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Belém: Edmilson e o PSOL devem rever a decisão de aceitar dinheiro dos empresários


Sem independência financeira não existe independência política

Foi divulgado recentemente pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a prestação de contas parcial e a origem dos recursos das campanhas eleitorais em todo o Brasil. Não é nenhuma novidade noticiar que a maioria dos candidatos da direita (PSDB, DEM, PPS) e do bloco governista (PT, PcdoB, PMDB, etc.) tem suas campanhas financiadas com dinheiro dos grandes empresários, latifundiários e banqueiros, e que esse dinheiro não é doado desinteressadamente. O funcionamento do regime democrático-burguês que impera em nosso país depende umbilicalmente dessa relação promíscua entre os políticos e os grandes empresários em que “uma mão lava a outra”, ou seja, uma grande empresa que financia um determinado candidato depois é “recompensada” pelo político eleito para governar a favor de seus interesses. É assim que o capitalismo convive com a democracia, porque se trata de uma democracia dos ricos.

Um fato grave, no entanto, ocorreu em relação à campanha da Frente “Belém nas Mãos do Povo”encabeçada pelo companheiro Edmilson Rodrigues (PSOL), na qual nós do PSTU estamos inseridos. Um total de R$ 389.405,57 já foram doados por empresas à campanha de Edmilson Rodrigues, candidato a prefeito de Belém. No site do Tribunal Superior Eleitoral é possível conferir o nome do doador e o valor que foi doado por cada pessoa física ou jurídica para cada candidato. Lamentavelmente, pelo que foi declarado, tudo indica que a direção do PSOL e o companheiro Edmilson resolveram trilhar o mesmo caminho do PT no que toca esse aspecto do financiamento das campanhas eleitorais. Só de uma empresa de Salvador (BA), a COGEP CONSTRUÇÕES E GESTÃO AMBIENTAL LTDA, a campanha recebeu a quantia de R$ 160.000, mais do que os R$ 100.000 doados pela Gerdau em 2008 para a campanha de Luciana Genro (PSOL) à prefeitura de Porto Alegre, ocasião que gerou um intenso debate na esquerda socialista brasileira sobre os rumos deste partido e sobre este tipo de prática que caracteriza o vale-tudo eleitoral.

Esse não é um tema menor. Ao contrário, trata-se de uma questão estratégica, pois não é possível construir uma campanha e, a posteriori, um governo dos trabalhadores e do povo pobre se este não for independente financeiramente da burguesia, mesmo que se trate de pequenas e médias empresas, como é o caso em Belém. Não existe independência política sem independência financeira, pois, como diz o ditado popular, “quem paga a banda, escolhe a música”.

A base material da degeneração do PT enquanto partido de esquerda esteve justamente no financiamento das suas campanhas eleitorais por parte da burguesia no final dos anos 80 e no início dos anos 90. O PT das origens que tinha um programa radical em defesa da classe trabalhadora financiava suas campanhas pelo dinheiro de seus militantes e pela doação dos trabalhadores que simpatizavam com o partido. Quando o PT começou a receber dinheiro da burguesia, isso simultaneamente se deu acompanhado do rebaixamento programático deste partido e das alianças espúrias com setores políticos conservadores. Lula não fez a reforma agrária porque não podia se confrontar com os usineiros (chamados pelo ex-presidente de “heróis”) que contribuíram com sua eleição à presidência. Dilma ataca os salários e a previdência dos servidores públicos e repassa quase metade do orçamento nacional para os banqueiros , dentre outros motivos, porque teve sua campanha financiada por banqueiros como os donos do Itaú e do Bradesco.

Se Edmilson e o PSOL optarem por governar com os empresários, não será possível fazer as mudanças que o povo trabalhador de Belém necessita na saúde, na educação e nas demais áreas sociais. Só um governo que rompa com a burguesia e que seja sustentado pelos organismos da classe trabalhadora e do povo pobre é que será possível termos serviços públicos de qualidade e garantia de emprego e salário justo para todos. O fim da desigualdade social pressupõe acabar com a propriedade privada dos meios de produção. Isso significa que só teremos passe-livre para estudantes e desempregados e um sistema de transporte público e de qualidade quando as empresas forem estatizadas e o sistema for controlado pelos trabalhadores e usuários. Os empresários só estão interessados em lucrar e para isso é necessário ter ônibus lotados, com a frota caindo aos pedaços e com os rodoviários recebendo péssimos salários.

