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Bancários de Bauru rejeitam propostas. Nesta quinta, 27, greve continua na CEF!

Na assembleia que terminou às 20h45 do dia 26/09, os bancários de Bauru rejeitaram as propostas da Fenaban, do BB e da CEF, mas vão seguir a decisão da maioria. Ou seja: se a maior parte das bases sindicais brasileiras decidir aceitar as propostas e encerrar a greve, os trabalhadores de Bauru e Região vão acatar essa vontade. Até o momento, 21h15, o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/Conlutassabe que os empregados de bancos privados já decidiram encerrar a greve.

Os trabalhadores da CEF, no entanto, vão continuar de braços cruzados. Não só em Bauru, mas em São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Belém, São Luís, Natal, Florianópolis, Vitória, Salvador e todas as demais capitais do país inteiro.

Termina a greve no BB em todo o país

Os funcionários do BB, que se reuniriam em frente à agência da rua Primeiro de Agosto (037-X), na manhã deste dia 27, para discutir o rumo do movimento, devem voltar ao trabalho. 

Na assembleia realizada ontem à noite, no Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/Conlutas, a maior parte dos funcionários do Banco do Brasil (65% dos presentes) rejeitou a proposta específica do banco, mas assumindo o compromisso de acompanhar a decisão da maioria de seus pares país afora.

Até o fim da assembleia em Bauru, por volta das 20h45, o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/Conlutas sabia, por exemplo, que a proposta tinha sido rejeitada em pelo menos duas importantes bases: Brasília e Rio de Janeiro.

Mais tarde, no entanto, quando a greve caiu em São Paulo, os sindicatos de Brasília e do Rio, ligados à CUT, fizeram um truque, propondo uma nova votação. Então, num passe de mágica, decidiram enterrar o movimento.

Em nível nacional, a diretoria do BB convocou seus prepostos para irem às assembleias e votarem pelo fim da greve. Por causa dessa manobra, e com a ajuda da pelegada cutista, a proposta rebaixada do banco foi enfiada goela abaixo dos funcionários. 

Vergonha!

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Detalhes da negociação com o Banco do Brasil


As cláusulas econômicas da proposta do BB seguem a Fenaban, ou seja, reajuste salarial de 7,5%.

Em rodada de negociação que terminou na madrugada desta quarta-feira (26/09), o Banco do Brasil apresentou alguns pontos. As cláusulas econômicas seguem a Fenaban, ou seja, reajuste salarial de 7,5%. 

Com relação ao PCR (Plano de Cargo e Remuneração), a direção da empresa propôs estender aos caixas executivos a carreira de mérito com 0,5 ponto a cada dia de exercício na função, retroativamente ao ano de 2006. Já para o nível inicial de carreira, a proposta é o nível A2 para a carreira após 90 dias no salário inicial de A1, garantindo ascensão para A2 aos funcionários A1 com mais de 90 dias de carreira.

Sobre a ascensão profissional, o BB propôs criar uma mesa temática para discutir os critérios sobre a questão com prazo de 120 e, no mínimo, uma reunião mensal. A direção da empresa manterá a PLR nos mesmos moldes do ano passado. De acordo com o banco, nenhum escriturário receberá menos que o módulo básico da Fenaban e nenhum comissionado ganhará menos do que o valor pago aos caixas executivos. 

Jornada de trabalho

O BB propõe implementar até dezembro de 2013 o novo plano de comissões com jornada de 6 horas para determinados cargos comissionados, instalar uma Comissão de Conciliação Voluntária (CCV) para analisar proposta de acordo individual sobre o tema, logo que for implementado o plano. 

Conheça a proposta do BB para as reivindicações específicas do funcionalismo:

1. Atendentes CABB

Unificação das comissões: banco propõe unificar as comissões atendentes B e A, em comissão a ser denominada atendente, cujo VR será de R$ 2.554,20.

Redução da trava para concorrência: reduzir para 12 meses o período mínimo a cumprir para concorrência.

2. PCR

Pontuação do caixa executivo: incluir o exercício da função caixa executivo na pontuação da carreira de mérito (M) do PCR, à razão de 0,5 ponto por dia de exercício na função, retroativo a 2006. Caixas comissionados anteriormente a 2006 terão um adicional de mérito de R$ 104,40

3. Promoção de nível inicial de carreira A: novo piso (A2) para a carreira após 90 dias no salário inicial (A1), garantindo-se a ascensão para A2 aos funcionários A1 com mais de 90 dias na carreira.

4. Incluir entre as ausências autorizadas (luto) o falecimento de enteados.

5. Adesão ao protocolo para prevenção de conflitos da Convenção Coletiva assinada com a Fenaban, definindo como canal específico a Diref.

6. Ascensão profissional e comissionamento: criar mesa temática para discussão de critérios sobre o tema, com prazo de 120 dias, com pelo menos uma reunião mensal.

7. PLR - Manter o modelo do acordo coletivo 2011/2012, garantindo que nenhum escriturário receberá menos que o valor do módulo básico da Fenaban (CCT 2012/2013), e que nenhum comissionado receberá menos que o valor pago aos caixas executivos. Assim, o BB pagará PLR para 117 mil funcionários, sendo no primeiro semestre:
Escriturários: R$ 3.303,60
Caixas executivos: R$ 3.674,97
Comissionados: 45% do VR mais módulo bônus (baseado em ATB e não no Sinergia).

8. SACR

* Concorrência de comissionados a remoção - Permitir que o comissionado concorra a remoção sem necessidade de dispensa da comissão.

* Preenchimento de vagas de escriturários em todas as dependências do banco será por remoção automática (SACR) ou por nomeação de concursados.

9. Incorporação da verba de gratificação semestral - GS será incorporada em todas as verbas em que há incidência, para simplificar a folha de pagamento, sem nenhum prejuízo salarial ao funcionário.


10. Manutenção de cláusulas do acordo coletivo 2011/2012 - Serão mantidas todas as cláusulas que não foram objeto de alterações na presente proposta, inclusive a trava contra o descomissionamento arbitrário, que exige do banco três avaliações insatisfatórias e consecutivas de desempenho.

