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SP: Ana Luiza questiona na Justiça doações milionárias de empreiteira a candidatos


A construtora OAS possui contratos avaliados em R$355 milhões com a prefeitura de São Paulo e seria parte interessada nos rumos da política do município.
A candidata do PSTU à prefeitura de São Paulo, Ana Luiza, entrou na Justiça para que os recursos da construtora OAS, doados a diferentes candidatos e campanhas, sejam bloqueados e considerados abusos de poder econômico. O pedido de liminar é contra a própria empresa e os diversos partidos que receberam o financiamento da construtora, como o PT (Haddad), PSDB (Serra), o PRB (Russomano), PC do B, PMDB e DEM. A ação judicial é mais uma medida para denunciar a relação promíscua entre prefeituras e empresas privadas na administração da cidade.
A OAS possui contratos avaliados em R$355 milhões com a prefeitura de São Paulo e seria parte interessada nos rumos da política do município.  Nestas eleições, a construtora já doou o exorbitante montante de R$18 milhões , que direta ou indiretamente financiam às campanhas dos principais candidatos na disputa eleitoral de São Paulo. O valor é mais que o dobro da campanha que mais arrecadou na cidade, a do candidato José Serra (PSDB). Um “investimento” a ser cobrado depois das eleições.
A ação judicial argumenta que “quando tal empresa, que tem interesses na administração pública, financia uma campanha eleitoral, portanto, há afronta a moralidade administrativa, no termos da Constituição Federal”.  A cada escândalo de corrupção fica evidente que o financiamento de campanha tem se demonstrado como um mecanismo das empresas doadoras obterem vantagens e privilégios nas negociações com o candidato vencedor. Segundo a candidata Ana Luiza, “o financiamento de campanhas pelas empreiteiras é a moeda de troca nas licitações municipais e o caminho aberto para a corrupção. O prefeito eleito com o ‘investimento’ das empreiteiras governará para estas empresas que pagaram a sua campanha. Além disso, esses candidatos são privilegiados frente à candidaturas que não se vendem aos grandes empresários”.
Neste sentido, a ação judicial requereu que os recursos doados pela OAS nesta campanha eleitoral sejam bloqueados e um Inquérito Judicial para apurar preventivamente eventual abuso de poder econômico seja aberto, bem como o Ministério Público acompanhe o processo.
Veja aqui a Representação Eleitoral.
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Ato denuncia os incêndios nas favelas de São Paulo, nesta quarta- feira (26)


 Nesta quarta-feira (26), um protesto denuncia os incêndios que vêm ocorrendo em favelas na cidade de São Paulo. Será em frente à Câmara Municipal. A manifestação ocorrerá às 12h e contará com a presença de representantes de várias comunidades atingidas, e com o apoio de movimentos populares e sindicais. O membro da CSP-Conlutas Magno Carvalho irá participar e representará a Central.


A manifestação acontece no horário de mais uma reunião da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos Incêndios, que investiga causas e responsabilidades de incêndios ocorridos na capital paulista. Entretanto, desde que foi instaurada, há cinco meses, esta CPI não avançou na apuração deste fato cujo resultado tem sido e expulsão de forma cruel de milhares de famílias de suas moradias.

Somente em 2012, quase 40 incêndios atingiram favelas em São Paulo. Os governos do PSDB e PT nas esferas municipais e federal fecham os olhos para os mais pobres ao ignorar o sofrimento dessas famílias.

Essas comunidades encontram-se em regiões onde há plena valorização imobiliária, portanto, na mira de grandes empreendimentos por parte das construtoras e dos governos. Uma situação que levanta suspeitas de que essas ações são criminosas.

O que ocorre na capital paulista segue a mesma lógica do que ocorreu em São José dos Campos (SP) onde milhares foram despejados de suas casas e, em sua maioria, continuam sem abrigo.

A criminalização da pobreza também é vista no assassinato desenfreado de jovens da periferia. 

Esses incêndios que se espalham nas comunidades de São Paulo e o assassinato de jovens negros nas periferias confirmam a política de higienização aplicada pelos governos do PSDB e PT contra os mais pobres.

Fonte: http://cspconlutas.org.br 
(Com informações do MTST)
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São José dos Campos: Metalúrgicos decidem intensificar greves na região

Os metalúrgicos decidiram, em Assembleia Geral, realizada sábado, dia 15, pela intensificação das greves na categoria. Trabalhadores de todos os setores vão lutar por acordos superiores aos que estão sendo propostos pelos grupos patronais nas rodadas de negociação. 

E as paralisações já começaram. Nesta segunda-feira, dia 17, os metalúrgicos da Wirex Cable, em Santa Branca, entraram em greve para reivindicar reajuste no abono, que hoje está em R$ 1.400. Eles também rejeitaram a proposta patronal de 7,5% de reajuste. A fábrica é do setor de trefilação e possui 425 funcionários. 

Ao longo da semana, metalúrgicos de outras fábricas devem engrossar as mobilizações para pressionar os patrões a avançarem nas negociações. 

Nos outros setores, as propostas patronais ficaram da seguinte forma:

Grupo 2 – Máquinas e Eletroeletrônicos – 5,39%

Grupo 3 – Autopeças e Forjaria – 5,39%

Grupo 8 – Trefilação, Refrigeração, Laminação e Materiais Ferrosos – 7% para empresas com até 50 trabalhadores. Acima disso, 7,5%. 

Grupo 10 – Bélico, lâmpadas, oficinas mecânicas e funilarias – ainda não apresentou proposta.

