ter audiências. Será?", indagou.
Já a presidenta do Sindicato dos Trabalhadores Federais da Saúde, Trabalho e Previdência do Rio de Janeiro (Sindisprev-RJ), Cristiana Gerardo, disse que o governo não tem dado assistência à saúde, refletindo no atendimento ao usuário e nas condições de trabalho. Ela lembrou de fato ocorrido ontem (8), no Hospital Federal Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, na zona oeste da capital fluminense, onde um rato caiu, de um buraco no teto da sala de emergência, sobre o corpo de uma estudante de gastronomia.
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Coordenador no MPOG não corta ponto de grevista e se demite

Coordenador no MPOG não corta ponto de grevista e se demite

O coordenador de Inovação Tecnológica do Ministério do Planejamento, César Augusto de Azambuja Brod, se negou a cumprir orientações do governo de cortar o ponto de funcionários em greve e pediu exoneração do cargo na semana passada. Em carta divulgada pelas redes sociais, Brod alega que não cumpriria uma determinação que feria seus princípios.
Conforme Brod, “o PT patrão parece não ter aprendido com sua própria história. O PT patrão apenas aprimora as táticas de pressão psicológica e negociação questionável daqueles com os quais negociou na época em que a greve era sua.” Em sua carta, ele diz ainda que “como coordenador, jamais cortarei o ponto daqueles que trabalham comigo e estão em greve. Independente da greve, eles cumpriram seus compromissos civis sempre que necessário”. (Leia a seguir a íntegra da carta divulgada por César Brod).
A postura assumida pelo ex-coordenador de Inovação Tecnológica recebeu apoio maciço dos servidores vinculados ao setor ao qual ele chefiava. Em nota, os funcionários manifestaram solidariedade através de “carta aberta”. Em um dos trechos eles se referem às determinações governamentais:
“A determinação do governo no corte do ponto dos grevistas agride em sua essência a crença na liberdade de manifestação das pessoas e no direito do trabalhador de reivindicar melhorias em suas condições de trabalho e os consequentes resultados entregues à sociedade por meio dos atos dos servidores públicos federais”.
Foi ressaltado na carta também o fato de que a orientação superior para que seja feito a lista dos grevistas e procedido o desconto no salário contraria decisão do Poder Judiciário, ferindo liminar concedida por juiz da 17ª Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal e mantida pelo presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª região.

O PT como patrão

César Augusto Brod
Orientação sobre a folha de ponto dos servidores em greve.
Informo que, seguindo orientação superior do MP, os grevistas deverão ter os pontos cortados, desta forma não deverá constar nenhuma observação na folha de ponta dos servidores que estão de greve e não registraram o ponto. Já aqueles servidores que estão de greve e mesmo assim registraram o ponto deverão ter seus pontos cortados (anulados) já que não trabalharam.
Quanto aos servidores que estão trabalhando normalmente e que não puderam trabalhar no dia 5 de julho por causa da greve dos ônibus podem ter seu dia abonado, código 5.”
Sou coordenador geral de Inovações Tecnológicas do Departamento de Sistemas de Informação da Secretaria de Logística e Sistemas de Informação do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão do governo do Brasil. Estou neste cargo desde setembro de 2011. Hoje comunico, publicamente, meu pedido de exoneração.
Todos sabem qual é meu salário graças à Lei de Acesso à Informação. Preciso deste salário e, de fato, tenho orgulho em merecê-lo. Mas a partir do momento em que tenho que ferir meus princípios para manter minha remuneração, meus princípios sempre ganharão o jogo, independente do que virá depois.
Trabalho, há bastante tempo, com o conhecimento livre e modelos de negócios baseados nisso. Em Porto Alegre, no final dos anos 1990, tive o prazer de ver um projeto de governo crescer levando em conta a crença em que a liberdade ampla para todas as formas de conhecimento era um fator gerador de inovação tecnológica e de criação de emprego e renda. Apoiei esse projeto mas nunca integrei nenhum quadro do governo até setembro de 2011, quando assumi o cargo acima mencionado, e passei a ser o responsável pelo Portal do Software Público Brasileiro, pela Infraestrutura Nacional de Dados Abertos, além de outras atividades.
Não foi fácil, vindo da iniciativa privada e há mais de doze anos como empresário, aprender a hierarquia e a burocracia que são parte de um emprego público. Aliás, esse é um aprendizado constante. Mas segui trabalhando com minha paixão: liberdade de conhecimento como geração de inovação e riqueza.
No decorrer de meu trabalho deparei-me com a greve do funcionalismo federal, à qual aderiram muitos dos que estavam sob minha coordenação. Enfrentar uma greve como executivo público foi algo totalmente inédito para mim. Acompanhei greves desde o tempo de meu avô, no surgimento do PT. Toda a articulação para as greves, para a criação de uma força que mudasse o estado, conscientizou uma população que colocou o PT no poder. Mas o PT patrão parece não ter aprendido com sua própria história. O PT patrão apenas aprimora as táticas de pressão psicológica e negociação questionável daqueles com os quais negociou na época em que a greve era sua.
O PT patrão virou governo, melhorou o país e acha que não depende mais da máquina que sustenta o estado. O PT patrão, que fez muito pela nação, tem a certeza de que vai muito bem sozinho. E está indo mesmo!
Eu espero que nosso país siga melhorando, mas estou nele para mudá-lo e não para cumprir ordens com as quais não concordo. Como coordenador, jamais cortarei o ponto daqueles que trabalham comigo e estão em greve.
Independente da greve, eles cumpriram seus compromissos civis sempre que necessário. E, na greve, cultivaram ainda mais sua união na crença da construção de um Brasil melhor”.
César Augusto Brod era responsável pela Coordenação Geral de Inovação Tecnológica da Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão
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Acre: Greve da PF com adesão total!