Será ainda assinado o seguinte instrumento, separado do acordo coletivo:

Jornada de 6h para alguns comissionados

* Implantar até janeiro/2013 novo plano de comissões com jornada de 6 horas para determinados cargos comissionados.

* Instalar Comissão de Conciliação Voluntária (CCV) para analisar propostas de acordo individual sobre o tema, tão logo implantado o plano.

* Os sindicatos que aderirem ao acordo macro da Contraf-CUT se comprometem a suspender por 180 dias, contados da implantação do novo modelo, as ações judiciais promovidas pelos sindicatos relativas às comissões do novo plano, independentemente da fase processual. 

Confira na íntegra a proposta específica do BB
Confira na íntegra a proposta específica da Caixa
Confira na íntegra a proposta da Fenaban
Saiba tudo sobre a Campanha Salarial 2012



Fonte: http://www.seebma.org.br
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Vamos unificar as lutas. Essa semana é decisiva para as campanhas salariais!

Esta semana promete ser decisiva para as categorias que estão em campanha salarial. Trabalhadores dos Correios, bancários e petroleiros intensificam as mobilizações e convocam atos unificados.

Nesta quarta-feira (26), os petroleiros das bases da FNP (Federação Nacional dos Petroleiros) farão um Dia Nacional de Lutas com mobilizações, atrasos na entrada, corte de rendição e protestos. Em São Paulo, farão um ato às 16h, na Praça dos Correios, para o qual os bancários já confirmaram presença.

Os petroleiros do Litoral Paulista e de São José dos Campos farão greve de 24 horas nesta quarta-feira (26). Desde a segunda-feira (24) iniciaram uma série de mobilizações nas unidades da Petrobrás para pressionar a empresa a apresentar uma nova proposta. A intenção é mobilizar a categoria nacionalmente, com a construção de um movimento unificado.

Já os bancários aguardam nesta terça-feira (25), a decisão da nova rodada de reunião com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) e com os representantes dos bancos públicos. Na quarta-feira (26), serão realizadas assembleias em todo o país, nas quais será apresentada a proposta apresentada na reunião.

Segundo informações do membro do MNOB (Movimento Nacional de Oposição Bancária), Bento José, no Banco do Brasil e no Banco da Amazônia existe a ameaça de descontar o vale refeição e vale alimentação dos funcionários em greve. “Temos que denunciar isso como política antissindical, rechaçamos essa conduta por parte dos bancos públicos”, frisa.

Uma conquista importante da greve dos bancários é que foram derrubados todos os interditos proibitórios que limitavam a atuação dos sindicalistas na greve em São Paulo.

Os trabalhadores dos Correios também estão em um momento decisivo de sua campanha. Nesta terça-feira haverá audiência de conciliação no TST (Tribunal Superior de Trabalho) sobre a greve entre a empresa e a federação dos trabalhadores. Caso não haja a conciliação, está marcado para quinta-feira (27), o julgamento do dissídio coletivo, que será realizado, às 13h, em Brasília.

Intensificar e unificar as lutas – A CSP-Conlutas orienta as categorias a realizarem atos unitários nos estados para fortalecer as campanhas salariais. A Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas, reunida na última quinta-feira (20), reforçou a orientação às entidades filiadas e oposições que atuam nas categorias em luta, que organizem atos unificados como o que foi o realizado em São Paulo.

A denúncia do Acordo Coletivo Especial está sendo incorporada nas pautas mais gerais das campanhas salariais de categorias dirigidas pelas nossas entidades filiadas, assim como as demais bandeiras da Central: pelo fim do Fator Previdenciário e à proposta do Fator 85/95, que restringem a aposentadoria; assim como a tentativa do Governo de restringir a greve no serviço público.

A Central produziu cartaz, adesivo e boletim de apoio às greves no qual orienta a unificação dessas lutas. Confira e divulgue!


Fonte: CSP-Conlutas

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Acordo de dois anos: bancários da CEF e do Santander são as primeiras vítimas

Sob a justificativa de “maior tranquilidade para os bancários”, o sindicalismo cutista está garantindo, na verdade, a tranquilidade dos patrões. A direção do Sindicato de São Paulo Osasco e Região abraçou a causa patronal de duração de dois anos da convenção coletiva de trabalho. Há anos que a patronal tenta colocar a questão em pauta para enfraquecer a mobilização dos trabalhadores, mas não tinham condições de fazê-lo. Por isso contam com seus representantes no seio do movimento sindical: os dirigentes da CUT e seus aliados. Mas a proposta está sendo colocada, aos poucos, guela abaixo dos bancários por meio de renovação de acordos e aditivos específicos de cada banco. Em 2012, presenciamos dois casos (até agora) disso: no Santander e na Caixa Federal.

No Santander, o sindicato fez campanha da proposta até aprova-lo em assembleia realizada no dia 25/06. No entanto, o acordo ainda não foi assinado, pois o banco (isto é, o patrão) ainda não concluiu “a redação das cláusulas do aditivo e dos termos do compromisso sobre a venda responsável de produtos, conforme o deliberado na mesa de negociação.”

Na CEF, a proposta foi aprovada de forma ainda mais escandalosa, pois não passou pelo crivo da base em assembleia. No caso, o objeto em negociação foi os critérios de avaliação e ascensão dos bancários. A sorte dos funcionários da Caixa Federal foi selada no dia 03 de Julho, em Brasília. Segundo o dirigente Kardec de Jesus, isso dá“mais tranquilidade aos trabalhadores”.

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Entenda a Luta dos Bancários: O Exemplo do BNB


A greve no BNB(*) é só por questões econômicas?