Setor aeronáutico – 4,58%, referente à inflação dos últimos 10 meses (no ano passado, a data-base do setor era novembro e este ano passou para setembro. Por isso, será considerado um período menor de inflação)

Estamparia - 7% para empresas com até 50 trabalhadores. Acima disso, 7,5%. 

Fundição – 7,5%. 

“Vamos fazer um chamado a todos os metalúrgicos do estado de São Paulo para que se somem a nossa luta. A unidade será fundamental para ganharmos mais força em nossa luta por reajustes maiores”, afirma o vice-presidente do Sindicato, Herbert Claros da Silva.

Fonte: http://www.sindmetalsjc.org.br
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Catanduva e mais 19 municípios estão proibidos de queimar cana

Como previsto, a Companhia Ambiental de São Paulo (Cetesb) divulgou neste domingo a proibição da queimada da palha de cana de açúcar em mais 499 municípios do interior do estado, entre eles Catanduva e mais 19 cidades que fazem parte da região. 

Na última sexta-feira, a Companhia já havia comunicado através da resolução SMA 32, publicado em maio deste ano, referente à queima de cana, a proibição de 124 cidades do interior paulista por apresentarem a umidade do ar abaixo de 20%. 

Em Catanduva e em mais 16 cidades vizinhas, o monitoramento do ar havia calculado entre quinta e sexta-feira, o índice de 21%, o qual teve queda neste domingo, dia 9, para 18%. Embaúba, Cajobi e Pirangi, que já haviam sido listadas em comunicado anterior, apresentaram ainda mais redução na umidade do ar. Neste domingo o índice calculado foi de 16%, já São José do Rio Preto registrou o menor índice, com 15%. 

Dentre os 499 municípios que estão proibidos da queima estão: Ariranha, Cajobi, Catanduva, Catiguá, Elisiário, Embaúba, Ibirá, Irapuã, Itajobi, Marapoama, Novais, Novo Horizonte, Palmares Paulista, Paraíso, Pindorama, Pirangi, Sales, Santa Adélia, São José do Rio Preto, Tabapuã e Urupês. Fora da região também estão listados os municípios de Ibitinga, Fernando Prestes, Itápolis e Taquarintiga. 

A proibição é para todos os horários, sem exceção; as demais cidades não listadas devem cumprir a resolução SMA 32/2012 – que determina que desde junho a 30 de novembro, a queima da palha da cana-de-açúcar fica proibida das 6 às 20 horas. 

A proibição determinada pela Cetesb se deve ao fato de a umidade relativa do ar ter ficado abaixo de 20% nessas localidades, algo que resulta em estado de alerta, com a probabilidade de incêndios e risco de afetar ainda mais os moradores destas localidades com doenças respiratórias. 

De acordo com a resolução, sempre que o teor de umidade relativa do ar for inferior a 20% , a queima da palha da cana-de-açúcar será suspensa em qualquer período do dia, ficando sem validade os comunicados de queima previamente encaminhados.

A retomada da queima da palha da cana-de-açúcar no período das 20 horas às 6 da manhã ocorrerá quando a umidade relativa média atingir índices iguais ou maiores que 20%, voltando a ter validade os comunicados de queima registrados no site da Secretaria de Estado do Meio Ambiente. A retomada da queima poderá ser feita após a divulgação da interrupção da suspensão.

A proibição passou a ser válida desde desta segunda-feira, dia 10. Os municípios foram comunicados desde as 18 horas do domingo. 

Além da proibição da queimada de palha de cana-de-açúcar, a Cetesb orienta para que os cidadãos denunciem também veículos que emitem fumaça em excesso, através do 0800 11 35 60 e nos sites da CETESB e da SMA. A emissão também prejudica a qualidade do ar, neste período de seca.

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Metalúrgicos da GM rejeitam proposta de reajuste de 8,24%

Cerca de 5.500 trabalhadores da fábrica General Motors de São Caetano recusaram, ontem em assembleia, a proposta feita pela montadora: 8,24% de reajuste salarial (sendo 5,39% de reposição da inflação e 2,85% de aumento real) a partir de 1º de outubro, mais abono de R$ 3.250 a ser pago dia 14. A reprovação do índice foi unânime nos três turnos.

Apesar da base em São Caetano rejeitar a proposta, os 7.500 funcionários da GM na planta em São José dos Campos (interior paulista) aceitaram o aumento. "A partir desse momento continuaremos a luta sozinhos", explica o presidente interino do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano, Francisco Nunes Rodrigues.

Após a assembleia realizada na tarde de ontem, a direção do sindicato comunicou à montadora norte-americana que houve recusa da categoria. Diante da rejeição, a GM solicitou à entidade que aguarde convocação hoje, durante o período da manhã, para futura negociação com a diretoria. "Caso não haja acordo no encontro com a empresa, vamos pensar em realizar outra assembleia na quinta-feira para definirmos os rumos da campanha deste ano", pontua Nunes.

O dirigente sindical conta que, ao todo, a GM apresentou 14 propostas diferentes na mesa de negociação, dessas, 12 foram recusadas durante a própria reunião entre as partes. "Os 8,24% foram o melhor índice que conseguimos. Mas, se os trabalhadores reprovaram, estamos com eles. A categoria é quem manda e vamos fazer de tudo para alcançar as expectativas da base trabalhista", afirma Nunes.