Agentes da PF no Acre aderem greve nacional



O efetivo da Polícia Federal no Acre é entorno de 200 a 300 agentes e todos eles aderiram a greve nacional da categoria que teve início nesta terça-feira, 08, e deve se estender até o dia 11, onde a comissão nacional deverá se reunir com a equipe de negociação do governo federal e caso as reivindicações dos agentes, peritos e papilóscopistas da Polícia Federal não seja aceita a greve deverá prosseguir por tempo indeterminado alertou Guilherme Delgado, presidente do Sindicato dos policiais federais no Acre – SINPOFAC.
                                                    
De acordo com Delgado, a decisão de fazer greve foi considerada a última alternativa, pois as negociações com o governo federal se arrastão a mais de três anos.
De acordo com o presidente do Sinpofac, Guilherme Delgado, a decisão de fazer greve foi considerada a última alternativa ao longo de três anos de negociação com o governo.

“ Não se trata apenas de uma reposição salarial. Estamos lutando pelo reconhecimento legal das nossas atribuições. Queremos a reestruturação da nossa carreira. Condições adequadas de trabalho para poder cumprir, com maior zelo, as nossas missões. Decidimos pela greve por que o governo nos deixou sem resposta na data marcada para que isso acontecesse, 31 de julho. Vamos fazer um movimento pacifico, ordeiro e democrático” afirmou Delgado.
Nesses três primeiros dias de greve a categoria organizou uma programação que iniciou nesta terça-feira, 08, com a entrega simbólica das armas dos agentes federais, nesta quarta-feira, 09, será realizada a “Operação Padrão” em todos os aeroportos do Brasil, onde todos os passageiros sem exceção passaram por uma minuciosa revista pessoais e em suas bagagens.

“É a forma de demonstramos para a sociedade a importância de nossos serviços. Todos os passageiros do Brasil terão a certeza que estarão viajando de forma segura, pois os agentes federais asseguraram que nenhum ilícito será transportando nas aeronaves, tipo entorpecente, contrabandos ou até mesmo explosivos” detalhou o presidente do Sindofac.

Na quinta-feira, 09, os agentes da Polícia Federal no Acre realizam uma passeata até a Assembléia Legislativa do estado do Acre, onde pretendem entregar documento detalhando todos os serviços que são prestados pela Polícia Federal no Acre, e buscam com isso apoio da bancada estadual, onde a categoria tem o deputado Jamyl Asfury como representante.

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Professores de São Gonçalo do Amarante/RN


TRABALHADORES DA EDUCAÇÃO DE SÃO GONÇALO PREPARAM INDICATIVO DE GREVE

Reunidos em assembleia na tarde desta terça-feira, dia 6, os trabalhadores da educação pública de São Gonçalo do Amarante decidiram que estão dispostos a paralisar suas atividades no próximo dia 13 de março. Convocada pelo Núcleo do Sinte/RN de São Gonçalo, a assembleia reuniu professores e funcionários no Clube dos Correios e deliberou pela realização de um ato público nesta quinta-feira (08), na Câmara Municipal, às 9 horas. Na ocasião, a categoria vai confirmar o indicativo de greve para o dia 13 desse mês.