Iniciamos mais uma greve nacional da categoria bancária e novamente ouvimos a imprensa dizer que “os bancários estão em greve por melhores salários”. A maioria da imprensa, a serviço do capital econômico, busca reduzir a greve nacional dos bancários a questões unicamente econômicas. Se nem nos bancos privados esta afirmação é verdadeira – pois questões como a saúde dos bancários, melhores condições de trabalho, segurança bancaria, aumento do número de funcionários para melhorar o atendimento, dentre tantas outras – estão na ordem do dia, nos bancos públicos e no BNB em especial, as cláusulas econômicas estão lado a lado a outras reivindicações prioritárias. Isto não quer dizer que não lutamos pelo reajuste, mas fazer uma grave nacional para sair de 6% oferecido para chegar a 10,25% solicitado, não parece ser muito para uma luta tão grande. 
 
Explico melhor: se defendemos um reajuste com ganho real de salário, deveríamos ter incluído na minuta nacional uma proposta bem superior a esta dos 10,25%. Infelizmente as propostas apresentadas no encontro nacional dos bancários que solicitavam uma índice de reajuste maior foram derrotadas, o que me parece um contradição, pois estamos no setor que mais ganhou e ganha no mundo, o setor bancário, que tem condições de pagar muito mais que este 10,25% - basta ver os fabulosos lucros que a cada semestre o setor divulga. Mas estes problemas na organização da categoria é sério, que merece uma análise detalhada num outro momento.
 
Quero me ater aqui a questão do BNB. Devemos lutar pelas cláusulas econômicas? Mas é claro que SIM. Devemos nos juntar aos demais bancários para engrossar as fileiras para termos um bom reajuste, uma gorda PLR e demais clausulas econômicas. Mas vamos fazer uma greve forte, nacional, e lutar só por isso? E sobre a isonomia? O pagamento das horas extras trabalhadas e a implantação do ponto eletrônico? E a reestruturação das agências e direção geral? E a revisão do PCR e plano de função? E o concurso público com a entrada de novos funcionários? E a aposentadoria digna para todos? E o pagamento dos passivos trabalhistas? E o fortalecimento do BNB como banco de desenvolvimento? Se amanhã os banqueiros oferecerem os 10,25%, vai acabar a greve no BNB?
 
Colegas, é na campanha salarial que devemos exigir nossos direitos. Não adianta acabar a greve e ir para a mesa permanente e ficar só discutindo sem chegar a lugar nenhum. A hora de lutar por nossos direitos é AGORA, na nossa data base. Devemos ter a coragem de exigir nossos direitos, parar totalmente as unidades em todo o Banco, não só nas agências, mas em todas as centrais, superintendências e direção geral. Muitas de nossas propostas a direção do Banco pode acatar, sem precisar passar por DEST ou algum ministério.
 
Ligue para seus colegas, participe das assembleias, fortaleça seu sindicato e a AFBNB. É hora de construir uma greve forte, exigir do Banco uma decisão positiva sobre nossa minuta específica e não ficar protelando com nossos direitos.

VAMOS TODOS À LUTA! 
É A NOSSA PARTICIPAÇÃO QUE GARANTE NOSSOS DIREITOS!!!
 
Autor: Waldenir Sidney Fagundes Britto, diretor da AFBNB e da Federação BA-SE
Fonte: AFBNB e FEEB/BA-SE

(*) BNB : Banco do Nordeste do Brasil
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Trabalhadores de Estatais estão na Mira. Já começou no Banco do Brasil.

Dilma cria IN 379 no Banco do Brasil para poder demitir quem lutar!

O governo Dilma, que já privatizou 10 mil Km de ferrovias e 7500 de estradas, portos, 3 aeroportos, anunciou a venda de mais inúmeros poços de petróleo no mar e na terra, incluindo na área do pré-sal, agora quer demitir empregados com estabilidade.

A mesma Dilma liberou geral para os latifundiários no Código Florestal, arrochou o salário mínimo e ataca os aposentados, condenados a não ter reajuste e cuja idade mínima vai ser aumentada se seu projeto for adiante, agora voltou ao que Collor e FHC tentaram: demitir funcionários das estatais.

Dilma é a inimiga máxima dos trabalhadores em greve. Já fez tudo que se poderia fazer: nunca negociou decentemente, cortou salários, contratou fura-greves, ajuizou dissídios no TST, agrediu manifestantes e agora planeja a única coisa que faltava, que é demitir funcionários.

A Instrução Normatina (IN) 379 permite a demissão imotivada, retomando o conceito da demissão por “ato de gestão”, tão famigeradamente conhecida no tempo de FHC. Além de poder demitir sem ter que dar razões, o BB anuncia que poderá descomissionar os trabalhadores com funções através de apenas uma avaliação negativa, e não mais depois de uma sucessão de 3 avaliações negativas.

Com estas medidas, Dilma usa o BB para dizer que não há espaço para críticas nas estatais. Quem não gostar, vai perder o comissionamento (que pode chegar a 60% do salário total, dada a miséria dos pisos bancários) e pode até perder o emprego. Isso é uma chantagem contra a massa de empregados que não consegue sobreviver apenas com o salário-base e
pretende ser um modelo a ser seguido pelas demais empresas públicas, criando o terror entre os funcionários.

A Frente Nacional de Oposição Bancária não vai admitir que a greve deste ano seja encerrada sem a retirada completa desta IN e de qualquer outro plano de Dilma contra os direitos dos trabalhadores, sejam eles direitos trabalhistas, sejam referentes à liberdade sindical ou ao elementar direito de greve e à estabilidade no emprego. 

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Bancários: A GREVE CONTINUA !


FENABAN DEVE APRESENTAR NOVA PROPOSTA HOJE. A GREVE CONTINUA!

Ontem, no fim do dia, a Fenaban marcou uma nova rodada de negociação com o movimento sindical. A reunião acontece hoje, a partir das 16 horas, em São Paulo. Depois de conversar com a Fenaban, os bancários vão conversar com representantes do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal para tratar das reivindicações específicas.

Enquanto isso, a greve nacional continua. Em todo o país, mais de 9,38 mil agências ficaram fechadas ontem, no sétimo dia da paralisação. Na base do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/Conlutas, o movimento se manteve estável, com adesão de 75% das agências da cidade de Bauru e de aproximadamente 35% das dos demais municípios.