Na semana passada, a categoria, reunida na porta da fábrica, considerou insuficiente o percentual de 7,5% (somados a reposição da inflação, de 5,2%, e o aumento real) e abono de R$ 2.500 oferecidos pela montadora. A recusa da proposta também foi unânime. Em 2011, os trabalhadores conquistaram reajuste de 10,8% e abono de R$ 3.000.

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Quem deve governar Campinas?


Estamos às vésperas de mais uma eleição municipal e nestes momentos o interesse da população sobre quem vai governar a cidade torna-se um dos principais pontos de discussão nos locais de trabalho, escolas e bairros.

Principalmente em Campinas, depois de ser desvendado o esquema de corrupção que atingia os altos postos da prefeitura, de serem derrubados pela Câmara Municipal o ex-prefeito Dr. Hélio (PDT) e seu vice Demetrio Villagra (PT) e de assumir o posto, em eleição indireta, Serafim (PDT) pelo voto de 23 vereadores. Tudo isso em poucos meses.

Para nós, socialistas, isto também é muito importante. Mas, devemos responder à pergunta “quem vai governar Campinas” com outra: “Qual classe social vai governar Campinas?”. Até hoje, inclusive no período de governo do PT, apenas uma classe social esteve no comando: a burguesia, isto é, os donos das fábricas, bancos, escolas privadas, os donos das grandes fortunas e dos grandes negócios. Aqueles que faturam milhões à custa de pessoas que trabalham por salários, na maioria das vezes, muito baixos.

Dizemos inclusive no governo do PT porque, quando o Toninho foi eleito em 2000, após uma linda campanha pelos bairros da cidade, da qual o PSTU orgulhosamente fez parte, acendeu a esperança de todos de que, “agora os trabalhadores vão governar”. Porém o que se viu foi uma sucessão de atos favoráveis à burguesia, desde o aumento das passagens de ônibus bem acima da inflação, ainda no primeiro ano de gestão, até a política de aumento zero para o funcionalismo, no período em que Isalene esteve à frente da prefeitura.

No entanto, foi lançada uma ideia nova, que empolgou muita gente: o Orçamento Participativo (OP), pelo qual a população seria chamada para opinar sobre o uso da verba da prefeitura e a construção de seu orçamento. No programa eleitoral de governo do PT estava escrito:

"Outra questão fundamental no OP é a discussão de todo o orçamento. A população não pode ser subestimada na sua capacidade de gestão. É preciso abrir todo o orçamento, os gastos de pessoal, serviços essenciais, investimentos e projetos de desenvolvimento, bem como os recursos extraorçamentários disponíveis para financiamento (…)"

O Orçamento Participativo na prática.

O OP, concebido dessa forma, seria uma arma importantíssima para a “inversão das prioridades” na cidade, como pregava o programa do PT. No entanto, o que se pôs em prática estava muito longe dessa promessa.

A área de ação do OP foi, de fato, 100%… mas apenas da parte do orçamento relativa aos novos investimentos, o que girava em torno de 5% do orçamento total. Os “gastos de pessoal”, por exemplo, estão fora desse item. E o PT[1] aproveitou para reduzir tais gastos, passando de 55% do orçamento em 2003 para 52% em 2004 e abrindo as portas para uma redução ainda maior (43%) no primeiro ano de gestão do Dr. Hélio, que era apoiado pelo PT.
A mesma coisa aconteceu com os “serviços essenciais”. Estes continuaram entregues às empresas privadas de ônibus, de coleta de lixo, ao mesmo tempo em que a dívida do município era paga religiosamente aos agiotas de sempre: bancos e especuladores de títulos públicos. Em 3 anos (2001 a 2003) o PT pagou, entre juros e encargos, um bilhão de reais, enquanto a dívida aumentava, de janeiro a outubro de 2002, de 1,18 bilhão para 1,27 bilhão.
O OP não teve o direito de opinar em nenhum desses assuntos. Ficando reduzido a uma fatia minúscula do bolo, o OP não cumpriu o papel ao qual se destinava, de se fazer um governo voltado aos trabalhadores, enquanto a burguesia continuou tendo papel ativo na definição da fatia maior, os 95% do orçamento, através da câmara dos vereadores, de sua influência econômica e, é claro, através da corrupção.

É por isso que duas estudiosas afirmam a respeito do OP:

"A disputa sobre os investimentos não é a principal disputa sobre a renda no município. Os grandes poderes econômicos estão principalmente ligados ao capital agrícola, industrial, imobiliário, ao transporte coletivo. Seu interesse decide-se mais na definição de regras de parcelamento do solo (urbano ou rural), nas licitações (grandes obras, coleta e destinação do lixo, transportes), nas isenções de impostos (IPTU e ISS) para indústrias, clubes. Estes setores não precisam do OP para garantir seus ganhos.(Maria do Carmo Carvalho e Débora Felgueiras)"

Outro aspecto do OP é a forma em que foi concretizado. Na prática, faziam-se duas assembleias gerais por ano, por regiões, nas quais se elegiam representantes e se aprovavam as principais demandas. A partir daí era composto um conselho municipal  (COP) de 100 membros e um comitê executivo de 3 pessoas. Uma estrutura vertical de deixava de fora a participação popular na maior parte do ano. Além disso, o COP de Campinas foi dominado por pessoas com altos salários e com formação superior, um espelho bem deformado da população campineira. 72% dos conselheiros tinha renda acima de 4 salários mínimos (entre estes, 40% tinha renda superior a 8 SM) e 48% tinha curso superior. Apenas 3,7% tinha renda até 2 SM, que é o que recebe a maioria da população.

