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Vamos unificar as lutas. Essa semana é decisiva para as campanhas salariais!

Esta semana promete ser decisiva para as categorias que estão em campanha salarial. Trabalhadores dos Correios, bancários e petroleiros intensificam as mobilizações e convocam atos unificados.

Nesta quarta-feira (26), os petroleiros das bases da FNP (Federação Nacional dos Petroleiros) farão um Dia Nacional de Lutas com mobilizações, atrasos na entrada, corte de rendição e protestos. Em São Paulo, farão um ato às 16h, na Praça dos Correios, para o qual os bancários já confirmaram presença.

Os petroleiros do Litoral Paulista e de São José dos Campos farão greve de 24 horas nesta quarta-feira (26). Desde a segunda-feira (24) iniciaram uma série de mobilizações nas unidades da Petrobrás para pressionar a empresa a apresentar uma nova proposta. A intenção é mobilizar a categoria nacionalmente, com a construção de um movimento unificado.

Já os bancários aguardam nesta terça-feira (25), a decisão da nova rodada de reunião com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) e com os representantes dos bancos públicos. Na quarta-feira (26), serão realizadas assembleias em todo o país, nas quais será apresentada a proposta apresentada na reunião.

Segundo informações do membro do MNOB (Movimento Nacional de Oposição Bancária), Bento José, no Banco do Brasil e no Banco da Amazônia existe a ameaça de descontar o vale refeição e vale alimentação dos funcionários em greve. “Temos que denunciar isso como política antissindical, rechaçamos essa conduta por parte dos bancos públicos”, frisa.

Uma conquista importante da greve dos bancários é que foram derrubados todos os interditos proibitórios que limitavam a atuação dos sindicalistas na greve em São Paulo.

Os trabalhadores dos Correios também estão em um momento decisivo de sua campanha. Nesta terça-feira haverá audiência de conciliação no TST (Tribunal Superior de Trabalho) sobre a greve entre a empresa e a federação dos trabalhadores. Caso não haja a conciliação, está marcado para quinta-feira (27), o julgamento do dissídio coletivo, que será realizado, às 13h, em Brasília.

Intensificar e unificar as lutas – A CSP-Conlutas orienta as categorias a realizarem atos unitários nos estados para fortalecer as campanhas salariais. A Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas, reunida na última quinta-feira (20), reforçou a orientação às entidades filiadas e oposições que atuam nas categorias em luta, que organizem atos unificados como o que foi o realizado em São Paulo.

A denúncia do Acordo Coletivo Especial está sendo incorporada nas pautas mais gerais das campanhas salariais de categorias dirigidas pelas nossas entidades filiadas, assim como as demais bandeiras da Central: pelo fim do Fator Previdenciário e à proposta do Fator 85/95, que restringem a aposentadoria; assim como a tentativa do Governo de restringir a greve no serviço público.

A Central produziu cartaz, adesivo e boletim de apoio às greves no qual orienta a unificação dessas lutas. Confira e divulgue!


Fonte: CSP-Conlutas

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Acordo de dois anos: bancários da CEF e do Santander são as primeiras vítimas

Sob a justificativa de “maior tranquilidade para os bancários”, o sindicalismo cutista está garantindo, na verdade, a tranquilidade dos patrões. A direção do Sindicato de São Paulo Osasco e Região abraçou a causa patronal de duração de dois anos da convenção coletiva de trabalho. Há anos que a patronal tenta colocar a questão em pauta para enfraquecer a mobilização dos trabalhadores, mas não tinham condições de fazê-lo. Por isso contam com seus representantes no seio do movimento sindical: os dirigentes da CUT e seus aliados. Mas a proposta está sendo colocada, aos poucos, guela abaixo dos bancários por meio de renovação de acordos e aditivos específicos de cada banco. Em 2012, presenciamos dois casos (até agora) disso: no Santander e na Caixa Federal.