Até o momento, a única proposta apresentada pela Fenaban foi o reajuste de 6%, no dia 28 de agosto. Os bancários de Bauru e Região pedem 23%, que correspondem à inflação registrada entre setembro de 2011 e agosto de 2012 mais a recuperação das perdas salariais de 17,5% comuns a todos os bancos desde o lançamento do Plano Real, em 1994.

Bauru, 25 de setembro de 2012

SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE BAURU E REGIÃO / CONLUTAS
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Governo estuda flexibilizar leis trabalhistas

Como parte da agenda para aumentar a competitividade da economia, a presidente Dilma Rousseff ensaia entrar num terreno pantanoso para um governo do PT: a flexibilização das normas trabalhistas. A Casa Civil analisa proposta de projeto de lei pelo qual trabalhadores e empresas poderão firmar acordos com normas diferentes das atuais, baseadas na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), em vigor há 69 anos.

Na prática, o projeto permite que os salários e a jornada de trabalho sejam reduzidos de forma temporária em caso de dificuldades econômicas. Ele abre caminho também para a utilização mais ampla do banco de horas, pelo qual os trabalhadores cumprem horas extras sem receber adicional, e compensam o tempo trabalhado a mais com folgas.

Os acordos entre empregados e empresas seriam firmados por meio do Comitê Sindical de Empresa (CSE), segundo prevê o projeto de lei. As normas à margem da CLT comporiam um acordo coletivo de trabalho. Empresas que concordarem em reconhecer no CSE seu interlocutor e os sindicatos que aceitarem transferir ao comitê o poder sindical terão de obter uma certificação do governo.

O papel dos sindicatos, nesse sistema, seria o de atuar nas empresas que optarem por continuar sob o "modelo CLT". Eles também selariam com as entidades patronais as convenções coletivas - por meio das quais empregados e patrões definem, anualmente, aumentos salariais. Todos os membros do CSE terão de ser sindicalizados.

A proposta em análise foi elaborada pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, baseada no modelo alemão e foi entregue ao ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho. Recentemente, a Casa Civil, que auxilia Dilma na elaboração de normas legais, pediu para analisar o projeto. Mas ainda não está certo se o governo adotará o projeto como seu e o enviará ao Congresso. 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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BANCÁRIOS: GREVE SE AMPLIA NA REGIÃO DE BAURU

Mais trabalhadores da base territorial do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/Conlutas aderiram à greve hoje. Agora, das agências que atendem ao grande público na cidade de Bauru, cerca de 65% estão fechadas. Nos demais municípios da região, a adesão atinge 35% das agências. A previsão, no entanto, é que a quantidade aumente amanhã. Abaixo, o quadro da greve atualizado.

QUADRO DA GREVE (19/09/2012):

BAURU

Banco do Brasil: Fecharam todas as nove agências.

Caixa Econômica Federal: Fecharam todas as sete.

Itaú: Fecharam cinco (Falcão, Nações Unidas, Praça Portugal e duas da Duque de Caxias) e abriram quatro.

Bradesco: Abriram todas as dez.

Santander: Fecharam todas as oito.

HSBC: Fechou

Safra: Fechou.

Mercantil do Brasil: Fechou.

AGUDOS

BB: Fecharam as duas.

CEF: Fechou.

Itaú: Abriu.

Bradesco: Abriu.

Santander: Abriu.

AREIÓPOLIS

BB: Fechou.

Bradesco: Abriu.

AVARÉ

BB: Fecharam as duas.

CEF: Fechou.

Itaú: Fechou.

Bradesco: Abriu.

Santander: Fecharam as duas.

HSBC: Fechou.

BERNARDINO DE CAMPOS

BB: Fechou uma e abriu outra.

Bradesco: Abriu.

DUARTINA

BB: Fecharam as duas.

Bradesco: Abriu.

Santander: Abriu.

FARTURA

BB: Abriu.

CEF: Fechou.

Bradesco: Abriu.

Santander: Abriu.

IACANGA

BB: Fechou.

Bradesco: Abriu.

LENÇÓIS PAULISTA

BB: Fecharam as duas e o PAB.

CEF: Fechou.

Itaú: Fechou.

Bradesco: Abriu, mas com atraso de uma hora.

Santander: Fechou.

HSBC: Fechou.

LUCIANÓPOLIS

BB: Fechou.

PIRAJU

BB: Fecharam as duas e o PAB.

CEF: Fechou.

Itaú: Abriu.

Bradesco: Abriu.

Santander: Abriram as duas.

SANTA CRUZ DO RIO PARDO

BB: Fecharam as duas e o PAB.

CEF: Fechou.

Itaú: Fechou.

Bradesco: Abriram as duas, mas só depois do meio-dia.

Santander: Fechou.

HSBC: Fechou.



Bauru, 19 de setembro de 2012



SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE BAURU E REGIÃO / CONLUTAS
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Bancários de Bauru: ESTAMOS EM GREVE!

A greve dos bancários começou hoje, e a categoria vai permanecer de braços cruzados em todo o Brasil até que a Fenaban apresente uma proposta de reajuste salarial decente, já que a primeira foi prontamente rechaçada nas assembleias realizadas no dia 12.

Para o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/Conlutas, a oferta de 6% de reajuste salarial é um tapa na cara dos trabalhadores. O setor financeiro é o que mais ganha dinheiro no país, tendo lucrado, os seis maiores bancos (BB, CEF, Itaú, Bradesco, Santander e HSBC), R$ 25,2 bilhões só no primeiro semestre.

Além disso, esses seis bancos conseguem se sustentar somente com as tarifas cobradas dos clientes. Vale dizer: a folha de pagamento não custa nada para eles. Enquanto isso, os bancários recebem baixos salários e sofrem diariamente com a sobrecarga de trabalho e com a pressão pelo cumprimento de metas absurdas.

Os bancários de Bauru e Região lutam por um reajuste de 23% — que correspondem à inflação registrada nos 12 meses anteriores à data-base da categoria (1º de setembro) mais 17,5% de reposição das perdas salariais ocorridas desde o lançamento do Plano Real, em 1994 — e pela ampliação do número de trabalhadores bancários.