Por fim, o movimento sindical tinha uma participação de apenas 4% to total. Isto é, dos 100 conselheiros do COP, apenas 4 eram ativistas sindicais. A participação da juventude também era bem pequena, de apenas 6% de jovens entre 16 e 25 anos. E a participação das mulheres ficava abaixo de sua presença real na população. Apenas 30% dos membros do COP eram mulheres.

Com este quadro, não se poderia esperar coisas diferentes do que aconteceram. Em 4 anos de governo do PT, 3 anos com greves longas dos trabalhadores municipais, aumentos da passagem de ônibus bem acima da inflação e degradação dos serviços públicos (que os 7 anos de governo do Dr. Hélio terminaram por devastar). Ao mesmo tempo, nenhum ataque aos lucros dos patrões, que continuaram enriquecendo sem nenhum problema.
Hoje o OP ainda existe, mas não passa de mais uma arma eleitoral nas mãos de quem está na prefeitura.

A proposta do PSTU: conselhos populares que decidam sobre 100% do orçamento e da gestão dos serviços.

O OP parte do conceito de “cidadania”. Isto é, não faz distinção entre trabalhadores e patrões, entre explorados e exploradores, tentando passar a mensagem de que é possível governar para ricos e pobres igualmente. É a mesma mensagem que os patrões tentam passar a seus “colaboradores” (os trabalhadores explorados) de que “devemos todos vestir a camisa da empresa”, ou que “estamos todos no mesmo barco”.

O PSTU parte de um conceito oposto. O conceito de classe para analisar a sociedade, classes irreconciliáveis. De um lado os patrões, de outro os trabalhadores. Se um ganha, o outro perde. Não há como conciliar interesses, principalmente na esfera econômica, pois qualquer aumento de salário dos trabalhadores reduz o lucro dos patrões, qualquer aumento de gastos sociais no orçamento reduz a parte que vai para os serviços terceirizados ou o pagamento da dívida aos banqueiros. E não há como mudar esta realidade no capitalismo.

Então, para responder à pergunta “qual classe deve governar a cidade”, nós respondemos: os trabalhadores e a população pobre. E aprender com os fatos passados, inclusive com a experiência do OP, pode fazer-nos mais fortes para enfrentar as dificuldades que virão num possível governo do PSTU.

Para isso, a participação popular no governo deve ser nossa prioridade. Não apenas em assembleias duas vezes por ano. Mas permanentemente. Para isso, vamos incentivar a formação de Conselhos Populares organizados pela própria população, com funcionamento contínuo, e que terá sob sua responsabilidade deliberar, não apenas sobre a aplicação de 100% do orçamento da cidade, mas também discutir as principais questões políticas enfrentadas pela prefeitura. Por exemplo, frente à Lei de Responsabilidade Fiscal, aprovada no Congresso Nacional, que determina os gastos das prefeituras; ou frente à política de acumular superávit do governo federal (isto é, economizar no orçamento para pagar a dívida pública), o que faz com que o repasse federal às prefeituras seja cada vez menor.

Também, teremos que desenvolver mecanismos políticos que impeçam que os Conselhos sejam dominados por representantes da burguesia, incentivando a participação dos trabalhadores mais pobres, das mulheres trabalhadoras e da juventude. Também precisaremos criar meios de aumentar a participação do movimento sindical, quebrando a barreira que existe entre a luta salarial através dos sindicatos e as lutas nos bairros por melhores condições de vida. Queremos que diretores de sindicatos, cipeiros, membros de comissões de base, grevistas, moradores de ocupações tomem conta dos Conselhos, aliados à população pobre e carente das periferias da cidade.

Para isso, é necessário começar desde já, sem esperar que o PSTU ganhe a eleição. A tarefa de criar Conselhos, embora possa ter um incentivo importante com a vitória de um partido socialista nas eleições, como o PSTU, é uma tarefa que passa por fora do poder constituído, é uma tarefa dos trabalhadores e dos movimentos sociais para construírem seu poder autônomo e independente da burguesia e de suas instituições.
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Nota:

[1] Embora o PSTU tenha feito campanha coligado com o PT, não fez parte de seu governo.


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São José dos Campos - 29 de Agosto!


Encontro com os candidatos à
prefeitura de São José dos Campos

            A ALESTE (Associação Amigos da zona Leste de São José dos Campos), a SAVIVER (Sociedade Amigos da Cidade Vista Verde), o Sindicato dos Petroleiros de São José dos Campos – filiado à FNP (Federação Nacional dos Petroleiros) – vão realizar um Encontro com os candidatos ao cargo de prefeito de São José dos Campos. O evento será no dia no próximo dia 29 de agosto, às 19h, na sede do Sindipetro-SJC, que fica à Rua das Azaleias, nº 57, Jardim Motorama, na zona leste de São José dos Campos.
            A proposta do Encontro é possibilitar aos eleitores da região conhecer e questionar os candidatos sobre assuntos sempre discutidos nas reuniões das associações de moradores, como: infra-estrutura local, saúde, poluição etc. Além disso, essa será uma oportunidade para iniciar uma relação entre a comunidade da região e os candidatos ao executivo municipal.


Encontro com os Candidatos
Zona Leste
Temas
MEIO AMBIENTE
·         O Ar que respiramos;
·         A Água que bebemos;
·         APP’s e APA’s (Nosso patrimônio Ambiental);
·         Reflorestamento de nossos parques com árvores Nativas de Planalto;
·         Nascentes e córregos (desassoreamento e reflorestamento).