No Santander, o sindicato fez campanha da proposta até aprova-lo em assembleia realizada no dia 25/06. No entanto, o acordo ainda não foi assinado, pois o banco (isto é, o patrão) ainda não concluiu “a redação das cláusulas do aditivo e dos termos do compromisso sobre a venda responsável de produtos, conforme o deliberado na mesa de negociação.”

Na CEF, a proposta foi aprovada de forma ainda mais escandalosa, pois não passou pelo crivo da base em assembleia. No caso, o objeto em negociação foi os critérios de avaliação e ascensão dos bancários. A sorte dos funcionários da Caixa Federal foi selada no dia 03 de Julho, em Brasília. Segundo o dirigente Kardec de Jesus, isso dá“mais tranquilidade aos trabalhadores”.

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Trabalhadores de Estatais estão na Mira. Já começou no Banco do Brasil.

Dilma cria IN 379 no Banco do Brasil para poder demitir quem lutar!

O governo Dilma, que já privatizou 10 mil Km de ferrovias e 7500 de estradas, portos, 3 aeroportos, anunciou a venda de mais inúmeros poços de petróleo no mar e na terra, incluindo na área do pré-sal, agora quer demitir empregados com estabilidade.

A mesma Dilma liberou geral para os latifundiários no Código Florestal, arrochou o salário mínimo e ataca os aposentados, condenados a não ter reajuste e cuja idade mínima vai ser aumentada se seu projeto for adiante, agora voltou ao que Collor e FHC tentaram: demitir funcionários das estatais.

Dilma é a inimiga máxima dos trabalhadores em greve. Já fez tudo que se poderia fazer: nunca negociou decentemente, cortou salários, contratou fura-greves, ajuizou dissídios no TST, agrediu manifestantes e agora planeja a única coisa que faltava, que é demitir funcionários.

A Instrução Normatina (IN) 379 permite a demissão imotivada, retomando o conceito da demissão por “ato de gestão”, tão famigeradamente conhecida no tempo de FHC. Além de poder demitir sem ter que dar razões, o BB anuncia que poderá descomissionar os trabalhadores com funções através de apenas uma avaliação negativa, e não mais depois de uma sucessão de 3 avaliações negativas.

Com estas medidas, Dilma usa o BB para dizer que não há espaço para críticas nas estatais. Quem não gostar, vai perder o comissionamento (que pode chegar a 60% do salário total, dada a miséria dos pisos bancários) e pode até perder o emprego. Isso é uma chantagem contra a massa de empregados que não consegue sobreviver apenas com o salário-base e
pretende ser um modelo a ser seguido pelas demais empresas públicas, criando o terror entre os funcionários.

A Frente Nacional de Oposição Bancária não vai admitir que a greve deste ano seja encerrada sem a retirada completa desta IN e de qualquer outro plano de Dilma contra os direitos dos trabalhadores, sejam eles direitos trabalhistas, sejam referentes à liberdade sindical ou ao elementar direito de greve e à estabilidade no emprego. 

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Correios: Julgamento do dissídio é marcado para o dia 27 de setembro

A Fentect – Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios ainda não foi notificada, mas segundo notícia do portal do Tribunal Superoior do Trabalho, “o presidente do TST, ministro João Oreste Dalazen, já designou sessão de julgamento do dissídio, caso não haja acordo na audiência de conciliação. A sessão extraordinária da SDC (Seção de Dissídios Coletivos) deve ser realizada nesta quinta-feira (27), às 13h30″.

Dalazen é o mesmo ministro que presidiu o julgamento do acordo no ano passado, que determonou o desconto integral dos dias parados. A ECT já cancelou a emissão da folha e dos contracheques no 24h de hoje para fazer, amanhã, com os descontos.

A matéria do portal do TST reafirma a reunião de hoje com a ministra a audiência prevista para acontecer amanhã: “a ministra relatora Kátia Arruda, pediu que a Federação se manifeste sobre informação prestada pela ECT no sentido de que não estaria sendo cumprida a decisão liminar do TST, que determinou a manutenção do serviço em um mínimo de 40% dos trabalhadores, em cada setor/unidade da empresa, sob pena de multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento”.