Primeiro dia

Neste primeiro dia de greve, com exceção das agências do Bradesco, todas as outras do Centro de Bauru ficaram fechadas. No restante da cidade, também não funcionaram as agências do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.

Das agências situadas nas imediações da Praça Portugal, só as do Itaú ficaram abertas. Os bancários cruzaram os braços nas duas do Santader e também no Safra, somando-se aos grevistas do BB (duas agências) e da CEF.

O levantamento feito pelo Sindicato/Conlutas no início da tarde constatou que todos os bancários de Santa Cruz do Rio Pardo e de Avaré também pararam, com exceção dos empregados do Bradesco. Além disso, a CEF aderiu à greve em Lençóis Paulista, Piraju e Agudos.

Bauru, 18 de setembro de 2012

SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE BAURU E REGIÃO / CONLUTAS
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Assembleias realizadas pelo país decidem por greve dos bancários a partir desta terça-feira (18)

Nesta segunda-feira (17) ocorrem pelo país assembleia de bancários no qual a categoria irá voltar por greve a partir da zero hora do dia 18.

O MNOB (Movimento Nacional de Oposição Bancária) que integra a CSP-Conlutas, irá defender nas assembleias de hoje a necessidade de unificação das campanhas salariais.“Vamos defender nas assembleias a necessidade de construir uma greve unificada, mas que envolva a base. Então o chamado do sindicato de Florianópolis de quem deve dirigir o movimento é a base, através do comando de mobilização é fundamental”, ressaltou o membro do MNOB Bento José.

O SEEB (Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários) de Florianópolis convocou todos os bancários para formarem o Comando de Greve. Diferente do que acontece em sindicatos como o de São Paulo [dirigido pela corrente Articulação Bancária, a mesma que dirige a CONTRAF/CUT] no qual sua diretoria toma ‘posse’ da organização do movimento e não abre espaço para a base.

Bento José destaca também que devem ser propostas reuniões que envolva as questões essenciais da pauta especifica dos bancos públicos.” Vamos propor uma plenária dos funcionários do Banco do Brasil para articular a luta de seis horas e outra dos funcionários da CEF para articular a luta da isonomia”, enfatiza.

“Envolver a categoria, garantir democracia e unificar a luta com as outras categoria são políticas fundamentais para fortalecer a greve nacional bancária que começa nessa terça-feira”, finaliza.

A categoria enfrentou o impasse nas negociações em que a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) manteve a proposta de 6%, além de reposição da inflação, implicando num aumento real de 0,58%. As perdas salariais da categoria bancária são enormes, desde 1994, 24% em privados, no Banco do Brasil são superiores a 80% e na Caixa Econômica Federal a 90%.

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Em Rondônia o Bradesco mostra sua verdadeira face


Bradesco ignora aviso de greve e volta a comprovar arrogância com a sociedade

A postura de arrogância do banco só demonstra que o objetivo primordial do Bradesco não é valorizar o ser humano



O Bradesco, um dos bancos mais ricos do país, voltou a comprovar que, em contrariedade ao seu slogan de “Presença” na vida dos brasileiros, o que lhe sobra mesmo é a arrogância e o desrespeito com a sociedade em geral. É o que ficou comprovado na manhã desta segunda-feira, 17, quando um dos gestores que representa a Regional do banco em Rondônia simplesmente não quis receber o aviso de greve enviado pelo Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Rondônia (SEEB/RO).

Segundo o presidente do SEEB/RO, José Pinheiro, a postura de arrogância do banco só demonstra que o objetivo primordial do Bradesco não é valorizar o ser humano, mas apenas de visar o lucro incondicional.

“O Bradesco, que por conta de seus números recordes de demissões de trabalhadores lesionados - portadores de doenças como LER/DORT, adquiridas pelos esforços repetitivos no exercício do trabalho - ficou conhecido nacionalmente como a ‘máquina de moer gente’, também vem demonstrando uma tirania sem precedentes com a sociedade em geral. O documento que enviamos ao banco nesta manhã faz parte apenas do procedimento legal que o Sindicato tem que cumprir para anunciar a paralisação dos trabalhadores e tudo o que o banco teria que fazer era assinar a ciência da greve. Mas, como se vê, nem isso aconteceu, o que mostra claramente que o banco não dá a mínima para as iniciativas legais e justas dos trabalhadores e de toda a população em geral, que será a mais atingida com a greve”, avaliou Pinheiro.

O dirigente sindical aproveitou para destacar que o Bradesco, além de ter se tornado famoso por suas demissões injustas, também é banco que negligencia o tratamento humano para os clientes e usuários.

“O Bradesco, até o momento, continua rejeitando o atendimento às pessoas que pretendem pagar algum título que não seja do próprio Bradesco e, principalmente, nega o atendimento aos títulos que tenham valor abaixo de 1 mil reais. Ora, o banco é uma concessão publica e atender bem às pessoas não é uma opção”, concluiu o sindicalista.

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Bancários terceirizados: governo dá calote em trabalhadores precarizados em São Paulo

Os trabalhadores terceirizados do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal tomaram calote de suas respectivas empresas contratadas por um expediente que está cada vez mais comum: A empresa terceirizada fecha as portas, não paga os salários dos trabalhadores e o governo não se mexe para dar assistência a estes bancários.

No BB, os trabalhadores que prestam serviço no Complexo Verbo Divino ficaram com seus salários e direitos atrasados por conta do fechamento e sumiço da empresa RODTEC a quem formalmente estavam registrados. Embora tenha entrado outra empresa, RS Consultoria, os mesmos trabalhadores continuam prestando serviço sem resolver a situação. O sindicato formal dos terceirizados e o sindicato dos bancários foram inquiridos pelos delegados sindicais e ativistas daquele Complexo. Porém não se teve resposta até o fechamento desta edição.