SAÚDE
·         UBS’s e UPA’s;
·         Dispersão de poluentes na área de entorno da planta da Petrobras;
·         Empresas e a sua responsabilidade social;
·         Saneamento básico.

HABITAÇÃO
·         O problema da habitação para renda de zero a três salários mínimos;
·         Bairros irregulares e novos loteamentos populares.

INFRAESTRUTURA VIÁRIA
·         Asfaltamento dos corredores de ônibus;
·         Eco Campos de São José;
·         Interligação da Estrada do Cajuru com a Tamoios e a Carvalho Pinto;
·         Asfaltamento do trecho que falta da Estrada Ant. Frederico Ozanan.

SOCIAL -EDUCAÇÃO
·         Bibliotecas públicas com internet nas praças de recreação dos Bairros;
·         Implantação da Coleta Seletiva na Zona Leste;
·         Implantação do Centro de Zoonose na Zona Leste.
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Benzeno: A Moção de Cruzeiro.

À Comissão Permanente do Benzeno 

Ref.: Moção

Ilmo. Sr., 

Encaminhamos a moção abaixo aprovada durante o III Encontro Estadual de Grupo de Trabalhadores do Benzeno (GTB) e Comissões Regionais do Benzeno - Regiões do ABC, da Baixada Santista, de Campinas, e do Vale do Paraíba, realizado nos dias 16 e 17 de fevereiro de 2011, na cidade de Cruzeiro, região do Vale do Paraíba.

O evento foi organizado pelas instituições: Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo, por meio da Divisão de Vigilância Sanitária do Trabalho, Grupo de Vigilância Sanitária de Santo André/SP, Centro de Referência em Saúde do Trabalhador de Cruzeiro/São Paulo, FUNDACENTRO, Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo, Sindicatos dos Petroleiros de São Paulo e de São José dos Campos e do Sindicato dos Metalúrgicos de Santos.

Estiveram presentes aproximadamente 100 pessoas representantes de empresas, de trabalhadores (GTB, CIPA), de sindicatos, de órgãos públicos da área de saúde (CVS/DVST, GVS, VISA, CEREST), da área do trabalho (FUNDACENTRO, SRDT/SP) e de trabalhadores de empresas terceirizadas que prestam serviços às que manipulam benzeno.

Moção

Tendo em vista:

- Os avanços encontrados nas empresas cadastradas devido ao Acordo e a Legislação do Benzeno, com relação ao controle da exposição dos trabalhadores a este agente, especialmente nas áreas industriais onde a sua presença ocorre em concentração igual ou acima a 1%;

- A necessidade de garantir que estes mesmos avanços sejam ampliados para outras situações onde a concentração do agente seja inferior a 1%, para proteção da saúde dos trabalhadores, Propomos que a aplicação do Acordo e Legislação do Benzeno seja ampliada a todas as empresas onde possam ocorrer produtos contendo o agente em concentração de 0,5 % ou acima.

Atenciosamente, 

Organizadores do evento: José Augusto Mendes - Coordenador do CEREST de Cruzeiro, Danilo Costa - Comissão Estadual do Benzeno de São Paulo e Comissão Regional da Baixada Santista, Kátia Cheli Kanasawa - Comissão Regional do Grande ABC, Elizabeth Trevisan - Comissão Regional de Campinas, Nilson Bertarelli - DVST/CVS, Divisão de Vigilância Sanitária do Trabalho/Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo e Valéria Ramos Soares Pinto - FUNDACENTRO, Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo.












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Metalúrgicos garantem vitória à CSP-Conlutas

Os metalúrgicos decidiram e a CSP-Conlutas venceu a eleição do Sindicato, com 58% dos votos válidos. A chapa vitoriosa é encabeçada pelo atual diretor Antonio Ferreira de Barros, o Macapá, trabalhador da GM. 

Na apuração, ocorrida na última sexta-feira, dia 3, o clima de euforia tomou conta do ginásio, entre militantes, trabalhadores e dirigentes sindicais, reforçando o caráter democrático da eleição. 

Todo o processo eleitoral, da coleta à contagem dos votos, foi acompanhado por representantes das duas chapas. A Chapa 2, da CTB, ficou com 42% dos votos. A apuração ocorreu no ginásio da Escola Estadual João Cursino.

Votação expressiva

A eleição teve uma das votações mais expressivas dos últimos anos, com a participação de 11.638 trabalhadores associados. 

A Chapa 1, representada pela atual diretoria, saiu vitoriosa na ampla maioria das fábricas. Foram 6.551 votos para a Chapa 1 contra 4.806 para a Chapa 2. Foram registrados 130 votos brancos (1,11%) e 151 votos nulos (1,13%).

Com o resultado, a CSP-Conlutas, à qual o Sindicato se filiou em 2004, dá continuidade à sua trajetória à frente de um dos maiores sindicatos da categoria metalúrgica no país, com 43 mil trabalhadores em sua base.

“Foi uma batalha importante. Democraticamente os trabalhadores decidiram o futuro da entidade. Agradecemos a toda a categoria pela participação no processo eleitoral e pela confiança no projeto da atual diretoria e da CSP-Conlutas”, afirma o presidente Macapá.

“Agora é seguir adiante, com a unidade de todos os trabalhadores, para a categoria se defender dos ataques das empresas e dos governos. A categoria precisa sair mais unida desta eleição”, disse. 

A nova diretoria toma posse no dia 23 de maio. 

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Trabalho escravo é energia renovável?!