A reunião de hoje é informal. A audiência de amanhã, 25, acontece a partir das 14h.

Hoje em Brasília está acontecendo também o Ato nacional da catetoria ecetista para pressionar o governo e a direção da empresa a negociar com os trabalhadores.

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Governo estuda flexibilizar leis trabalhistas

Como parte da agenda para aumentar a competitividade da economia, a presidente Dilma Rousseff ensaia entrar num terreno pantanoso para um governo do PT: a flexibilização das normas trabalhistas. A Casa Civil analisa proposta de projeto de lei pelo qual trabalhadores e empresas poderão firmar acordos com normas diferentes das atuais, baseadas na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), em vigor há 69 anos.

Na prática, o projeto permite que os salários e a jornada de trabalho sejam reduzidos de forma temporária em caso de dificuldades econômicas. Ele abre caminho também para a utilização mais ampla do banco de horas, pelo qual os trabalhadores cumprem horas extras sem receber adicional, e compensam o tempo trabalhado a mais com folgas.

Os acordos entre empregados e empresas seriam firmados por meio do Comitê Sindical de Empresa (CSE), segundo prevê o projeto de lei. As normas à margem da CLT comporiam um acordo coletivo de trabalho. Empresas que concordarem em reconhecer no CSE seu interlocutor e os sindicatos que aceitarem transferir ao comitê o poder sindical terão de obter uma certificação do governo.

O papel dos sindicatos, nesse sistema, seria o de atuar nas empresas que optarem por continuar sob o "modelo CLT". Eles também selariam com as entidades patronais as convenções coletivas - por meio das quais empregados e patrões definem, anualmente, aumentos salariais. Todos os membros do CSE terão de ser sindicalizados.

A proposta em análise foi elaborada pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, baseada no modelo alemão e foi entregue ao ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho. Recentemente, a Casa Civil, que auxilia Dilma na elaboração de normas legais, pediu para analisar o projeto. Mas ainda não está certo se o governo adotará o projeto como seu e o enviará ao Congresso. 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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Correios de BH e Pará entram em greve

Dois dos 35 sindicatos de trabalhadores dos Correios em todo o país decidiram entrar em greve nesta terça-feira. Eles abrangem as agências da cidade de Belo Horizonte e de todo o Estado do Pará. Os demais 33 sindicatos estão mobilizados e fazem uma série de assembleias na próxima quarta-feira e dia 25 de setembro, para deliberar se aderem ou não ao movimento.

Entre as assembleias realizadas na segunda-feira, os funcionários das agências do Mato Grosso haviam decidido pela paralisação, mas reverteram o parecer e decidiram aguardar as assembleias dos demais Estados. As informações são da Federação Nacional dos Trabalhadores de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), que reúne 31 sindicatos da categoria.

Ao todo, 16 sindicatos realizaram assembleias e adiaram a decisão sobre a greve para 18 e 25 de setembro. Os trabalhadores do Acre já fecharam o dia da decisão para 25 de setembro, em uma assembléia realizada na última quarta-feira. Os funcionários da Bahia e de Uberaba (MG) realizam assembleias, respectivamente, na próxima quarta e quinta-feira. Os demais 16 sindicatos se reúnem nesta terça-feira, incluindo os de São Paulo (SP), Bauru (SP), Rio de Janeiro e Tocantins, que não são filiados a Federação.

A expectativa da Fentect é que os sindicatos também decidam por adiar a decisão da greve para os dias 18 e 25. A entidade prevê realizar um encontro nacional para elaborar uma pauta única de reivindicações. Ainda não á data prevista.

O comando de negociação reivindica reajuste salarial acima dos 5,2% propostos pela diretoria dos Correios que, de acordo com a Federação, representa apenas a reposição da inflação. Além disso, os trabalhadores pedem manutenção do plano de saúde nos mesmos moldes dos atuais, políticas de segurança nas agências e piso salarial de R$ 2,5 mil.