O caso dos trabalhadores terceirizados da CEF é também desesperador. A empresa PROBANK teve o contrato rescindido pela Caixa depois de vários atrasos no pagamento de salários e direitos dos funcionários. Ocorre que a empresa foi embora sem pagar os salários de maio. A nova empresa condicionou a permanência das telefonistas desde aceitassem a trabalhar pela metade do salário anterior.

Nos dois casos, o governo do PT é responsável direto pelo pagamento dos salários e direitos destes trabalhadores. As direções da CEF e do BB não foram incomodados pelo Sindicato, pois os dirigentes deste sindicato fazem parte do grupo político do governo. Mais do que notificar formalmente a cúpula destes dois bancos públicos, é necessário tomar medidas concretas para resolver o problema imediato destes colegas (regularização do pagamento de salários e direitos) e estrutural (integrá-los aos quadros destes bancos, submetendo-os a concurso público, levando-se em consideração o tempo que prestaram serviços precariamente), acabando com a terceirização.

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Bancários: Nem Dilma nem os banqueiros podem nos intimidar

Mais uma vez, nossa campanha salarial começa com o governo e os banqueiros desrespeitando os bancários e oferecendo uma proposta ridícula. Mesmo no meio da crise econômica mundial, os maiores bancos seguem lucrando mais de um bilhao de reais por mês no Brasil. Enquanto isso a crise é paga pelos trabalhadores.

Apesar dos lucros imensos, que seguem aumentando neste ano, os bancos demitiram milhares de bancários no 1º semestre. Da mesma forma, multinacionais como a GM, que receberam bilhões em isençoes fiscais, também demitem. Isso significa que somos nós que pagamos a distribuiçao de recursos que Dilma faz, usando os impostos de quem trabalha para garantir o lucro de quem explora e demite.

É contra esta realidade, de quererem outra vez que nós paguemos o pato, que os bancários terao que lutar! E esta luta nao será fácil, como ficou demonstrado na greve feita pelos servidores públicos federais, que chegaram a mais de 100 dias em algumas categorias, e alguns ainda estão paralisados, e resultou em um reajuste lamentável que durará por 4 anos.

Mas este cenário nao deve nos intimidar. Tanto os bancos privados como os públicos estão nadando em dinheiro, mantendo ou aumentando seus lucros estratosféricos, apesar de suas provisões para a inadimplência terem sido aumentadas de forma absurda e irreal, tentando maquiar para baixo o valor do lucro deste ano. Os bancários sabem que seu trabalho aumentou muito neste último ano. O resultado foi o crescimento das doenças, do assédio moral e da exploraçao dos funcionarios, o que explica os enormes lucros.

Por isso, a resposta aos 6% é greve! E esta greve só pode ser encerrada com a obtençao de conquistas em todas as esferas reivindicadas! Queremos aumento salarial, que caminhe no sentido de repor nossas perdas históricas; piso do Diesse já, isonomia e estabilidade no emprego.

Nao se pode encerrar a greve sem avanços nestes pontos! E a Contraf/CUT e a Contec, ambas governistas e que há anos vêm traindo nossas lutas, precisam saber que este ano nao permitiremos acordos rebaixados impostos goela abaixo! Ou se arranca a isonomia e conquistas de verdade, ou a greve deve seguir. Se Dilma e os banqueiros querem conflito, e ganhar fortunas às nossas custas, é conflito o que terão! 

Venha ser parte de uma alternativa independente! Construa, participe e ajude a Frente Nacional de Oposiçao Bancária (FNOB) a ser uma opçao de base contra o sindicalismo pelego e governista.

A FNOB surgiu há pouco mais de um ano, mas já cresceu muito. Os sindicatos do RN e do MA fazem parte dela, além da Associaçao Nacional dos Beneficiários do Reg/Replan da CEF (ANBERR) e da Associaçao dos Empregados do Banco da Amazônia (AEBA) e de oposiçoes sindicais em SP, DF, RS, PE, BA, PI, entre outros. E a Frente surgiu e cresce para organizar os bancários de forma autônoma e pela base, de forma democrática e combativa.

Repudiamos o sindicalismo amplamente majoritário existente hoje, e expresso nas diferentes correntes da Contraf e da Contec, que sao braços das correntes que atuam na CUT, CTB, UGT e demais centrais governistas, que nao apenas se calam, como elaboram e são autoras dos ataques contra os trabalhadores, como a Reforma da Previdência, a flexibilizaçao para pior da CLT, etc.

Somos contra a promiscuidade entre os intereses destas correntes e de seus partidos, que defendem os patrões. Somos contra o sindicalismo carreirista, que faz do mandato sindical uma profissao ou um trampolim para cargos eletivos.

E vemos que este sindicalismo, além de corrupto, burocrático e traidor, é culpado pelo empobrecimento dos bancários! Este pessoal ganha poder, cargos e dinheiro às custas de nossas perdas e de nossa exploraçao! Por isso, nao adianta apenas lutarmos com todas nossas forças numa campanha salarial, em que as cartas já foram dadas por eles de antemão. Temos que lutar sim, para tentar virar este jogo e mostrar que nenhuma negociata e acordo prévio é superior à ação dos trabalhadores. Mas também é preciso remover estas direções nefastas à categoría e reconquistar nossas Entidades para a base, de verdade!

Venha nos ajudar e fazer parte da Frente Nacional de Oposiçao Bancária

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PERiGO: ACORDO COLETIVO ESPECIAL


O ACORDO COLETIVO ESPECIAL (ACE) E A FLEXIBILIZAÇÃO TRABALHISTA

Reportagem veiculada pela Agencia Estado (23/05/12) informa de reunião envolvendo o presidente da Câmara dos Deputados (dep.Marco Maia do PT/RS), diversas lideranças partidárias daquela casa e o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (SMABC). Na reunião o sindicato apresentou a sua proposta de Anteprojeto de lei que muda a legislação trabalhista criando o Acordo Coletivo Especial (ACE) e pede celeridade para aprovação do mesmo. O SMABC é um dos sindicatos mais importantes do país, o que já basta para se levar a sério a proposta apresentada. Se somarmos a isso o apoio anunciado da CUT, algumas outras centrais sindicais e do próprio Presidente da Câmara à proposta temos uma situação que exige uma pronta resposta de todos os que resistem à flexibilização dos direitos dos trabalhadores.