Nós, do PSTU, fazemos um chamado à direção do PSOL e ao companheiro Edmilson para que revejam essa decisão e que passemos a construir uma campanha independente política e financeiramente da burguesia, único caminho possível para manter a coerência política e programática em relação aos interesses imediatos e históricos da classe trabalhadora. Depois da experiência trágica com o PT, que se vendeu aos empresários e banqueiros e se enlameou da corrupção da direita, nenhum partido que se diz de esquerda e socialista tem o direito de iludir e decepcionar centenas de milhares de trabalhadores e jovens lutadores que estão depositando sua confiança e seu voto num projeto de transformação radical da realidade.

O PSTU está jogando todos os seus esforços para eleger Edmilson prefeito de Belém no 1° turno contra os candidatos da burguesia e do governo, para que nossa cidade seja governada pelos trabalhadores e com um programa em defesa de nossa classe, sem os patrões e o seu dinheiro sujo. Temos orgulho de estar fazendo uma campanha para nosso candidato a vereador, o operário da construção civil Cleber Rabelo, com dinheiro exclusivamente oriundo da militância e dos trabalhadores que nos apoiam. Essa é uma garantia necessária para a defesa de um programa que expresse os anseios e os interesses do povo pobre de Belém.

Alerta, companheiros (as)! Sem independência financeira não existe independência política.

Lista de empresas financiadoras da campanha de Edmilson (fonte: TSE[1])

1. BRASFARMAR$ 20.000
2. BRIUTE COMERCIO DE PRODUTOS E EQUIPAMENTOS HOSPITALARES LTDAR$ 20.000
3. COGEP CONSTRUÇÕES E GESTÃO AMBIENTAL LTDAR$ 160.000
4. CRISTALFARMAR$40.000
5. FORTE DA PESCA COMERCIO IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO DE PESCADOS LTDAR$ 40.000
6. J S SERVIÇO DE CONTRUÇÃO LTDAR$ 7.000
7. MM LOBATO COM. E REPRESENTAÇÕES LTDAR$ 25.000
8. OK LOCADORA DE VEÍCULOS LTDAR$ 13.838,91
9. PARÁ COMÉRCIO EQUIPAMENTOS MÉDICOS LTDAR$ 10.000
10. PRODUMAX LOCAÇÃO DE EQUIPAMENTOS E SERVIÇOS LTDAR$ 40.000
11. RADIOCOMM TECNOLOGIAEM SISTEMAS DE COMUNICAÇÃOR$ 5066,66
12. REAL VEICULOS COMERCIO E SERVIÇOS LTDAR$ 8.000
13. SILVA & FRANÇA LTDA EPPR$ 500,00
TotalR$ 389.405,57
Por William Pessoa, de Belém (PA)

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Vereadora tucana faz campanha para Marcelo Freixo na Rocinha

A vereadora Andrea Gouvêa Vieira (PSDB) fez campanha, nesta manhã (04/08), para o candidato à Prefeitura do Rio, Marcelo Freixo (PSOL), no seu principal reduto eleitoral: a Rocinha. Numa reunião com lideranças numa creche, no alto da favela, Andrea pediu votos para Freixo e para o vereador Paulo Pinheiro (PSOL). No início da tarde, numa caminhada pela comunidade, a vereadora, que era solicitada a todo momento por moradores e comerciantes, fazia questão de abraçar Freixo e apresentá-lo aos seus eleitores.

— Esse ano eu não vou ser candidata. Apesar disso, não vou me afastar da vida pública e nem da Rocinha. Por isso estou pedindo votos para Marcelo Freixo e para o Paulo Pinheiro que serão os meus representantes aqui — disse a vereadora, que aceitou participar da campanha do socialista nas ruas, após se licenciar da legenda em maio, ignorando assim o candidato de seu partido na disputa, o deputado federal Otavio Leite.

Durante o ato de campanha, Freixo, Andrea e Pinheiro visitaram a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e a Clínica da Família, que funcionam no mesmo prédio. Lá, a maior parte dos pacientes que aguardavam atendimento eram crianças. No entanto, segundo funcionários da UPA, não havia pediatras, somente três clínicos gerais. Já a clínica estava fechada. A reportagem foi informada de que o local fecha às 12h de sábado e também não funciona aos domingos.

Freixo aproveitou para criticar a atuação do poder público na Rocinha. O candidato disse que só a ocupação policial não basta, se os moradores não tiverem acesso a serviços básicos, a exemplo da saúde.

— A Pacificação não pode ser pensada a partir da polícia. A falta de pediatra na UPA é grave. Além disso, coleta de lixo não é adequada. Os moradores reclamam que não tem acesso a direitos elementares como saúde e educação — disse Freixo.