Os Correios são a maior empresa empregadora no regime da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) do país com cerca de 115 mil funcionários.
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É preciso unificar as Campanhas Salariais do segundo semestre para arrancar a vitória


Metalúrgicos, bancários, petroleiros, trabalhadores do Correios, químicos, gráficos, trabalhadores da construção civil do Pará, entre outras categorias, já deram o ponta pé inicial em suas campanhas salariais. Os trabalhadores dessas categorias já começam a se mobilizar, alguns com indicativo de greve para os próximos dias, outros já estão paralisados, e todos com objetivos comuns de brigar por aumento real de salários e melhores condições de trabalho. 

 As greves não serão fáceis. “Serão longas e radicalizadas”, afirma o especialista do Ilaese (Instituto Latino Americano de Estudos Sócios Econômicos), Nazareno Godeiro. Na última reunião da Secretaria Executiva Nacional ampliada, realizada no último dia 5, Godeiro abordou a situação mundial e do Brasil e apontou a perspectiva da desaceleração da economia para o próximo período no Brasil. “Por isso, o maior argumento dos empresários e do governo para não dar os aumentos será a perspectiva da crise”, reforçou.

 Entretanto, o especialista chamou a atenção para a alta lucratividade das grandes empresas nos últimos anos. “Com essa alta lucratividade, eles tem condições de atender as revindicações”, frisou Godeiro, defendendo que é possível que haja vitórias nas campanhas.

 Além disso, o balanço das campanhas salariais do primeiro semestre feito pelo Dieese, que apontou para os maiores reajustes desde 2006, deve servir como exemplo para as categorias que estão em luta agora. Das 370 categorias analisadas pelo Dieese, 97% conquistaram, além do reajuste, aumento real de salários. Em média, segundo o estudo do Dieese as categorias analisadas conquistaram aumento de 2,5%. O destaque ficou para o setor da construção e mobiliário que enfrentou diversas lutas duras e radicalizadas e conquistou aumento real de 3,27%.

 O membro da Secretaria Executiva Nacional, Paulo Barela, também da Oposição Nacional da ASSIBGE, lembrou que o funcionalismo conseguiu quebrar 10 anos de congelamento salarial, apesar de não ter obtido o resultado que estava buscando. “Foi uma vitória política importante, a força da greve obrigou o governo a abrir negociação”, disse reforçando a necessidade de unificação das campanhas salariais do segundo semestre, assim como fizeram os servidores públicos federais. Segundo ele, o resultado dessa greve, além da forte disposição de luta dos servidores, foi a unidade construída entre as várias organizações que possibilitou a unificação da greve, em que pesasse as diferentes pautas de cada setor.

 Por isso, a CSP-Conlutas reforça que todas as categorias em campanha salarial neste semestre unifiquem suas lutas, com datas únicas e bandeiras políticas comuns. Entre elas, como a denúncia do governo Dilma e dos governos estaduais, que dão dinheiro para as empresas por meio de isenções de impostos (IPI), desoneração da folha de pagamento, etc. Denunciar a nova reforma da previdência que quer acabar com a aposentadoria por contribuição e instituir a idade mínima de 65 anos para os homens e 60 para as mulheres, para a aposentadoria, assim como o fator 85/95 e defender o fim do fator previdenciário. Denunciar a tentativa de flexibilização das leis trabalhistas através do projeto de lei do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (CUT) que estabelece o ACE (Acordo Coletivo Especial) e exigir regulamentação do direito de greve e contra a criminalização dos movimentos.

Além disso, é necessário fortalecer as campanhas salariais com reivindicações referentes às demandas específicas dos setores mais oprimidos de nossa classe, como as mulheres, negro e negras e LGBT. Materializar a campanha “Salário Igual, para Trabalho Igual” com reivindicações relacionadas a esses segmentos. 