A exposição de motivos do Anteprojeto de Lei que trata do Acordo Coletivo de Trabalho com Propósito Específico (nome oficial da proposta) critica a legislação trabalhista existente. Ela seria “extensa e detalhada, nem sempre adequada à realidade dos trabalhadores e das empresas”, e necessitaria “atualização”. Acusa os “setores conservadores” de resistirem contra as tentativas de “reforma no sistema de relações de trabalho por meio do dialogo social e da negociação tripartite”. E defende as mudanças contidas no Anteprojeto como sendo necessárias para que o sindicato e empresas possam estabelecer acordos que respondam às suas necessidades específicas com a “indispensável segurança jurídica”(os trechos entre aspas foram retirados da cartilha sobre este tema elaborada pelo SMABC).

Não se trata de coincidência apenas, o fato de os argumentos serem tão parecidos com aqueles que embasaram a proposta de mudança do artigo 618 da CLT (para que prevalecesse o negociado sobre o legislado) que o governo FHC tentou aprovar no Congresso Nacional em seu segundo mandato. Ela veio como reação à várias decisões judiciais e ações do Ministério Público do Trabalho que anularam acordos coletivos feitos por sindicatos pelegos (notadamente da Força Sindical) que lesavam direitos dos trabalhadores. Tratava assim de dar “segurança jurídica” à pilantragem praticada por estes sindicatos e empresas. A mesma segurança jurídica buscada agora pelo SMABC (que naquele momento, junto com a CUT, rechaçou a proposta do governo do PSDB).

O Anteprojeto apresentado agora tem o mesmo conteúdo da proposta apresentada naquele momento pelo governo FHC. Se aprovado, trará à nossa classe prejuízos da mesma ordem que traria aquela proposta, caso tivesse sido aprovada naquele momento. Deve, portanto, ser veementemente rechaçado por todos os trabalhadores e pelos sindicatos que tem compromisso com os seus representados e não com as empresas.

O Anteprojeto de Lei

Uma análise, ligeira que seja, do Anteprojeto apresentado, permite ver claramente este seu objetivo. O artigo 1º estabelece que “esta lei dispõe sobre a negociação coletiva e o Acordo Coletivo de Trabalho com Propósito Específico”, e no artigo 2º, inciso III, a lei considera “condição específica de trabalho, aquela que, em decorrência de especificidade da empresa e da vontade dos trabalhadores justificam adequação nas relações individuais e coletivas de trabalho e na aplicação da legislação trabalhista, observado o artigo 7º da Constituição” (grifos meus). A partir daí vem encheção de lingüiça para dar um ar progressivo à proposta.

Está nesta idéia – autorização para adequação na aplicação da legislação trabalhista conforme especificidade da empresa (tucanês para flexibilização) – o ponto central do projeto. O SMABC fundamenta toda a argumentação em defesa dessa proposta na alegação de que a legislação atual “tolhe a autonomia dos trabalhadores e empresários”, impedindo um “equilíbrio mais consistente”. Chega a dizer que “onde existe controle excessivo e regras engessadas, a liberdade morre” (cartilha do sindicato).

A interpretação otimista desta argumentação é que, para o sindicato, a presença de uma legislação trabalhista ultrapassada supostamente estaria se constituindo em obstáculo a que os trabalhadores conquistassem avanços em suas relações de trabalho. Só que isto não se sustenta, e por um motivo muito simples: a legislação trabalhista em vigor não impede (nunca impediu) que fossem firmados acordos coletivos com condições mais favoráveis aos trabalhadores do que aquelas estabelecidas na lei. O que não pode é firmar acordos com condições piores do que as previstas na legislação (em alguns poucos casos, é bom que se diga, pois a legislação trabalhista já é excessivamente flexível).

Ficamos então com a única interpretação razoável: a de que o real objetivo do anteprojeto é garantir mais espaço (segurança jurídica) para a flexibilização dos direitos dos trabalhadores. Essa interpretação é amplamente corroborada pelo exemplo apontado pela cartilha, como precursor do tipo de relações de trabalho pretendido com o ACE: o das Câmaras Setoriais do setor Automotivo, constituídas entre as montadoras e o SMABC no início dos anos 90 do século passado e que tiveram, de acordo com a cartilha já citada, resultados “espetaculares”. Nestes acordos, para quem não se lembra, o governo entrou com a sua parte (redução de impostos e outros benefícios para estas empresas); os trabalhadores, além de aceitarem passivamente uma ampla reestruturação do processo de produção das empresas, abriram mão de benefícios e direitos. E as empresas...bem, vejamos os números.

No ano de 1992 (ano em que se assinou o primeiro acordo das Câmaras Setoriais), as montadoras de veículos em nosso país produziram 1.017.550 unidades empregando 105.664 trabalhadores, com faturamento de 30,363 bilhões de dólares. Dez anos depois, em 2002, estas empresas fabricaram 1.700.146 veículos, empregando 81.737 trabalhadores e  faturamento de 41,894 bilhões de dólares (os dados são do anuário da ANFAVEA – Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores).

Como se vê, o grande argumento do Sindicato, de que os trabalhadores manteriam seu bem maior - o posto de trabalho - era apenas mais uma falácia. O numero de trabalhadores nestas empresas no ano (1992) da assinatura do primeiro acordo (que deu base aos demais), era 105.664. Nos anos seguintes foram assinados vários acordos no âmbito das Câmaras Setoriais que retiraram direitos e benefícios dos trabalhadores – surgiu aqui o famigerado banco de horas, que depois evoluiu para banco de dias. Em que pese as enormes concessões feitas pelos trabalhadores, passados 10 anos, em 2002, o número de empregos no setor havia caído para 81.737 (mesmo com o aumento da produção de 1 milhão para 1,7 milhão de veículos/ano).