As reivindicações de professores e funcionários seguem as mesmas desde o início da administração do prefeito Jaime Calado (PR) e os ataques aos direitos da categoria não param de acontecer. Para se ter uma ideia, a Prefeitura não está pagando nem mesmo o piso dos professores determinado em 2011, no valor de R$ 1.187 para 40 horas semanais. Agora, com o novo reajuste do piso em 22,22%, que fixou o salário em R$ 1.451, o prefeito disse que fará um levantamento das contas do município para ver a possibilidade de pagar ou não um direito garantido por uma lei federal.

Além do cumprimento da Lei do Piso, os professores lutam pelo retorno da Regência de Classe, que reduziu em 30% suas remunerações, pelo Adicional de Insalubridade para merendeiras e auxiliares de serviços gerais, reajuste de salário para os educadores, escolas com estrutura adequada, gestão democrática nas unidades de ensino e cumprimento do Plano de Cargos da categoria.

do Saúde e Educação em Luta 
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Bahia: O lugar da juventude é ao lado dos que sonham e lutam



Nas ultimas semanas os jovens e trabalhadores baianos acompanharam  com atenção e enorme interesse o desenvolvimento do movimento de greve da PM baiana. Muitos estão acostumados a ver noticías de greves de professores, bancários, rodoviários, e  outros trabalhadores.Infelizmente também é comum vermos governos como o de Wagner serem duros e inflexíveis frente as reivindicações  e utilizarem da repressão policial para derrota-los na base da violência.

A diferença é que na atual greve tratam-se de policiais militares que resolveram dar um basta ao descaso indo a greve como única forma de pressionar o governo a atender suas reivindicações.
Wagner não pensou duas vezes e tratou de criminalizar o movimento. Como dessa vez os trabalhadores em greve foram os policiais militares ele foi buscar o apoio da presidente Dilma que mandou pra cá o exército e força nacional para derrotar através da força o movimento dos PM’s.


Wagner e sua turma criminalizam os policiais em luta.

O governador Wagner assumiu uma conduta inflexível e autoritária que nos fez lembrar os sombrios anos do Carlismo. Em seus discursos, Wagner sempre buscou intimidar os manifestantes e não demonstrou nenhum interesse em negociar as suas pautas. O governador petista, um ex-sindicalista, responsabilizou os PM’s pelo caos que se instaurou  no estado , em especial Salvador , tentando com isso jogar a população contra o movimento e nos fazer acreditar que foi a greve da PM que inventou a sensação de insegurança e a violência na Bahia. Se a segurança pública baiana chegou ao caos em que se encontra hoje é por que o governo do PT  manteve a política dos tempos do Carlismo. Tanto o PT, como o PSDB/DEM pensam que segurança pública se faz com investimento em armamento e construção de penitenciárias.

Os aliados de Wagner no movimento social apressaram-se para defender o governo petista. A CUT, outrora identificada com as greves e as lutas, denunciou  a greve como um ato precipitado, uma ação inconseqüente de um setor minoritário da corporação e cobrou firmeza do governo no enfretamento com a greve.

O PT de Wagner também deu as costas para os grevistas chegando ao ponto de dizer que a greve foi uma ação orquestrada pela oposição para desestabilizar o governo em um ano eleitoral.Um verdadeiro absurdo!Este método da calúnia, da veiculação de mentiras através da mídia para desqualificar trabalhadores que lutam por seus direitos deve ser repudiado por todos , um partido que reproduz este tipo de conduta não merece nenhuma confiança.

Para completar o mosaico de lamentáveis posicionamentos a juventude do PT também nos brindou com a sua infeliz declaração. Em uma nota escabrosa a juventude petista faz uma envergonhada tentativa de isentar o governo Wagner da responsabilidade pela greve ao mesmo tempo em que reconhece que as condições de trabalho dos policiais militares não são as melhores. A juventude do PT quer nos fazer acreditar que Wagner está fazendo o possível pela segurança pública, que o governo zela pelo bem-estar dos policiais, e que neste momento ir a greve foi um ato de exagero dos PM’s da Bahia.