Funcionários relataram que não recebem salários há dois meses, que trabalham das 7h às 22h e que a empresa não deposita o FGTS e não concede férias 
RIBEIRÃO PRETO - Representantes do Ministério Público do Trabalho (MPT) e auditores fiscais do Ministério do Trabalho flagraram nesta terça-feira, 6, um grupo de oito bolivianos em condições degradantes na fábrica Biodiesel Brasil, em Pradópolis (SP). Eles trabalhavam no processo de decantação do óleo de cozinha que a fábrica utiliza na produção do combustível e apontaram, como o responsável pela empresa, Miguel Joaquim Dabdoub, um dos pioneiros da produção de biodiesel em escala industrial no Brasil e professor da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto (SP).
Dabdoub admitiu ter iniciado o projeto da unidade e ter trazido os bolivianos para trabalhar na construção e no começo da operação da fábrica. Mas, segundo ele, a unidade foi vendida para uma empresa chamada Energea, há seis meses. "Eu tenho documentos que comprovam o negócio e não posso mais responder por eles (bolivianos)", disse. AAgência Estado não conseguiu localizar os representantes da Energea.
Os bolivianos relataram que não recebem salários há dois meses, que não receberam décimo terceiro salário de 2011 e ainda que a companhia não depositaria o FGTS e não concederia férias aos funcionários. Além disso, dois bolivianos teriam relatado a retenção de documentos, o que impossibilitaria o retorno deles ao País de origem.
Segundo a procuradora do MPT de Ribeirão Preto Regina Duarte, os bolivianos informaram ainda que trabalham das 7h às 22h, de segunda-feira a sábado, e das 7h às 12h no domingo. "O pior foi o alojamento dos funcionários, um galpão improvisado, com ratos, sem comida e com um dos funcionários dormindo ao relento", disse Regina. O alojamento foi fechado e os bolivianos, com ajuda da prefeitura de Pradópolis, encaminhados a um hotel na vizinha Jaboticabal (SP).
"Eles ficarão lá por conta do proprietário da empresa, que ainda não foi localizado", disse a procuradora. "Apenas uma advogada iria lá, mas não tinha aparecido ainda", completou. Ela não soube informar se os bolivianos tinham visto de permanência ou de trabalho no Brasil. "Vamos marcar uma audiência com o empregador para quinta-feira, às 15 horas", explicou.
Já o auditor fiscal do trabalho Edson Bim, que acompanhou a operação, informou que toda a documentação da empresa e dos funcionários terá de ser apresentada até a próxima segunda-feira. "Com isso, queremos apurar se a situação dos empregados era legal", disse.
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Reta final para a eleição do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos


Está em curso uma das eleições sindicais mais importantes do país, na região do Vale do Paraíba. Entre 29 de fevereiro e 1º de março, os metalúrgicos de São José dos Campos e Região escolherão a nova diretoria do seu sindicato, para o período de 2012 a 2015


Neste ano, apenas duas chapas estão inscritas. A Chapa 1, da CSP-Conlutas, e a chapa 2, da CTB (Central dos Trabalhadores do Brasil). A convenção da Chapa 1, no dia 14 de janeiro, mostrou a importância da democracia operária na escolha dos nomes e do debate de programa. Os metalúrgicos formaram uma chapa representativa, composta por 41 membros das principais fábricas, como GM, Embraer, TI-Automotive, Heatcraft, Hitachi, Eaton, Avibras, MWL, Wirex Cable e Swisbras.

O candidato a presidente escolhido foi Antonio de Barros, o “Macapá”, operário da General Motors. O candidato a vice-presidente é Herbert Claros, da Embraer. Os dois são militantes do PSTU.

Além da construção democrática e representativa, a Chapa 1 expressa a continuidade de um projeto de sindicato comprometido com a defesa rigorosa dos direitos dos metalúrgicos, voltado para os interesses imediatos e históricos dos trabalhadores.

Formada por diretores e cipeiros de grande prestígio na base, a Chapa 1 é uma fusão de experiência com a renovação, reunindo ainda novos ativistas, que refletem a juventude e a organização de base do sindicato.

Na raiz do programa da Chapa 1 está a tradição de lutas, mobilizações, independência de classe, democracia operária e internacionalismo. Marcas que fizeram do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região uma referência nacional para o movimento operário combativo e a própria CSP-Conlutas. É essa tradição operária e história de lutas que a Chapa 1 defende nas eleições.

Chapa 2 é apoiada pelos patrões

A Chapa 2 é formada por candidatos provenientes de outras centrais, que foram derrotados nas últimas eleições. Agora se agruparam na CTB como forma de lançar uma cara nova que não esteja associada à velha burocracia defensora do Banco de Horas na região. Mudou a face, mas a essência continua a mesma.

No contexto das eleições, os patrões, a grande imprensa e a prefeitura de São José dos Campos, do PSDB, estão em verdadeira campanha contra o Sindicato. Quase todos os dias a imprensa local cospe matérias e artigos que tentam atingir o sindicato através da criminalização das lideranças do Pinheirinho, particularmente contra um de seus coordenadores, Valdir Martins, o Marrom, que também é diretor do sindicato.

Outro forte ataque parte do prefeito Eduardo Cury, do PSDB, que desde novembro está aterrorizando a população e os trabalhadores com a idéia de que enquanto a atual diretoria continuar no sindicato, nenhuma empresa investirá na cidade. Essa cantilena é repetida constantemente pelo empresariado da região.

Mas a ofensiva mais dura está partindo da GM, que está demitindo a conta-gotas os trabalhadores, buscando criar um clima de terror na fábrica, na covarde e desesperada tentativa de dividir os trabalhadores e amedrontá-los às vésperas das eleições sindicais.