A flexibilização de direitos e eliminação de benefícios continuam até hoje.  A sobrecarga de exploração sobre os trabalhadores se vê claramente na evolução do índice de produtividade alcançado pelas empresas com as mudanças inauguradas com as Câmaras Setoriais: em 1980 as empresas produziam 7,8 veículos por trabalhador por ano enquanto que em 1992 (quando foi assinado o primeiro acordo das Câmaras Setoriais) eram 9,6 veículos por trabalhador/ano. Dez anos depois, em 2002, saltou para 20,8 veículos por trabalhador/ano.  E isso não é fruto apenas de inovações tecnológicas. A explicação deste fenômeno passa também pela aplicação do critério da multifuncionalidade e de um aumento infernal no ritmo de trabalho. Em 2010 as empresas conseguem atingir a marca de 28,7 veículos por trabalhador/ano, e um faturamento de 83,586 bilhões de dólares. Ou seja, para as empresas os resultados dos acordos das Câmaras Setoriais foram realmente “espetaculares”.

A importância desta discussão nos dias de hoje

Uma das conseqüências da crise na economia capitalista que se inicia em 2007 (quando se identifica com mais clareza uma queda na taxa de lucros das grandes corporações capitalistas) é justamente a reestruturação do setor automotivo, em meio a uma acirrada disputa do mercado pelos principais fabricantes do mundo. Uma das caras desta reestruturação é o fechamento de fábricas (queima de capital) como vimos no caso da GM nos EUA (a empresa fechou 18 fábricas nos Estados Unidos no auge da crise que viveu entre 2008 e 2010). Mas outra faceta, bem mais generalizada, destas políticas de reestruturação é o constante esforço para redução de custos. E a eliminação ou redução de benefícios e direitos dos trabalhadores é o caminho mais comum de redução de custos buscado pelas empresas. Trata-se de uma política generalizada das empresas, não só das montadoras de veículos.

As várias tentativas de Reforma da legislação trabalhista (que ora se denomina de reforma trabalhista, ora de reforma sindical) tiveram e têm justamente este objetivo: criar condições para uma nova leva de flexibilização, redução ou eliminação de direitos e benefícios dos trabalhadores, atendendo à necessidade das empresas. A PEC 369 (da Reforma Sindical) apresentada no Congresso Nacional em fevereiro de 2005 pelo governo Lula, pela CUT e pela Força Sindical, objetivava criar estas condições. Mas está ainda parada na Câmara dos Deputados com poucas chances de aprovação no curto prazo. O SMABC quer, com o ACE, criar as condições para a flexibilização necessária da legislação trabalhista através da negociação coletiva, de forma a que possa fazer concessões às políticas de redução de custos para as montadoras  e outras empresas estabelecidas no ABC paulista. A CUT, ao apoiar esta proposta, chancela esta política para todo o país, com resultados trágicos para os trabalhadores, caso consigam aprovar este Anteprojeto de Lei.

As mudanças na legislação não podem ser para pior

Rechaçar as mudanças propostas neste Anteprojeto de Lei não implica considerar que a legislação trabalhista vigente é suficiente em termos da defesa dos direitos dos trabalhadores. Longe disso. Para que haja um pouco mais de liberdade de atuação sindical dos trabalhadores, como reclama a cartilha elaborada pelo sindicato em defesa do ACE, de forma a que estes possam avançar em mais conquistas nas relações de trabalho, são necessárias sim, muitas mudanças. Mas não mudanças no sentido da flexibilização.

Aprovada esta proposta estariam legalizados acordos que, por exemplo, permitissem a divisão das férias em mais de dois períodos; o pagamento parcelado do 13.º salário, até mesmo em parcelas mensais; a ampliação do banco de horas sem limites; contratação temporária e terceirização dentro das empresas sem nenhum limite; além de outras manobras. O sindicato poderia argumentar que estes acordos dependeriam de aprovação dos trabalhadores. Verdade. Mas quem não conhece o poder de chantagem das empresas sobre seus empregados, em particular nos momentos de crise econômica? Qual dirigente sindical no setor privado nunca se enfrentou com uma situação em que a empresa propunha “reduzir salário ou demitir trabalhadores”? Como pode o trabalhador decidir livremente nesta situação?

Mesmo a aparente vantagem contida na proposta – a implantação de organização de base ligada ao sindicato nas empresas que quisessem realizar um acordo desta natureza – mostra-se uma mera cortina de fumaça. Trata-se de organização de base subordinada ao sindicato (e não aos trabalhadores da empresa) e ainda por cima vem condicionada à negociação de um acordo que rebaixa direitos legais dos trabalhadores. Não é para isso que lutamos há anos pelo direito de organização dos trabalhadores nos locais de trabalho.

Alguns desafios que poderiam ser abraçados por todos os sindicatos

Um exemplo que podemos apontar é a necessidade do estabelecimento em lei da proteção contra a demissão imotivada (adoção da convenção 158 da OIT), sem o que é pura falácia falar em liberdade sindical ou liberdade de negociação. Enquanto não houver a proteção contra demissão imotivada, apenas se poderá falar em liberdade de atuação sindical ou de negociação para os dirigentes sindicais, mas não para os trabalhadores. Outro exemplo é a necessidade de se assegurar proteção legal ao direito de organização no local de trabalho, do qual pelo menos os trabalhadores da iniciativa privada estão excluídos.

Estas são duas medidas em torno às quais vale a pena fazer uma grande campanha de pressão pela sua aprovação no Congresso Nacional. A este desafio deveriam lançar-se todas as entidades sindicais comprometidas com os trabalhadores: denunciar a proposta apresentada pelo SMABC e pressionar contra a sua aprovação no Congresso Nacional, ao mesmo tempo em que exigimos dos parlamentares a aprovação de leis que realmente beneficiem a nossa classe, como a proteção contra a demissão imotivada e a proteção do direito de organização no local de trabalho.

São Paulo, 17 de junho de 2012

Zé Maria, diretor da Federação Democrática dos Metalúrgicos de Minas Gerais e da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas
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