Ao longo da caminhada, o candidato se deparou com um bueiro que vazava esgoto a céu aberto a 200 metros da UPA, na Estrada da Gávea. Minutos após Freixo mostrar o problema aos fotógrafos e cinegrafistas que o acompanhavam, uma equipe da Cedae chegou ao local para fazer o conserto.

— Desse jeito vou fazer campanha na Rocinha todo dia. Assim os problemas da comunidade vão acabar — ironizou Freixo.

O candidato disse ainda que, caso seja eleito, irá criar uma secretaria de Saneamento Ambiental, além de realizar concurso público para garis comunitários.

— Tanto na Rocinha, como em outras favelas, vamos fazer um trabalho de saneamento junto com a coleta seletiva do lixo. Embora, a prefeitura faça propaganda do fechamento do Aterro de Gramacho, a cidade que realizou a Rio + 20 só recicla 1% do seu lixo — atacou Freixo.

Durante o ato de campanha, Freixo conversava pacientemente com eleitores, subia e descia escadas sob sol forte nas ruelas extenuantes da Rocinha. Ele negou ter sentido abatimento após a divulgação da pesquisa IBOPE, ontem, em que aparece em segundo lugar, com 8% dos votos, contra 49% do prefeito Eduardo Paes.

— Nossa candidatura permanece em segundo lugar, com um baixo índice de rejeição. Temos ampla possibilidade de crescimento ao longo da campanha rumo ao segundo turno — disse Freixo, que vestia uma camisa preta que trazia uma frase de Bertold Brecht: “Nada deve parecer impossível de mudar”.

Fontes: Notícias Yahoo
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Governo estuda flexibilizar leis trabalhistas

Como parte da agenda para aumentar a competitividade da economia, a presidente Dilma Rousseff ensaia entrar num terreno pantanoso para um governo do PT: a flexibilização das normas trabalhistas. A Casa Civil analisa proposta de projeto de lei pelo qual trabalhadores e empresas poderão firmar acordos com normas diferentes das atuais, baseadas na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), em vigor há 69 anos.

Na prática, o projeto permite que os salários e a jornada de trabalho sejam reduzidos de forma temporária em caso de dificuldades econômicas. Ele abre caminho também para a utilização mais ampla do banco de horas, pelo qual os trabalhadores cumprem horas extras sem receber adicional, e compensam o tempo trabalhado a mais com folgas.

Os acordos entre empregados e empresas seriam firmados por meio do Comitê Sindical de Empresa (CSE), segundo prevê o projeto de lei. As normas à margem da CLT comporiam um acordo coletivo de trabalho. Empresas que concordarem em reconhecer no CSE seu interlocutor e os sindicatos que aceitarem transferir ao comitê o poder sindical terão de obter uma certificação do governo.

O papel dos sindicatos, nesse sistema, seria o de atuar nas empresas que optarem por continuar sob o "modelo CLT". Eles também selariam com as entidades patronais as convenções coletivas - por meio das quais empregados e patrões definem, anualmente, aumentos salariais. Todos os membros do CSE terão de ser sindicalizados.

A proposta em análise foi elaborada pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, baseada no modelo alemão e foi entregue ao ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho. Recentemente, a Casa Civil, que auxilia Dilma na elaboração de normas legais, pediu para analisar o projeto. Mas ainda não está certo se o governo adotará o projeto como seu e o enviará ao Congresso. 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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Heloísa Helena abandona PSOL e desabafa: ‘me obrigaram a defender o aborto’

Heloísa Helena afirmou que deverá ingressar no novo partido de Marina Silva, previsto para ser fundado em 2013. A ex presidenciável do PSOL não se despediu sem deixar recado: ‘todo partido tem malandros’

Heloísa Helena deixa PSOL e dispara: “todo partido tem malandros”.

A fundadora do PSOL vai deixar o próprio partido no primeiro semestre de 2013. A ex-senadora Heloísa Helena só espera Marina Silva dar o sinal verde para a criação de uma legenda. ‘Pretendo generosamente ajudá-la’.

O seu partido cresceu tanto a ponto de Heloísa perder as rédeas, diante das correntes diversas nas hostes. ‘As centelhas que o PSOL criou foram grandes’, desabafa, e complementa com uma ironia sem medo de tiro no pé: ‘Todo partido tem malandros’, insinuando nisso a sua sigla.

Heloísa lembra que o PSOL é totalmente diferente do que criou e justifica a iminente saída: ‘Não tenho relação mística com os partidos, perdi isso com o PT’.

Heloísa perdeu a vontade com o PSOL desde quando saiu da Executiva Nacional. ‘Eles me obrigaram a defender o aborto, e vi que não era mais o partido que fundei’.
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