A juventude do PT teve a coragem de fazer um chamado para que os policiais sitiados na Assembléia legislativa entregassem suas armas e aceitassem as condições de negociação apontadas pelo governo. Foram completamente omissos frente ao cerco militar montado pelo exército e a força nacional no CAB, omissos também, frente aos atos de agressão contra familiares dos grevistas, os disparos de balas de borracha contra pessoas que apenas desejavam levar água e mantimentos para os policiais ocupados na ALBA. Para completar comemoraram entusiasticamente através das redes sociais a prisão dos líderes grevistas, a desocupação da assembleia, e a desmoralização dos grevistas feitas pela mídia, em especial a rede Globo. 

Isso mesmo, a rede Globo que no passado foi grande aliada da Ditadura contra os movimentos sociais, hoje prestou um grande serviço a Wagner e Dilma jogando a opinião pública contra a greve. Tudo isso acompanhado pelos eufóricos aplausos da juventude petista.  

O que a juventude do PT  deveria explicar  é como o mesmo governo que diz não ter condições de implementar já a GAP IV e V(reivindicações da greve)  tem gastado bilhões com as obras da copa, outros tantos milhões com propaganda  para vender pro Brasil e o mundo a imagem de uma Bahia que não existe?
Agora estão todos desesperados com a possibilidade do impasse causado pela greve prejudicar o carnaval, o mesmo carnaval que há muito tempo se tornou uma festa para empresário ganhar dinheiro enquanto o povo fica só olhando, de fora da corda é claro.

Triste a realidade da envelhecida juventude do PT. Jovens precocemente acostumados aos gabinetes, tão identificados com figuras como José Dirceu, Palocci e Berzoini, e tão distantes das lutas e dos interesses da juventude que dizem representar. 

O lugar da juventude é ao lado dos que sonham e lutam.

A juventude que carrega nos corações e mentes o desejo de mudança e da construção de uma nova sociedade mais justa e igualitária em nada pode se identificar com o autoritarismo de Wagner, a traição do PT, e o conformismo envelhecido da juventude petista.

A juventude do PSTU acredita que através da mobilização e da luta é possível mudar nossas vidas. Solidarizamos-nos com a luta dos diversos movimentos sociais, partilhamos e construímos lado a lado suas pautas e lutas.

Sentimos na pele por diversas vezes a violência da repressão as greves, passeatas, e manifestações. Na experiência do cotidiano das lutas, ou mesmo no dia a dia do jovem negro da periferia sabemos que a Instituição policial é o braço armado de um Estado que pertence há uma classe que nos oprime e explora.  Mas não podemos esquecer que dentro da Instituição policia militar existem trabalhadores, também explorados.  Aqui falamos dos policiais, não os confundimos com os comandantes da alta oficialidade, estes policiais que fizeram a greve são trabalhadores e tem direito de lutar por melhores condições de trabalho.

A juventude da Bahia, em especial aquela que mora nas periferias de cidades como Salvador, quer andar pelas ruas, pegar um ônibus, ir a escola ou ao trabalho sem temer pela própria vida. A juventude quer viver e ao invés de insegurança queremos cultura e condições dignas de vida. Os policiais militares foram a greve por que são trabalhadores precarizados, com péssimos salários, com péssimas condições de trabalho, dentro de uma arcaica estrutura militar que não lhes permitem ser agentes promotores da segurança.

A repressão a greve deve ser combatida com a solidariedade dos estudantes, professores, carteiros, operários, rodoviários, trabalhadores homens e mulheres que não se curvam frente à opressão e o autoritarismo. Os policiais militares precisam sentir esse apoio, precisam saber que enquanto os seus Oficiais e comandantes (os mesmos que tantas vezes já lhes deram ordem para reprimir greves) estão de braços dados com o governador negando a anistia aos presos políticos, arquitetando a sua condenação pelo simples fato de terem ido a luta por seus direitos,  os jovens e os trabalhadores estão ao seu lado.

A juventude trabalhadora, em especial os jovens negros e negras, cotidianamente vitimados pela repressão nos bairros da periferia de Salvador e das grandes cidades brasileiras não podem ter duvidas sobre de qual lado ficar diante da repressão e criminalização de trabalhadores. Precisamos se posicionar ao lado dos PM’s, exigindo que os presos políticos de Wagner sejam soltos e anistiados! É hora de cercar da mais ampla solidariedade os trabalhadores reprimidos, a juventude do PSTU entende que essa é uma bandeira que deve ser assumida por todo o movimento estudantil, pelos centros acadêmicos, grêmios, DCE’s, e também pelos jovens trabalhadores.

Pela liberação dos presos políticos do governo do PT!
Abaixo a criminalização e a repressão dos movimentos sociais!

do PSTU BAHIA 

Juventude do PSTU.


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