Vários chefes e supervisores usam broches e camisetas da chapa da CTB, procurando com isso intimidar os trabalhadores a votarem na chapa preferida pela GM. Há relatos de trabalhadores que foram assediados pelos chefes a não votar na chapa do Sindicato, sob risco de “fecharem a fábrica”. Com isso a chefia da GM transformou-se no principal cabo-eleitoral da oposição ao Sindicato na fábrica.

Todo apoio à Chapa 1



O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região possui uma enorme importância para a região e as lutas dos trabalhadores do país. Durante anos esteve presente nas lutas decisivas dos trabalhadores no Brasil e se somou a diversas iniciativas em defesa dos trabalhadores de outros países.

Este é um momento decisivo para defender esse instrumento de luta a serviços dos interesses dos trabalhadores, que têm resistido a diversas tentativas de retirada de direitos e rebaixamento salarial, ao contrário do que ocorre em outras regiões, onde os sindicatos são dirigidos pela CUT e CTB.

É hora das entidades combativas, classistas e independentes e dos ativistas se somarem na defesa desse importante instrumento de luta, apoiando política e financeiramente a Chapa 1. 

Felix Man, de São José dos Campos (SP)


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Pinheirinho: Suplicy e Aloysio batem boca


Na audiência pública realizada  pela Comissão dos Direitos Humanos do Senado houve bate-boca entre os senadores Eduardo Suplicy (PT) e Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), ambos de São Paulo, por causa da desocupação do bairro do Pinheirinho, em São José dos Campos.

Aloysio Nunes acusou os senadores Suplicy e Paulo Paim (PT-RS) de politizarem o episódio para favorecer o partido nas eleições municipais. Como argumento, o senador tucano disse que nenhuma atitude foi tomada pela CDH quanto a desocupações ocorridas no Distrito Federal e no Acre, cujos governadores são do PT. Paulo Paim, que é presidente da comissão, estava ausente.

"É um procedimento unilateral que visa a instrumentalizar a comissão por partidos políticos, no caso o PT, e outros grupos, como o PSTU, que o usa para terceirizar seu radicalismo", disse Aloysio Nunes. Ele chamou os líderes comunitários dos que foram desalojados de "parasitas", atribuindo a eles "a radicalização, o circo", dias antes da reintegração da posse da área.

A audiência na CDH foi convocada para que fossem ouvidos os líderes comunitários, o prefeito de São José dos Campos, Eduardo Cury (PSDB), o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador Ivan Sartoni, e líderes comunitários envolvidos com o movimento de resistência criado no bairro do Pinheirinho. Na ação, foram tiradas 1,6 mil famílias da área, num total de cerca de 6 mil pessoas.

"Tinha gente querendo brincar de insurreição, pseudorrevolucionários prontos para radicalizar", atacou Aloysio Nunes. Segundo o senador tucano, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB)), não mandou um representante para a audiência de hoje porque sabia que ali haveria um "teatro" dos que desejam explorar politicamente o episódio.

O senador Eduardo Suplicy protestou. Aos gritos, pediu que Aloysio Nunes tivesse a "dignidade de ver as cenas de barbaridades que aconteceram no local". Suplicy anunciou que poderá pedir ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Antes de entrar com a representação, no entanto, Suplicy anunciou que dará uma oportunidade para que o desembargador Ivan Sartori e os juízes Roberto Capez, Luiz Beethoven Giffone Ferreira e Márcia Loureiro, que autorizaram a ação de despejo, se expliquem à Comissão de Direitos Humanos.


Foto: Givaldo Barbosa / O Globo
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Ocupação Zumbi dos Palmares, Sumaré (SP): Ameça de um novo Pinheirinho

A ocupação Zumbi dos Palmares localizada em Sumaré, região metropolitana de Campinas (SP), pode ser nos próximos dias o foco de mais uma tragédia social por meio de um despejo, como ocorreu em São José dos Campos com a ocupação Pinheirinho.

Após 3 anos de ocupação e um acordo firmado junto às várias esferas de governo e do poder judiciário, a sentença de reintegração de posse pode ser despachada a qualquer momento, fazendo com que mais de 300 famílias sejam jogadas para a rua, sem nenhuma alternativa.
A área ocupada serve como uma “solução” provisória para as famílias que aguardam a assinatura do contrato para que se iniciem as obras das casas. Entretanto, Prefeitura e Caixa Econômica Federal, responsáveis pelo projeto não conseguiram viabilizar a assinatura (e o inicio das obras) e pouco se importam com o futuro das famílias!
Com o prazo provisório esgotado, o Ministério Público ameaça agir contra as famílias e determinar o despejo. Uma mancha de sangue pode cair na cidade de Sumaré a qualquer momento.
Enquanto isso, o prefeito José Antonio Bacchim (cassado oficialmente, mas se mantendo no cargo através de acordo com os vereadores) nada faz para reverter o quadro.
Não ficaremos parados esperando um novo Pinheirinho acontecer. Denunciaremos e lutaremos. Morar é um direito. Despejar é um crime!

MTST! A luta é pra valer!


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Tropa de Choque invade a USP e prende 12 estudantes


Libertação imediata dos estudantes presos! Anistia a todos os perseguidos políticos da USP!

O dia 19 de fevereiro de 2012, domingo de carnaval, amanheceu novamente com a presença da Tropa de Choque na USP. Dessa vez, a Polícia, a mando do reitor Rodas e do governador Geraldo Alckmin, prendeu mais 12 pessoas que lutavam pelo direito à moradia universitária – dentre eles um menor de idade e uma grávida de oito meses.