Veja o quadro, até o momento, das campanhas salariais:

Bancários de todo país já apresentam indicativo de greve para o dia 18 de setembro, com assembleias marcadas para os dias 12 e 17 do mesmo mês.  Esses trabalhadores realizaram um dia de luta em 3 de setembro que marcou o início da campanha. No Pará, os bancários do Banpará já decretaram greve e desde o dia 4 de setembro seguem mobilizados.

Os bancários organizados pelo MNOB (Movimento Nacional de Oposição Bancária), que integra a CSP-Conlutas, reivindicam jornada de seis horas sem redução salarial e isonomia para todos; mesmo direitos para antigos, novos e bancários de bancos incorporados; reposição das perdas salariais e ratificação da convenção 158 da OIT (que proíbe a demissão imotivada).  A pauta nacional da categoria reivindica 10,25% de reajuste, PLR e piso de R$ 2,4 mil. Já houve quatro rodadas de negociação, mas a proposta de 6%, apresentada pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), foi recusada.

Os metalúrgicos de São José dos Campos e região estão na Campanha Salarial Unificada com Campinas, Limeira e Santos. Os metalúrgicos da General Motors, em São José dos Campos, conquistaram 8,24% de reajuste salarial, a partir de 1º de outubro, mais R$ 3.250 de abono. O acordo foi aprovado em assembleia, nesta terça-feira ( 11) entre os trabalhadores de todos os turnos.  O índice representa 5,39% de inflação mais 2,7% de aumento real. Os Trabalhadores da TI Automotive, também em São José dos Campos, e da Schrader, em Jacareí, rejeitaram, nesta terça-feira, a proposta de reajuste salarial apresentada pelo grupo de setor de autopeças. O Sindipeças (sindicato patronal do setor) quer aplicar apenas a inflação do período (setembro de 2011 a agosto de 2012).  Em quase todos os setores, as empresas se recusam a conceder aumento real aos trabalhadores. A exceção é o setor de Fundição, que propôs 1,5% além da inflação. A proposta também foi rejeitada na mesa de negociação. 


Os trabalhadores dos Correios, em assembleias realizadas nesta segunda-feira (10), rejeitaram a proposta apresentada pela empresa de reajuste de 5,2%. A categoria encaminhou uma nova assembleia para o dia 18 de setembro com indicativo de greve para a zero hora do dia 19. Dos 35 sindicatos que representam os trabalhadores ao menos 15 realizaram assembleias e rejeitaram a proposta, os demais ainda irão realizar assembleias nesta terça-feira (11) e um setor minoritário fará assembleia somente no dia 25 de setembro. A categoria reivindica 33% de reajuste, referentes às perdas salariais dos últimos 12 anos, 10% de aumento real, R$ 200 de aumento linear para todos, entre outras demandas.

Os petroleiros organizados pela FNP (Federação Nacional dos Petroleiros) também estão em luta para que sejam contempladas as clausulas sociais e econômicas em sua pauta de reivindicações. Segundo informações da FNP, foi  reafirmado na primeira reunião com a Petrobrás, realizada no dia 5 de setembro, que os responsáveis por determinar os limites da negociação são os trabalhadores que querem que sejam contempladas as pautas sociais e econômicas. Além disso, a FNP reivindica o ICV-DIEESE e 10% de produtividade, o que totaliza 16% de antecipação, incorporada ao salário básico da categoria.

Os operários da construção civil do Pará estão em greve e em pé de guerra com os patrões por aumento real. Com a unificação das campanhas dos trabalhadores cidades de Belém, Ananindeua e Marituba, a mobilização ganha peso com manifestações que reúnem mais de 5 mil operários. Os trabalhadores pedem um reajuste geral de 16% e aumentos específicos nos pisos salariais da categoria. O direito à cesta básica é outro ponto decisivo nesse impasse, assim como o direito a eleição de delegados sindicais de base, entre outras reivindicações. Outro diferencial dessa campanha é pauta especifica das mulheres que estão na luta por creche e licença maternidade de seis meses, entre outras reivindicações.

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