Mais uma tentativa de criminalização do movimento em defesa da universidade

O atual reitor da USP, João Grandino Rodas, é conhecido pela intolerância contra as mobilizações na Universidade. Rodas foi o responsável pela ocupação da Faculdade de Direito pela Tropa de Choque em 2007, pela demissão de centenas de funcionários em 2010 e a perseguição aos diretores do Sindicato dos Trabalhadores da USP (SINTUSP), pelo convênio que institucionaliza a presença da Polícia Militar nos campi da USP, pela prisão de 73 estudantes que ocupavam a reitoria no dia 08 de novembro de 2011, pela expulsão de seis estudantes envolvidos na ocupação de um andar do Conjunto Residencial da USP (CRUSP), pelo fechamento do espaço do Diretório Central dos Estudantes e a ameaça armada a um estudante negro e a uma estudante grávida por parte de um policial em 06 de janeiro de 2012, e agora pela prisão de mais 12 estudantes.
Isso tudo porque o objetivo da reitoria, diretamente comandada pelo governo do estado de São Paulo, é entregar a USP às empresas nacionais e multinacionais, seguindo o projeto de educação defendido pelo Banco Mundial e aplicado em todo o país a partir do governo federal de Dilma. Rodas quer tornar a universidade um espaço de produção de pesquisa e mão de obra especializada para cumprir com as necessidades da burguesia paulista. Assim, oferece os professores, pesquisadores e a estrutura da USP para as empresas através não só de convênios de pesquisa e cursos pagos, mas também a partir da reestruturação dos cursos regulares da própria USP. Desse modo, cursos pouco “competitivos” correm o risco de ser fechados. Os demais cursos têm sua grade curricular reformada, tornando-se mais agradável aos interesses privados. E quem luta contra isso é duramente reprimido.

Rodas e Alckmin odeiam os pobres

Como se isso não bastasse, o reitor e o governador procuram afastar os pobres da USP, tornando-a um espaço exclusivo da elite paulista. A USP por muito tempo foi conhecida pela população dos bairros próximos como um lugar público, aberto ao lazer e à visitação. Atualmente, o perfil da universidade é completamente outro. Catracas estão sendo instaladas em todo o campus, impedindo a entrada de pessoas que não têm vínculo acadêmico com a universidade; as comunidades localizadas próximo à Cidade Universitária serão “reurbanizadas”, com o objetivo de tornar a região ao redor da universidade “compatível” com a importância da USP; o circular, ônibus gratuito que faz o trajeto dentro docampus e que passará, conforme reivindicação da greve estudantil de 2011, a ligar a universidade à estação de metrô, será restrito aos membros da comunidade universitária, que receberão um bilhete de ônibus especial; e as políticas de permanência estudantil, tão necessárias aos estudantes pobres que tentam estudar na USP, são cada vez mais deficitárias.
A ocupação da Moradia da USP, que hoje conta com seis estudantes expulsos e doze presos, iniciou em 2010 após centenas de calouros não conseguirem vagas no alojamento estudantil para iniciar seus estudos. Naquele ano, ficou claro quão deficientes são as políticas de permanência estudantil da USP. Sem ter para onde ir, os estudantes ocuparam o andar térreo do Bloco G do CRUSP, onde anteriormente funcionava o serviço de assistência social, e lá começaram a morar. Hoje, ao invés de responder a esse sério problema da universidade, a reitoria opta por prender aqueles estudantes que nada fizeram além de tentar ter um lugar para morar.
Aqui as coincidências não são um acaso. Rodas aplica na USP a mesma política que Alckmin aplica em todo o estado: expulsar famílias que ocupam terrenos e prédios vazios por não ter onde morar. O recente caso do Pinheirinho, em São José dos Campos, é categórico: milhares de famílias expulsas de um bairro iniciado com uma ocupação há oito anos sob o mais forte operativo militar, que hoje simplesmente não têm para onde ir. Vale notar que esta não é uma exclusividade do estado de São Paulo. Desocupações violentas também têm ocorrido em todo o país, seguindo o interesse das empresas, dos governos estaduais e de Dilma em entregar as cidades às empreiteiras para a realização de eventos como a Copa do Mundo.
Rodas e Alckmin querem não só entregar a USP às empresas, como também “limpar” a universidade e seu entorno, expulsando os pobres de dentro e fora da USP, a exemplo do que o governo do estado fez no Pinheirinho e em dezenas de ocupações em todo o estado.

Democracia na USP já! Abaixo a ditadura de Rodas e Alckmin!

Defendemos a total liberdade de manifestação e organização política na universidade. Lutar não é crime! Por isso, exigimos a imediata soltura dos estudantes presos, bem como a anistia a todos os perseguidos políticos de Rodas e Alckmin.
Convocamos a todas as entidades e movimentos sociais de dentro e fora da USP a se somarem em uma grande campanha em defesa da democracia na USP. Abaixo a ditadura privatista na universidade! Em defesa dos lutadores perseguidos!


Libertação imediata dos 12 estudantes presos!
Anistia a todos os que foram presos por lutar na USP!
Readmissão imediata dos 6 estudantes expulsos!
Educação não é caso de polícia! Fora PM do campus! Por um projeto alternativo de segurança!
Abaixo a criminalização dos movimentos sociais! Solidariedade aos lutadores do Pinheirinho e de todo o país!
Abaixo à higienização social e a política de ódio aos pobres de Alckmin!
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